Porque é preciso mudar a Lei do Silêncio

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Quando a gente lançou o abaixo-assinado contra a proibição de eventos no Calçadão da Asa Norte e a favor de uma orla mais livre e democrática, foram levantadas algumas dúvidas em relação a um dos pontos de reivindicação – o que diz “Pela reavaliação dos parâmetros de emissão de ruídos estipulados na Lei Distrital 4.092/2008 (Lei do Silêncio).”

Algumas pessoas disseram ter deixado de assinar o abaixo-assinado por causa desse ponto. Ficou claro, então, que estava havendo um mal entendido e que era preciso esclarecê-lo.

O que se propõe com a petição não é acabar com a Lei do Silêncio, gente. Nem tornar possível a instalação de um trio elétrico embaixo da sua janela, longe disso. Reavaliar os limites da Lei do Silêncio significa, apenas, tornar a lei real e aplicável. Do jeito que está, é impossível o GDF fazer a fiscalização correta, assim como é impossível qualquer um cumprir as regras.

Isso porque a lei, criada em 2008, utiliza os critérios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sobre a aceitabilidade do ruído. A partir das 22h, o limite de ruído permitido nas entrequadras, por exemplo, é de 55 decibéis. Um grupo de cinco pessoas conversando normalmente, sem música, já extrapolaria esse limite. Em tese, se o GDF quisesse, multaria a cidade inteira.

As medições que fazemos no trânsito sempre dão mais de 80 decibéis. Só o barulho do trânsito dá isso”, diz o subsecretário de Saúde Ambiental do governo, Luis Maranhão. Ele defende a flexibilização da lei, para alterar os limites de decibéis. “Brasília exporta músicos para o Brasil, mas a gente não pode tocar música em Brasília”, afirma. “Estamos próximos do carnaval… como você faz? Acaba com o carnaval no DF? Você tem toda uma vida cultural que não tem como proibir. A gente fica entre a cruz e a espada.”

Outro problema da lei é que ela não especifica onde será feita a medição de decibéis. Segundo as normas da ABNT, o decibelímetro deve ser colocado no exterior da habitação, a 1,2 metro do piso e a pelo menos 2 metros de qualquer outra superfície refletora, como muro e parede. A lei do DF não trata do assunto e torna a fiscalização um mistério.

Em 2011, provocado por um debate sobre o assunto na Câmara Distrital, o governador Agnelo Queiroz criou um grupo de trabalho para discutir uma possível revisão na Lei do Silêncio. O grupo não andou. Luis Maranhão acredita que o único caminho é convencer a Câmara Distrital da necessidade de abrir essa discussão e mudar a lei. “O ambiente do Legislativo é o mais democrático, porque a Câmara vai ter que fazer audiências públicas e ouvir toda a sociedade”, diz. “Acho que, se houver uma discussão exaustiva, é possível chegar a um ponto de equilíbrio.”

A equação não é fácil de ser resolvida. De um lado, empresários e produtores de eventos reclamam que as altas multas – que podem chegar a R$ 200 mil – inviabilizam suas atividades e asfixiam a cultura da cidade. De outro, os vizinhos do barulho, que reclamam de estresse e de noites insones. Não é uma briga de bonzinhos contra mauzinhos, claro, mas se é para estar de algum lado, que seja daqueles que procuram uma alternativa para a cidade não morrer de sono. Uma alternativa que não faça ninguém adoecer de barulho, nem de silêncio.

Bora?
O abaixo-assinado já contabiliza 4.390 assinaturas. Participe! É fundamental que a Administração de Brasília tenha em mãos uma posição contrária à proposta de fechar espaços públicos e de proibir eventos culturais.

Clique aqui para assinar.

81 respostas em “Porque é preciso mudar a Lei do Silêncio

  1. se com a lei dosilêncio o barulho nas entrequadras jà è insuportàvel, imagine se a lei mudar..! essa campanha do Quadrado È de matar.. um texto mais tendencioso que o outro…

    • Aline, o blog é um espaço de opinião clara e aberta. Ser tendencioso é querer prejudicar, ter um objetivo secreto, o que nunca existiu aqui.
      Se o barulho está alto hoje, pode ser inclusive por causa da lei, que inviabiliza uma fiscalização correta. De matar é alguém se negar a dialogar.

      • se usa o espaço para privilegiar uma classe em detrimento da maioria da sociedade, sim, è muito tendencioso. nao expoe os dois lados, nao pondera, defende um lado apenas, faz campanha. sim, isso nao È jornalismo, è um blog. e, portanto, sem credibilidade.

    • De matar é vc Aline! Leia direito e se informe, essa Lei tem que mudar sim! Tem que ser conversada, debatida para que seja justa para todos. Se vc acha que está muito barulho com essa lei, sugiro a vc que se mude para uma fazenda. Porque só assim vc vai conseguir o silêncio desejado.

      • clássico comentário de vocês: “..se mude para uma fazenda..”
        capacidade enorme de argumentar!

        a lei é muito coerente quanto aos ruídos, sobretudo no período noturno. isso é preservação da saúde e sanidade das pessoas.

      • Corretissimo nos jovens nao temos o direito de se divertir. Tem q mudar essa lei sim nao e acabar com ela mas e olhar os dois lados da moeda..trabalho de segunda a sexta acordo as 5 da manha vou deitar em torno das 23:30 no. Fim de semana que posso convidar os amigos pro churrasco tocar um violao vem um vizinho e chama a policia…poxa muitos deles nao acordao cedo ou dormem tarde assim ..complicado

    • o barulho em qualquer cidade é muito alto mesmo. Sò que a lei só pune a música. Por que você mesma, Aline, não inicia uma campanha pelo fim dos automóveis? Aí sim o ruído diminuíria muito, e tenho certeza que o som da música (porque ´música não é barulho), da alegria das crianças, das pessoas vivendo, andando, e se encontrando, não iriam mais ser usados como bode expiatório para a vingança contra a vida estressante que somos obrigados a viver nas cidades de hoje.

      • música é barulho sim, colega. é poluição sonora. são estudos, minha cara, não sua opinião particular que conta.

      • estudos mostram também que algumas pessoas sofrem de amusia, um distúrbio que não as permite diferenciar a música de outros ruídos. Pobre Aline, que não consegue ouvir a diferença entre o eixão no final da tarde e uma sinfonia. E o pior: não tem tratamento.

