Como é que vocês fazem?

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Uns balões perdidos ainda enfeitam céus e timelines na manhã fria e ensolarada desta segunda-feira, como num lembrete do final de semana que passou. Aproveitei tudo o que pude deste aniversário de Brasília, feliz e esperançosa com o futuro.

Mas é bom a gente não ter cansado muito, porque pelo jeito as comemorações ainda duram a semana toda. Os presentes atrasados começam com o Geraldo Azevedo amanhã na Caixa Cultural. Só que…  não tem mais ingressos. Segundo a recepção, os ingressos se acabaram em duas horas.

Logo que voltei a morar em Brasília, enfrentei uma fila de madrugada para conseguir ingressos pra um show da Maria Betânia – que não consegui. Desde então, observo admirada, tentando entender, como funcionam esses shows bárbaros que nos são oferecidos a preços módicos mas para os quais parece simplesmente impossível conseguir ingressos.

Quem é daqui de Brasília acha isso normal – mas eu não acho. E há muito tempo quero entender como isso funciona. O que as pessoas que conseguem ingressos sabem que eu não sei? Tem gente que está em todas porque tem um caderninho de telefones melhor que o nosso, que somos simples mortais?

Então, mais que sobre o show do Geraldo, este post é uma sequência de perguntas:

Como é que você faz para conseguir garantir ingressos pros shows bárbaros a preços módicos que acontecem em Brasília? Vocês tem informantes dentro dos centros culturais? Fazem campana nas fanpages pra saber quando começa a venda? Dormem em filas? Apelam pros cambistas? – se é que eles ainda existem…

Bora? (pra quem conseguiu ingressos)
Terça e quarta, 23 e 24/04, às 20h
Caixa Cultural Brasília – SBS, Quadra 4, ao lado da matriz da Caixa
3206-9448
Ingressos (quando havia) a R$ 20 e R$ 10 (meia)

17 respostas em “Como é que vocês fazem?

  1. Acho que a única saída é ir para a bilheteria do local, uma ou duas horas antes do espetáculo, torcendo pra alguém desistir do ingresso e ir até lá tentar ressarcimento ou revender para alguém interessado. No CCBB, pelo menos, costuma funcionar. Eu mesmo já fui um desses desistentes, diante de algum outro compromisso inadiável de última hora.

  2. Acho revoltante o tamanho dos teatros da Caixa e do CCBB. Fisicamente, os espetáculos são pra poucos. Não consigo entender a lógica disso: construir espaços pequenos pra difundir a cultura?
    Um dia antes de começarem a vender os ingressos para o show do Geraldo Azevedo, fui na bilheteria e o pessoal avisou q ia dar fila e das grandes… No dia seguinte, dito e feito: aviso “esgotado” pregado no vidro. Triste.
    A notícia boa é que ainda (AINDA)
    É possível comprar entradas para ótimos espetáculos sem estresse, talvez menos conhecidos. Fui aos shows na Ana Cañas e recentemente da Mariana Aydar, excelentes, em que havia cadeiras vazias…
    Aproveito pra dizer q adoro o site! Sempre com ótimas dicas! E tb mando duas:
    – Translunar Paradise, peça simplesmente maravilhosa no CCBB e
    – A Caverna dos Sonhos Desconhecidos, documentário do Herzog em 3D sobre as pinturas rupestres mais antigas e deslumbrantes encontradas numa caverna no sul da França. Gente, o filme é uma experiência de arte, filosofia, vida e tempo. Imperdível.

    Abraço!

  3. kkkkkk Essa história de informantes é boa, hein?! Como EU faço? No caso da Caixa Cultural, CCBB, etc tem que passar antes e pegar a programação antecipada do mês inteiro para comprar ingresso quando abre a bilheteria. Não conheço outro jeito. São shows muito bons por preços muito bons, muita gente quer. E nós, pobre mortais, ainda concorremos com quem trabalha na CEF e/ou BB. Por isso nunca sobra… Aproveito para dar uma dica para quem gosta de balé e não tem um caderninho melhor que o nosso (rss): A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil apresenta a envolvente história do Ballet Don Quixote. Os ingressos são limitados e serão distribuídos antecipadamente na bilheteria do Ginásio Nilson Nelson, nos dias 22,23 e 24 de abril.
    PS. A fila já está grande! rss