    • Rarsrsrsrsrs depois dessa “aula” da Aline, que não sabe o significado de credibilidade, nem de tendencioso, é melhor ficar calado. Beijinho no ombro pra você.

  2. Como engenheiro, emiti alguns laudos de ruído e conheço de perto essa legislação.

    Vocês explicaram em menos de cinco linhas (em negrito) exatamente o absurdo que são os parâmetros utilizados. É quase impossível a adequação até mesmo de ruídos de fundo comuns (pessoas andando e carros ao longe) aos critérios adotados, imagine então instalações e lugares comerciais em zona urbana.

    Adicionando, a maior aventura foi tentar laudar que o Bar do Barulho não emitia ruído. O laudo foi usado como laranja pra suspender o alvará do estabelecimento, quando na verdade os motivos da suspensão eram outros. Assim, a qualquer momento, um parecer com base na legislação vigente pode pôr em risco a vivência na orla. Não por causa do real incômodo, mas por causa tão somente dos números normatizados.

    • Ou seja, se eu bem entendi, a lei deixa todo e qualquer estabelecimento comercial à mercê de uma administração que resolva interromper aleatoriamente seu funcionamento “alegando” desrespeito à lei do silêncio. É isso, Daniel?

      • é exatamente isso. E a música ao vivo é quem tem mais sofrido com isso, porque é na conta dela que caem a maioria das reclamações.

    • perfeito Daniel, do jeito que esta, lei é uma saída simples e desonesta utilizada para varrer açoes que não condizem com o ideal de vida classe-média-comportada–nao-me-incomode-do-plano-piloto.

      • classe-média-burguesa são vocês, “descolados e cultos da night..”! e ainda são hipócritas de tentar passar o título aos pais e mães de família, que acordam cedo pra trabalhar enquanto vocês estão chegando em casa e podem dormir a tarde inteira..

        é claro que a música é critério. incomoda e muito. seja qual for o estilo musical. quer tocar, batucar, beber, boemizar? providencie o isolamento acúsitco do espaço que todos ganham.

      • Aline, pela suas posiçoes, fica claro que faz parte desta Bras.ilha antiga que esta prestes a ser completamente ultrapassada. Curioso, senao patético, o tamanho do choque. Pode espernear a vontade, o leite ja derramou.

      • tsc, duvido que isso passe, meu caro. BsB è baseada em qualidade de vida e, pode ter certeza que moradores, polìticos e afins continuarao a preservando isso. vocês è que podem espernear. tudo o que ganharao è o repùdio da comunidade e, infelizmente, um retrocesso nas eleiçoes, pois jà tem polìtico de comprando essa briga em favor da sociedade.
        a inteligência de vocês è tamanha que erraram a pauta querendo mudar a lei do silêncio, ao invès de mobilizar os estabelecimentos comerciais a providenciar isolamento acùstico.

        e outra, te garanto que sou mais jovem, respeitosa, coerente e nao-hipòcrita e do que você, The Mgs. provavelmente você nao è filho desta terra, sò mais um produtor forasteiro que vem querer mudar as caracterìsticas da cidade de acordo com o lugar de onde veio.. pode espernear você, tudo o que ganharà continuando com esta è o desgaste e o repùdio da classe que defende.

    • Ótimo você escrever isso, Daniel. Significa que a medida em decibéis provavelmente não é adequada para definir qual som incomoda e qual é permitido.

      Uma historinha para ilustrar. Moro no prédio em frente ao Calçadão da Asa Norte. Numa madrugada, quase duas horas da manhã, cansei de esperar pela polícia tomar alguma providência quanto a uns carros com som bombando no estacionamento do Calçadão. Saí e fui até o posto policial da 415 Norte, quando ainda havia polícia a essa hora.

      O policial foi bem gentil e adiantou que já tinha ouvido, pelo rádio, o chamado que eu e outros moradores fizemos para o 190 reclamando do barulho. Mas disse que não podia fazer nada (deve ser esse o lema dos serviços públicos do País) porque — essa preciso destacar — NÃO TINHA UM DECIBELÍMETRO. Nem ele, nem as viaturas que atenderiam ao chamado. Quer dizer: pela falta de um aparelho, a lei que assegurava alguma punição para quem fizesse barulho de madrugada não valeu de nada. É o mesmo que lei nenhuma. Mesmo se a polícia tivesse o aparelho, há a enorme dificuldade de medição — logo, de autuação — que o Daniel disse.

      Não sei se estão punindo bares demais (para onde levam decibelímetros) e arruaceiros de menos. O fato é que, quanto mais legalista e complicada é uma lei — o Decreto nº 33.868/2012 tem nada menos que 43 artigos e chega ao cúmulo de definir o que é “som” — menos aplicável ela é e menos bom-senso tem.

      Devia ser uma lei para dar sossego ao cidadão e segurança aos empresários e músicos em bares. Mas na prática é uma lei que traz insegurança aos empresários e tira o sono do cidadão.

      Puxa, ruído de vizinhança é um problema comum em qualquer cidade do mundo. Se medir decibéis é tão problemático, como funciona em outras cidades, em outros países? Será que não há nenhum exemplo no mundo de como melhorar a ordem pública sem prejudicar demais os empresários?

      • Prezado Pedro, muito se comenta, muito se fala, mas ninguém atenta ao que diz a lei. Concordo que deve haver atividade empresarial sim (leia-se bares e locais com música), mas não posso deixar de dormir por causa disso. Acordo cedo e preciso repousar. A solução está na lei: TRATAMENTO ACÚSTICO! Porque ninguém fala nisso?? Porque só se fala em mudar a lei mas ninguém fala em cumprí-la??? Reclamamos taaaanto dos políticos mas quem descumpre lei é diferente desse ou daquele político? Insisto: porque não se fala em fazer tratamento ou até mesmo isolamento acústico?? Porque mudar a lei se ela é moderna e segue critérios técnicos que determinam a partir de qual medida a emissão de decibéis é prejudicial à saúde? Falemos sobre empresários, que ganham dinheiro com música, gastarem com tratamento acúustico! A convivência é possível!

    • Adonai Basto, concordo contigo! a questão não se resume a mudar a lei, vai muito além… até que ponto empresários estão dispostos a melhorar os serviços oferecidos????? acho que para muitos é conveniente alcançar alguns resultados por meio de manifestações e ocupações… mas não há nenhuma melhoria de fato – nem na qualidade do serviço, nem no convívio, nem na gestão dos espaços privados e públicos.

      • postei algumas mensagens lá no final desse blog…acho que um caso que poderia ser estudado, para se buscar soluções para o problema, é o caso do Feitiço Mineiro.

  3. Eu assinei o abaixo assinado até porque, pessoalmente, sou contra a lei do silêncio. Claro, confiar no bom senso dos outros é sempre arriscado. Mas algo que eu não concordo é o bar, que fica na área destinada a ele, ter que fechar mais cedo e não fazer barulho porque o cara que comprou o apartamento na residencial na frente dele tá reclamando. Oras, o cara comprou um apartamento na frente da comercial, deve esperar que haja barulho. Se duvidar ainda pagou mais barato por ele, aguenta.

    • a área das entrequadras não são destinadas a bares, Adriana. com o tempo foram burlando o projeto original. logo, os bares é que precisam se adequar, providenciando isolamento acústico para não incomodar a vizinhança.

      a pessoa compra um imóvel residencial e tem que “aguentar”?! quanta falta de bom senso! é o bar que exerce atividade lucrativa que tem que arcar com as devidas obrigações. além disso, bares abrem e fecham. um dia você pode ter comprado um imóvel próximo a um comércio sem bar, e no outro tê-lo como vizinho.

      • Prezada Aline, estou escrevendo um artigo acadêmico sobre a Lei do Silêncio e estou buscando pessoas prós e contra a mudança da lei. Você poderia me conceder uma entrevista rápida sobre essas questões?

    • Nosso país é rico em leis, umas bem e outras mal elaboradas.
      O problema é cumprir as leis.
      Quando ligamos pra PM reclamando de um carro, bar ou casa com som alto o atendente diz que o policial pode apenas pedir para abaixar o som, a polícia vem pede e ao sairem aumentam o volume novamente.
      Carros com sons potentes são um problemão nas cidades satélite como ceilândia onde moro.
      O atendente do 190 me disse que a PM não pode “representar contra os baderneiros” e sim o reclamante.Correto entendo, mas uma coisa é você registrar uma queixa contra um bar ou boate no plano piloto, outra é fazer o mesmo nas “quebradas, na vila, favela etc”, pois geralmente quem faz esse tipo de coisa não tem respeito (pelo volume do som e músicas de conteúdo baixo que ouvem) por si e seus familiares dirá aos outros e suas famílias.
      Minha gente qual homem de bem, responsabilidade e que ama sua família vai se expor indo a delegacia com os policiais e o desordeiro registrar queixa para correr algum tipo de risco pra ele e os seus familiares depois do registro?
      Somos reféns dos que agem sem o mínimo de urbanidade.
      Aqui em ceilândia se quiser abrir um boteco é fácil, não precisa alugar ponto comercial não é só derrubar parte do muro de sua casa e começar a vender sua cachacinha como fez um vizinho aqui; Agefiz? reclamei fiz tudo o que tinha a fazer, acompanhando o andamento da situação ví que vieram até o local notificaram etc etc por quatro vezes, até onde sei não há autorização pra funcionamento pois ao me informar na admistração a autorização não existe. A legislação sobre o assunto diz que se na terceira visita dos fiscais a autorização da admistração regional não foi concedida o estabelecimento é fechado.
      Liguei para a ouvidoria do GDF questionando o porquê do estabelecimento ainda funcionar já que os prazos para regularização foram concedidos e ela não aconteceu, me disseram que sabiam o porque do bar ainda estar aberto.
      Então quem sabe?
      Agefiz só funciona (se é que funciona) no Plano Piloto, no calçadão do conjunto nacional?
      Fora isso vivemos tempos onde os valores estão em decadência as pessoas sequer tem MEDO é isso mesmo MEDO da polícia.Quando menino no interior paulista lembro do MEDO com o qual víamos a polícia.
      Sei que MEDO não é o sentimento que devemos ter desses profissionais, mas certa vez ouvi de um veterano da FEB “O medo em muitas situações nos mantém vivos”.
      Por ter lutado na segunda guerra creio que ele disse isso com propriedade.
      Quem sente MEDO nos dias de hoje somos nós cidadãos de bem, que pagamos nossos impostos e levantamos cedinho pra trabalhar enquanto os baderneiros e donos de estabelecimentos ilegais (que certamente não pagam impostos sobre seus comércios, pois funcionam sem autorização) dormem até mais tarde pra curar a ressaca e despertarem iniciando novamente sua rotina desrespeitosa.
      Se os governos não cumprem suas próprias leis, se a polícia não pode guinchar um carro com som alto na rua mesmo que o dono esteja bêbado (não pode pois segundo informação da PM o carro está parado!!!!????) O QUE FAZER? PEGAR EM ARMAS?
      (armas que aliás são hoje negadas ao cidadão de bem e continuam em mesmo ou maior número nas mãos de marginais, pois incutiram na cabeça do cidadão de bem que as armas dele surrupiadas (quando um marginal entra em sua casa por exemplo) abasteciam os arcenais da marginalidade.
      Apenas desarmaram o homem e a mulher de bem.
      A quem interessa isso?
      Países que dominaram de forma ditatorial seus povos começaram desarmando sua população exemplo a Alemanha de Hitler que antes de implantar o anti semitismo promoveram macissa campanha de desarmamento. Foram mortos oficialmente 6 milhões de judeus, imaginem pelo menos a metade dessa gente armada ia dar mais trabalho ou até não conseguiriam seu intento.
      Obs: não tenho e nunca tive arma.
      Nos países ditos de primeiro mundo as pessoas tem medo, respeito ou seja lá o que por conta de que lá as leis funcionam o cara não deixa o som alto, não joga papel de bala no chão etc porque é educado não, é porque doe no bolso, a fiscalização funciona a polícia atua.
      Por que os meios de comunicação não fazem campanhas educativas para formar cidadãos de bem?
      Porque Big Brother é mais legal e rende muito dinheiro né?
      Lembrando que canais de rádio e tv são CONCESSÕES e pertencem ao estado.
      Não há interesse de formar cidadãos, pois assim fica difícil de manipular o povo.
      O negócio é Banda Calipso, Chiclete com Banana, Luan Santana e por aí vai, pra isso tudo aí não precisa nem pensar só ouvir e ouvir com volume bem alto, pois não tem assunto pra falar e ainda perturbo o chato que quer paz,estudar, dormir essas bobagens sabe?
      Quando adolecente bacana era ler a série Cavalo de Tróia e formar rodas pra discutir o livro, hoje é ficar nas redes sociais batendo papo (até isso disvirtuaram pois pra mim bate papo é alí cara a cara) onde se escreve de forma inculta e abreviada.
      Se não houver uma virada que proporcione as crianças de hoje serem cidadãs e cidadãos responsáveis, respeitando limites cumpridores dos seus deveres, a coisa tende a piorar como a gente vê ao passar dos anos, pois as gerações estão em decadência.
      Desculpem o desabafo.
      Hamilton.