  4. Carol, vou falar como eu costumo fazer… A programação do CCBB é fechada no início do mês, então fica fácil saber o que vai rolar e quando se programar para comprar os ingressos, geralmente, vendidos dois domingos antes da semana do evento, se não me falha a memória, pode-se comprar até 4 ingressos. A bilheteria abre às 9h, já cheguei muitas vezes às 7h para conseguir comprar, é chato esperar e eu sempre levo um livro (já vi gente super equipada, que leva cadeira e lanche e até isopor com cerveja). Sendo um dos primeiros (ou o primeiro) da fila, vc vai ser atendido rapidinho e vai embora cedo também. Dá pra voltar a dormir em casa feliz, com o ingresso perto do travesseiro. E vc certamente não vai passar pela chatice que é ver o pessoal furando fila, isso acontece DEMAIS – o amigo que chega e encontra o outro na fila e inicia uma conversa super animada e por ali mesmo fica -, já tive muita vontade de voar no pescoço de alguém, eu jamais teria coragem de fazer um negócio desses, mas tem muita gente que faz e sem o menor constrangimento.
    Já a programação da Caixa é um pouco mais aberta, deixei meu e-mail para receber a programação de lá (acho que naqueles cadernos de visita das exposições), a cada 15 dias vem um e-mail novo com a programação. Os ingressos são vendidos no sábado anterior ao dia do evento, a bilheteria de lá abre ao meio-dia (ou seja, o sofrimento é um pouco maior que o do CCBB) e lá também eu já cheguei às 7h, o último show que fui foi do Zeca Baleiro, cheguei 7h30 e já tinha 2 pessoas na minha frente, e quando abriu a bilheteria transformaram-se em 5! Para eventos assim, a limitação é de 2 ingressos por pessoa.

    Beijo!

  5. Carol, o segredo é ter tempo e disposição.
    Primeiro, tem que saber quando se inicia a venda dos ingressos. Depois, tem que chegar horas antes da abertura da bilheteria. Daí, ou você tem que ter horário flexível no trabalho (porque, em regra, as vendas se iniciam em dia da semana, né?), ou manda alguém no seu lugar. Essa sempre foi minha estratégia na Caixa Cultural e eu só topo quando é alguém que eu queira ver muito, mas muito mesmo, porque eu acho isso uma falta de respeito com o cidadão ter que estar numa quarta-feira (dia útil!) às 09h numa fila e permanecer lá por 3 horas para comprar um ingresso, ainda que seja barato.
    E, na fila, ainda vemos absurdos, como dos cara de pau que “guardam lugar”, ou do polêmico direito dos idosos de não pegarem fila. Sim. Você tá lá há 2 horas, mas se chega um idoso, ele compra ingresso na sua frente. Não tô questionando o direito do idoso, tô descrevendo a situação fática para justificar o “tem que ter disposição”. Fora que estacionamento lá é desesperador (melhor ir de ônibus).
    Ah, outra coisa: o site da Caixa Cultural era um lixo e não tinha a programação (não sei como anda hoje, há tempos desisti dela). Daí, vc tem q ser ninja também para descobrir qual a programação e quando se iniciam as vendas. Geralmente, quando determinado show é divulgado na mídia, os ingressos já se acabaram há tempos!
    O CCBB melhorou muito depois que disponibilizaram as vendas pela internet. Além disso, as temporadas no CCBB costumam ser mais longas, no teatro especialmente, então é mais fácil, quero dizer, menos difícil, conseguir ingressos.
    É isso. Quase um parto.
    Por essas e outras, eu foco nas bandas locais: muita coisa boa, ingresso barato e disponível.
    Beijocas.
    Vanessa.

  6. Nossa, é surreal mesmo.
    No caso do Show da Maria Bethania no ano passado, muitos lugares são “reservados” para galere do governo e outros ‘influentes’… Froids, pois acabam nem dando valor como os proprios fãs. Inclusive teve o maior rebuliço naquela fila na época, até escreveram de batom como protesto lá nos vidros do Teatro Nacional.

  7. Pessoal,
    Vocês são muito legais, hein?
    Muito obrigada pelas dicas!! Em resumo, é isso aí: ter acesso a uma boa programação cultural é praticamente uma gincana! Tem que ter tempo, disposição, ser organizado… 🙂
    Vamos ficar em cima pra termos cada vez mais acesso a mais eventos bacanas!
    Beijos pra todos!
    Carol

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