    • Adriana, você já perguntou aos donos dos bares se a área ocupada é legal? Eles tem escritura de onde colocam as cadeiras? Ou é invasão? O primeiro ponto é este. Segundo. Existe isolamento acústico no bar? Terceiro. Comprar apartamento na frente de bar não dá direito ao bar ser barulhento! E mais, e os outros moradores que moravam ali antes do bar? Enfim, seus argumentos são furados. E o último, antes de falar isso, more uns tempos na frente de um bar, depois volte aqui e dê sua opinião a respeito da lei do silêncio. Boa noite pra vc!

  4. Não é para acabar com a Lei do Silêncio, e eliminar as regras sobre sons e ruídos. Não é querer trasnformar a cidade em um imenso baile. É preciso MUDAR AS REGRAS, mas elas devem continuar existindo. É simples assim.

  5. Tem de haver um meio termo. O morador tem direito ao silêncio, tanto quanto o músico tem direito ao trabalho e quem gosta de música ao vivo tem o direito de ouví-la. Viver faz barulho. Só não entendo o porquê do Sindhobar não tomar parte mais ativa nesse processo de negociação. Quer silêncio absoluto? More em uma fazenda. O músico não tem culpa de Nyemaier ter projetado residências a poucos metros do comércio. Nem o morador. Portanto, tem de haver um ponto de equilíbrio.

    • Régis, apoio a discussão totalmente, mas no caso das comerciais, é preciso lembrar aqui o exemplo do Feitiço Mineiro, na comercial da 306 norte. Lembra que antigamente ali era um bar aberto? E o som vasava horrores noite adentro, havia brigas homéricas entre o comércio e os moradores. No que resultou? O Feitiço investiu no estabelecimento (não sei se por decisão judicial, ou o que, mas de toda forma…) e isolou o espaço interno de show… quer dizer, tornou-se uma casa de excelência, com um ótimo espaço, mantendo sua tradição boêmia. Então, acho que nessa discussão também entra a questão da qualidade dos serviços do comércio. Não basta só oferecer para consumir, é preciso oferecer serviço de lazer com qualidade. E, afinal, a gente paga caraço para manter essa cidade (com impostos e serviços) para termos uma má qualidade em tudo o que a gente consome por aqui!!! bjos

      • exatamente. quer colocar música? providencie isolamento acústico para o estabelecimento! qual é a dificuldade? sacrificar os moradores em benefício dos comerciantes? qual é o problema de vocês, músicos, produtores e afins?!

      • Mais um item, esses bares normalmente invadem área pública. Querem fazer barulho? Comprem o prédio comercial e façam o devido isolamento acústico. Querem respeito? Respeitem os vizinhos que dormem, acordam cedo e trabalham cedo. Querem ganhar dinheiro? Gastem antes para respeitar os outros.

    • o comércio das quadras não foram criados para ter bares, meu caro. isso é uma aberração ao projeto, que deveria ser respeitado. mas infelizmente não é. sugiro a você que tenha barulho embaixo da sua janela e acorde ás 6h da manhã para entrar no trabalho às 7h. ah, tá, esqueci que a “galera da night” tá chegando em casa a essa hora e pode dormir até às 4h da tarde.. tsc.

      • Isso não é verdade o projeto original previa bares e restaurantes SIM, eu fui estudante de arquitetura e lembro de um trabalho acadêmico que a minha turma teve que fazer sobre o comércio das entrequadras e um dos itens do trabalho foi justamente a norma sobre os usos permitidos no comércio e estava lá bem visível “bares e restaurantes”, esse documento era da década de 60 inclusive. O que não constava era permissão de boates algo que causou uma confusão bem semelhante no final dos anos 90 quando na asa sul várias boates se instalaram nas entrequadras (quem mora ou morava aqui em Brasilia nessa época e está na casa dos 35 anos deve se lembrar disso) os moradores se queixavam de barulho e da quantidade de vagas de estacionamento que eram ocupadas pelos frequentadores, por conta desse fato muitos estabelecimentos (alguns que nem existem mais) investiram em isolamento acústico.

    • se o df nao qr deixar as musicas tocar entaum o df tem q parar. MINHA OPINIAO ER Q O DF TEM Q FAZER PELO MENOS FAZER AS QUADRAS DE SHOWS PUBLICOS ISSO RESOLVERIA MUITAS COISAS MAIS O MELHOR ER DEIXAR DE DEIXAR OS MUSICOS TRABALHAR TOU CANSADO DE TER Q ESCULTAR AS MUSICAS DOS OUTROS E NAUM PODER BATER O PORRADAO DE SOM
      DF NAUM QUER DEIXAR OS MUSICOS TOCAR? ENTAUM DOE O SALARIO DE VCS DO GDF PARA UMA INSTITUIÇÃO E MORRAM DE FOME (IBCIS)

  6. ninguÈm quer acabar com a mùsica. se o estabelecimento quer exercer tal atividade, que providencie isolamento acùstico, como acontece em qualquer lugar do mundo onde se respeita o pròximo, a coletividade e o bem-estar de todos.

    essa demanda està cada vez mais conquistando o repùdio da sociedade. sobretudo por comentàrios tendenciosos, simplistas e preconceituosos. quem està falando em silèncio de fazenda? respeitem as pessoas, as crianças, bebês, idosos, vessoas que acordam cedo. a cidade jà foi planejada justamente para nao sofrer com problemas que tanto afetam os moradores de outras cidades.

    para quê exonerar os comerciantes e seus estabelecimentos comerciais dessa obrigaçao tao bÀsica? todos que exercem atividade comercial devem arcar com as obrigaçoes inerentes à mesma. mudem o foco, desse jeito a sociedade nao vai apoiar essa demanda mesmo!

    • Nao sei onde vc leu que alguém quer que os empresários façam o que derem na telha ou que nao cumpram com suasobrigações. Aline, tendencioso (ou equivocado mesmo) é seu ponto de vista.

      • pra quê mudar a lei do silêncio se basta que os estabelecimentos comerciais providenciem isolamento acùstico pròximo a àreas comerciais? soa pouco inteligente a estratègia da classe! è tao claro o caminho..
        mas vocês insistem em dar murro em ponta de faca.
        ok.

        outra coisa è a utilizaçao de espaços pùblics vara eventos diurnos e esporàdicos.

        separem os pleitos e comecem a racionar! sejam coerentes que a demanda terà apoio. enquanto continuarem remando contra o bem-estar do todo, da comunidade, a marè continuarà indo contra a vocês e a sociedade nao darà seu apoio nunca!

    • Aline, pelos números exigidos então até um grupo de pessoas conversando precisaria providenciar o isolamento acústico necessário para se encontrar no pilotis… Não é questão de querer tirar o sono de ninguém, é só ser realista, porque esse silêncio que você preza não vai ser alcançado e pode servir de pretexto para criar empecilho para qualquer estabelecimento, já que até um café que fica aberto até mais tarde emite mais som que o legalizado. Precisa existir limite? Claro! Só que sejam limites possíveis.

  7. O ponto de ataque da poluição sonora não é o aparelho auditivo, mas sim o sistema endócrino, especialmente as glândulas que produzem o cortisol e outros corticosteróides.

    Desta maneira, níveis de ruído a partir de 45 db podem ser nocivos à saúde humana, quando a diferença de medição for maior que 3 dB do nível de ruído de fundo.

    Já a partir de 55 dB pode-se considerar uma fonte sonora como incômodo. Se este nível de ruído permanecer por um período de tempo longo, a produção pessoal pode cair e a sensação de mal-estar de quem está submetido a esta fonte sonora pode aumentar enormemente.

    Emissões sonoras entre 60 a 75 db produzem stress físico. Este tipo de poluição sonora pode determinar aumento da pressão sanguínea e provocar doenças circulatórias, como o enfarte do miocárdio e até mesmo causar úlceras estomacais.

    Se quiserem mais informações: http://www.vivaterra.org.br/vivaterra_poluicao_sonora.htm

      • Acho que a Aline tem razão, pense só. 5 pessoas conversando não incomoda uma pessoa ao dormir, se estou no meu apartamento e em outro tem 5 pessoas conversando não vou acordar, mas se tem um escola de samba que as 4 da manhã está com um som que não me deixa dormir, então eles tem o total direito de se divertir as 4 da manhã mas eu não tenho o mesmo direito de dormir? Isso é uma questão de lógica, a escola fica longe da minha casa como eu poderia imaginar, o som se propaga e se espalha para o alto então vem direto para cá, então porque é época de carnaval eu tenho q agüentar e ficar sem dormir, e se eu precisar acordar cedo, isso e um tremendo absurdo, e só colocar um isolamento acústico e o problema acaba sem desrespeitar ninguém, mas ligamos para a polícia e eles falam, você sabe em quem época estamos? Não podemos fazer nada, a prefeitura também não pode fazer nada, quem pode fazer em tão, só sei q o ser humano existe antes do que uma escola de samba então temos o direito do sossego e paz pelo menos na hora de dormir!

  8. prezados vizinhos moradores de Brasília! acrescento que nessa cidade o som propaga mais ou menos, conforme o lugar, considerando a existência ou não de barreiras físicas para som. p.ex., os moradores da 305 norte sofrem horrores com os shows no autódromo ou no estacionamento do mané garrincha, isso porque esse dois estão situados em lugar mais alto que todas as quadras da Asa Norte. em vista disso, acredito que a regulação da medição do som para garantir o conforto (de moradores de dormem e de moradores que se divertem) deve observar a especificidade de cada lugar. bjos a todos e vamos nessa discussão, pois vale!!!! Virginia.

  9. Gente várias coisas devem ser balanceadas nessa equação.
    Eu concordo que a lei do silêncio deve ser reformulada, mas ela deve ser reformulada por completo.
    esses são alguns dos pontos que eu acho relevantes.

    – Os valores e os critérios de fiscalização devem ser reformulados e aclarados.
    -Todo lugar que se proponha a realizar festas ou tocar música deve conter isolamento acústico.
    -Eventos de grande porte devem ser realizados fora do perímetro urbano.
    -Na utilização de espaços públicos (dentro do perímetro urbano e perto de áreas residenciais) para a realização de festas e shows noturnos deve ser controlado de forma honesta, Tais locais devem abrigar festas públicas, mas de forma esporádica e não cotidianamente. (uma opção é o rodízio, já utilizado em algumas cidades européias).

  10. Muito bom e super apoio! Brasília está insuportável mesmo. As pessoas esquecem que moram numa cidade e não toleram nenhum tipo de ruído. Isso (dentro de um conjunto de reivindicações) tem de ser pleito levantado nesse ano eleitoral, com certeza!

    Mas o problema desse abaixo assinado é a forma dele. Pra quê eu tenho de dar meu CPF pra um site desses? Isso é golpe de banco de dados para coletar informações pessoais… Muito mal…

    • Marcio, incluimos o CPF para legitimar ao máximo a petiçao virtual. nao queremos que o outro lado desmereça o documento alegando que se tratam de perfis virtuais e/ou residentes em outros cantos do país.

  11. Essa noite só consegui dormir depois da 03h30min, passei a noite toda rolando na cama. Tinha um ensaio de escola de samba próximo minha casa e devido a esse evento, muita agitação na rua, pessoas o tempo passavam gritando falando alto no celular, buzina de carros e ronco de motos. Entendo que é necessário o espaço para a cultura, mas a preservação e o respeito para quem quer descansar também deve ser preservado. Realmente temos um problema de ordem pública. Na minha opinião lugar de ensaios musicais devem ser feitos em local apropriado, ou seja, longe das residenciais. O descanso deve ser sagrado!

  12. opinioes de cidadaos comuns que nao comentam no QUADRADO, mas em sites de notìcias. esses sao a maioria.

    LUIZ
    26/03/2012 at 19:10
    As festas que são produzidas na área central de Bsb como as do estacionamento do Mané Garrincha que se estendem até a madrugada perturbando o sono dos moradores do Sudoeste e do Cruzeiro. Isso acontece há muitos anos e ninguém toma providência. é isso que o senhor deputado tem que resolver, afinal para quê o senhor foi eleito: para beneficiar a maioria da população, que são trabalhadores e merecem descanso, ou para beneficiar os empresários do ramo da diversão com seus mega-eventos. Vou dar uma idéia ao senhor deputado, pq não se cria uma área fora da zona urbana para que esses eventos possam acontecer como em outras capitais do país?

    Responder

    mario fernandes
    07/08/2012 at 00:34
    eu acho uma pouca vergonha ninguem respeita o sossego alheio e a policia nada fas pesso as altoridades que tome uma providencias a respeito dessa lei e que ela seja comprida e os cidadao sejam respeitados afinal residencia sao lar de familias se alguem quer fazer faras que aluguem uma casa de eventos ou uma chacarra pra fazer suas bagunçase respeitem o sossego das pessoas que trabalhao todos os dias e merecem descansar !

    Responder

    Nilza
    12/06/2013 at 19:01
    O discurso do parlamentar está meio que confuso???”“A lei do silêncio como está vem tirando o sono de pais de família que trabalham em bares e restaurantes do Distrito Federal”, não a lei do silencio que tira o sono dos pais que trabalham em bares e restaurentes, eles trabalham com ou sem lei. O que se tem de fazer é ordenar, organizar, fiscalizar e fazer cumprir. ” O boteco”pode muito bem funcionar com música, som ao vivo só que tem que respeitar os limites estabelecidos e parar de apadrinhar essa gente se noção que acha que porque é do governo pode tudo. È bom lembrar que para ser politico tem que ser correto porque senão se queima bem fritadinho.

    Responder

    Antonio Carlos Bednarczuk
    12/08/2013 at 01:25
    * * * Encaminhado em 12/08/13 à Ouvidoria do GDF * * *

    Evento Micarecandanga no Autódromo Internacional Nelson Piquet, 10/08/2013 – Sábado e Madrugada de Domingo

    Sr Ouvidor, Bom Dia !

    1. O Autódromo Nelson Piquet é destinado e creio que autorizado para a realização de corridas de carros;

    2. Nos dias 10 e 11 está sendo utilizado para evento musical. A Micarecandanga 2013. O ambiente não está preparado para absorver ou impedir a transmissão de ondas sonoras;

    3. A localização do Autódromo é próxima a Prédios Residenciais e casas situadas ao longo da W4, Asa Norte;

    4. Convém registrar que tenho amigos que residem na Asa Norte, e localizados após a W3, nas residenciais das 100 e 300 que também foram incomodados pelo barulho do Evento;

    5. Não é possível que o Administrador da Asa Norte e seus Órgãos venham autorizar tal insensatez;

    6. Gostaria que essa Ouvidoria tecesse alguns comentários sobre a Lei do Silêncio no GDF. Qual é o Órgão que tem que fiscalizar e agir ? Quem é o responsável por coibir barulhos após às 22:00 Horas ?

    7. Por volta da 01:00 hora da madrugada fiz várias tentativas de contato com o telefone ” 190 ” da Polícia Militar. Depois de mais de meia hora de tentativas a pessoa que atendeu disse que tinham várias ligações sobre o barulho do evento e que iria transferir para a ” mesa “. Não sei o que seria essa tal de ” mesa “. Creio que seria um nível acima para orientação e registro do caso. Na transferência a ligação caiu;

    8. Voltei a ligar para o telefone ” 190 “. E depois de mais de meia hora de tentativas, consegui contato;

    9. O atendente Sr Joel, direcionou-me para o seu supervisor Sr Carvalho. Expliquei da dificuldade em conseguir contato e do importuno do som alto advindo do Autódromo. Disse que não teria como interferir já que esses eventos são AUTORIZADOS. Disse que um dos Órgãos envolvidos na fiscalização é o AGEFIS – Agência Fiscalizadora do DF (GDF). E, passou-me dois números de telefones : 3961-5117 e 9979-6218;

    10. Por volta das 01:45 h (madrugada de domingo) contatei o telefone 9979-6218. Houve atendimento. Perguntei se era da AGEFIS. O interlocutor disse que não, que era particular. Mas deu a entender que era servidor da AGEFIS/GDF. Expliquei que o som alto e após às 22 h estava prejudicando os moradores da Asa Norte. Não houve contra-argumentação. Logo em seguida desliguei;

    11. Enquanto estou escrevendo, 23:50 h, novamente e nitidamente o som penetra em minha residência, mesmo com as janelas fechadas;

    12. Como cidadão e certeza na razão das minhas argumentações, solicito esclarecimento dos fatos pelos Órgãos envolvidos e com a chancela do Administrador Regional da Asa Norte;

    13. Sugiro que os eventos da espécie sejam efetuados em local apropriado que não prejudique a vida dos cidadãos que moram nas imediações. Afinal pagamos os Impostos religiosamente e quem tem a condição de não permitir que essas aberrações aconteçam, simplesmente, autoriza e desrespeita o direito de muitos. Caso a situação perdure, entrarei com uma representação contra o GDF no sentido de ressarcir e preservar os meus direitos;

    14. E, por último, e não menos importante, sugiro, para que se prove do ” veneno ” que esses eventos sonorizados sejam realizados na quadra em que o Administrador Regional reside. Quem sabe, essa proximidade, sensibilize o Sr Administrador;

    No aguardo de respostas, peço somente o respeito e a aplicação da Lei do Silêncio.

    Obrigado.

    Responder

    Bia
    18/08/2013 at 12:47
    Essa revisão desse deputado só visa , entao, privilegiar empresários de bares e restaurantes barulhentos, que não querem respeitar ninguem, nem querem manter boa vizinhança com ninguem. Enquanto isso as pessoas permanecem sem proteção do Estado para a baderna, poluição sonora em niveis elevadissimos e para a proteção da saude das pessoas. Em águas Claras na quadra 103 ninguem aguenta mais issso. Triste, muito triste com essa postura do Governo do Distrito Federal.

    Responder

    Alguem indignado com o descaso.
    21/11/2013 at 22:22
    Coitado do infeliz que mora, como eu, ao lado de um BOTECO DE QUINTA CATEGORIA, como é o caso do MUQUIFO chamado de BAR CAROLINA, NA 502 Sul, ao lado do banco do Brasil, que permite um corja de cachaceiros cantando e tocando, em área pública invadida pelo bar, que, além da sujeira produzida, TIRA O SOSSEGO dos moradores que são obrigados a conviver com tal baderna.
    A Fiscalização do DF devia ser mais atuante, pois quem paga impostos não têm sequer garantido seu direito ao silêncio, que é desrespeitado por esses invasores a pretexto de “livre expressão”.

  13. Poluição Sonora

    Fazer barulho em excesso é proibido?

    Desde 2008, quando foi instituída a Lei do Silêncio (lei nº 4.092/08), o barulho excessivo está na mira da fiscalização. A mesma Brasília que antes incentivava os motoristas a não buzinar, hoje convive com sons típicos de grandes cidades. O problema mais grave é o exagero e a falta de urbanidade de algumas pessoas. O resultado disso é uma população estressada e com doenças diretamente ligadas ao excesso de barulho. Saiba agora quais são seus direitos e deveres quando o assunto é poluição sonora. Também quais são os principais danos à saúde causados pelo barulho em excesso e como proceder quando se sentir prejudicado.

    O que incomoda?

    A construção ao lado, o aparelho de som do vizinho, carros de propaganda sonora, veículos. A lista é extensa. E incomoda. No Distrito Federal, a principal reclamação diz respeito ao som alto causado por bares e casas de espetáculo em áreas mistas residenciais e comerciais.

    Quero utilizar equipamento de som no meu estabelecimento. O que devo fazer?

    Para utilizar som mecânico ou ao vivo em estabelecimento comercial, o proprietário deve requerer licença na Administração Regional. Para isso, ele deve apresentar um laudo que comprove isolamento acústico no local.

    Barulho em excesso é prejudicial?

    Entre os problemas causados pela poluição sonora, os mais comuns são o zumbido no ouvido e o estresse. Há também casos de insônia. Pelo menos dois fatores influem na gravidade dos danos causados pelo barulho em excesso: o tempo de exposição e o nível de barulho que a pessoa é exposta. Em casos extremos, isso pode causar até a surdez, parcial ou total. Se você apresenta algum desses problemas procure um médico imediatamente.

    Quais são os limites de barulho?

    Áreas residenciais: 50 decibéis (Db) de dia e 45 dB à noite;
    Áreas comerciais: 60 dB dia e 55 dB à noite;
    Áreas industriais: 70 dB durante o dia e 60 dB a noite;
    Próximo a hospitais e escolas: 50 dB durante o dia e 60 dB à noite;
    Áreas rurais: 40 dB durante o dia e 35 dB durante a noite.
    É bom lembrar que o principal limite ainda é o bom senso. Nem todo mundo tem um aparelho de medição.

    Quem excede o limite é punido?

    Sim. A pena mais aplicada é a advertência, mas podem ocorrer multas, que varia entre R$ 200 e R$ 20.000, de acordo com a gravidade. Os estabelecimentos que descumprem a Lei do Silêncio podem ainda ser embargados, interditados e até ter cassada a licença de funcionamento.

    http://www.seops.df.gov.br/perguntas-frequentes/poluicao-sonora.html

  14. por que as pessoas sao tao egoistas a ponto de colocar em risco a saùde da comunidade em favor de uma atividade exercida sem o cumprimento das devidas obrigaçoes? por que simplesmente levantar a bandeira AUMENTAR O SOM e modificar a LEI DO SILÊNCIO ao invès de fazer com que estabelecimentos comerciais providenciem o devido ISOLAMENTO ACÙSTICO?

    7O decibèis de dia e 6O das 22h atè às 7horas da manha È ABSURDO!
    as associaçoes, vizinhança e conselhos das asa sul e norte promoverao um verdadeiro ato de BOICOTE a tais estabelecimentos, que querem LUCRAR usando a bandeira da arte sem se responsabilizar com os riscos da atividade.

    ESTAMOS INDIGNADOS com a pauta dessa classe! desrespeito! egoìsmo! desamor à comunidade, à garantia ao sossego nos lares, aos idosos, crianças, trabahadores. à cidade como um todo! existem inùmeros locais pròprios para diversao em Brasìlia, distantes das àreas comerciais.. agora, donos de locais SEM ISOLAMENTO ACUSTICO lideram esse movimento e protocolam esse projeto de lei absurdo!

    A SOCIEDADE REPUDIA essa iniciativa!

    MÙSICA ALTA è POLUIÇÃO SONORA SIM!

    SEJAM SENSATOS! QUEREM EXECUTAR MÙSICA AO VIVO OU MECÂNICA? PROVIDENCIEM ISOLAMENTO ACÙSTICO!

    RESPEITEM AS PESSOAS!

  15. eu repudio vocês,classe que se proclama politizada, engajada e preocupada com o social. se juntar a GIM ARGELLO, LILIANE RORIZ, ISRAEL PINHEIRO pra conseguir fazer valer seus interesses eh realmente VERGONHOSO!

  16. ô gente, porque os “indignados” trabalhadores (como se eu não morasse em Brasília e não acordasse às 5:30 da manhã todos os dias) não procuram ler e se informar sobre o que estão gritando antes de berrar? Mais uma explicação. Vejam como o que vocês querem é exatamente a mesma coisa que nós. Paz e sossego. Mas os músicos têm o direito de trabalhar. E os idosos, que vocês usam como desculpa para seus argumentos, também são pessoas, e gostam de música. E gostam de locais calmos, abertos, pequenos e com volume de som baixo, para escutar música porque não podem ir ao Mané Garrinhca em shows para milhares de pessoas. Por favor, tentem ser razoáveis, e não coloquem seus desejos, suas vontades, acima das necessidades alheias. Não sejam egoístas. Aí vai:

    Para mostrar aos desavisados que saem dando opiniões “sou contra” sem saber nem contra o quê, porque não se inteirou completamente do assunto, eis um resumo do que é o Quem Desligou o Som?
    – a Lei do Silêncio atual foi aprovada em 2008, sem NENHUMA discussão com a sociedade.
    – nunca foi feita uma avaliação de seus impactos. Em 2012, quando foi publicado o Decreto que regulamentou a lei, o IBRAM passou a agir mediante reclamações, fazendo medições, autuando, multando e lacrando estabelecimentos que emitissem som em desacordo com a lei, EM QUALQUER HORA DO DIA. Os limites estabelecidos pela lei são irreais, de forma que, em qualquer local que você esteja, os ruídos são maiores do que o que a lei permite (o próprio IBRAM admite isso).
    – estamos propondo um SUAVE aumento de 5 dB nesses limites, que não vai de maneira alguma permitir que sejam realizados bailes-funks nos pilotis das superquadras, ou que sejam instalados trios elétricos nos balões. NÃO QUEREMOS TRANSFORMAR NOSSA CIDADE EM UM INFERNO. Queremos apenas que a música ao vivo volte a acontecer nos bares, cafés e restaurantes, em volumes baixos, no PERÍODO DIURNO, como ela sempre aconteceu,antes dessa lei do silêncio sepulcral. Queremos também que outras atividades que emitem sons, como sinos de igrejas, não sejam proibidas, porque isso sempre fez parte da vida da cidade.
    – se não for alterada essa lei, a música de Brasília entrará em processo de extinção. Enfatizamos que música não é barulho porque não gostamos de barulho, ninguém gosta, e sabemos que a música é importante para a qualidade de vida da população.
    – apoiem-nos e nós, da classe artística, garantimos que Brasília será uma cidade que encherá de orgulho TODOS os seus moradores, ao menos no que diz respeito à música e à cultura que é produzida aqui.

    • que tal adicionar o antigo direito a selvageria, brigas no coliseu e outras coisas ANTIGAS junto com seu badalado e nostálgico SINO ?

      Que mentira é essa de músico morrer ? hoje existe youtube e casa de show com isolamento acústico. Músico que quer se aparecer demais cantando em baixo de janela de vizinho tem sim é muita é baixa auto estima.

      Esse abaixo assinado é uma falácia.

      Música é barulho quando eu quero dormir e quando quero trabalhar! Até as que eu gosto!
      Mesmo 5 pessoas conversando em baixo da minha janela é barulho sim quando eu quero dormir ou quero trabalhar!
      Até o faxineiro que usa teu telefone celular como caixa de som é barulho quando eu quero trabalhar!

      Deixa de demagogia e digam logo o real motivo desse abaixo assinado! As empresas de diversão como o piknik querem é ganhar dinheiro com barulho e cerveja em detrimento do sossego dos moradores da cidade.

  17. Gostaria que vocês me respondessem uma pergunta: tem algum problema a música nos bares NO PERÍODO DIURNO? Repito, NO PERIODO DIURNO? Ou seja, DE DIA? Quer dizer: NÃO É DE MADRUGADA?

  18. Muito cômodo descrever a alteração da lei com argumentos de um so lado. Aquela velha historia de que se você se sentir incomodado so tem duas opções: a morte ou o exílio. Vivemos cada vez mais a sociedade do “cada um por si”, eu adorava ir aos eventos do calçadao, mas entendo que existem milhares de pessoas que trabalham e tem que levantar cedo no outro dia, não acho que minha diversão seja mais importante que a saude que uma boa noite de sono proporciona. É certo que a lei deveria ser alterada, mas nao em favor de de uma minoria, mas a favor do bem comum.

  19. ridícula e mentirosa essa proposta.

    O que está por traz disso é que as empresas de diversão (piknik e outras) querem é aumentar seus lucros, querem sim é o álvara e a escritura do espaço público para poderem vender barulho e cerveja sob o FALSO MANTO da DEMOCRATIZAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO.

    não se enganem. O que esse pessoal quer é GANHAR DINHEIRO usando espaço público e ficam enganando a população.
    leia mais em dfbarulho, o site do velho ranzinha que deveria morar na roça pelo simples fato de defender a verdadeira qualidade de vida: o Direito ao Sossego: http://dfbarulho.blogspot.com.br

  20. Nossa tem pessoas que ja nasceram se incomodando com tudo, pessoas com certeza amarguradas, mal amadas e infelizes, perdem tanto tempo se incomodando com barulho que esquecem de viver, a felicidade faz barulho, viver faz barulho, paz e sossego, talvez quando forem pro cemitério encontrem, porque enquanto houver vida haverá barulho, atrás do meu apartamento sempre tem música alta nos finais de semana e eu aproveito pra namorar, ficar relaxada e quando o sono bate não tem barulho que me segura, é tudo questão do que vc prefere pra sua vida, viver amargurada, tendo problemas com vizinhos ou ser mais tolerante e viver em paz.

    • ui ui , namorar? Vc é uma desocupada? Pq consegue namorar todo final de semana kkkkkk No final de semana nunca estuda? Dorme o dia todo pq na madrugada fica namorando? Não lava louça, ou lava louça e faz comida de madrugada? OU sera que vc tem problema de audição? Fica fácil assim, ficar acordada no final de semana e acordar meio dia? Deve ter alguém pra limpar sua casa e fazer comida pra vc qdo vc acorda, né?

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  23. Moro na Asa Sul e aqui na quadra sofremos horrores com o barulho produzido no setor de clubes sul. Invariavelmente de quinta a domingo não conseguimos ter uma noite completa de sono, tranquila, que nos permita descansar. Os shows e eventos promovidos no SCES ultrapassam e muito o limite de decibéis estabelecido em lei. Além disso NENHUM local onde são realizados os shows e eventos possui isolamento acústico, conforme previsto em lei. Acho que tem que haver show e evento em Brasília, mas dentro da lei. Não suporto mais nao conseguir dormir e ver minha família ter sua saude comprometida pelo desrespeito às leis e ao meu direito ao sossego. Tudo se resolveria se a fiscalização não fosse omissa e obrigasse o isolamento acustico nos locais onde ocorrem eventos. ALém disso a Policia Militar, que deveria agir nesses casos (poder dever) também é omissa. É realmente muito duro acordar depois de uma noite mal dormida para trabalhar e estudar enquanto os que promoveram o barulho vão para suas casas dormir tranquilamente até a hora que lhes convier. Meu filho tem seu desempenho prejudicado na escola porque nao dorme direito em função do barulho, assim como eu e minha esposa, que não produzimos o necessário no trabalho. Por vezes quero estudar e nao consigo porque o som produzido nao permite. Se os empresarios e produtores querem ganhar dinheiro, isso é legitimo e nada tenho contra, mas invistam em isolamento acustico e respeitem meu direito ao sossego…

  24. Gente, de boa, sou muito fã de vocês, o blog de você está entre os meus favoritos, acho que vocês prestam um serviço muito legal a nossa sociedade, mas… vocês não tem a mínima noção do que é morar num lugar “prejudicado” pelo excesso de barulho. Dani, você mora onde, gata? Quantos anos você tem? Tem filhos? Olha, são 23 horas, acabo de voltar pra casa (moro na 402 norte) após me submeter a uma cirurgia, chego em casa “sedenta” por uma noite de sono tranquila na minha cama e me deparo com o quê? Show no estacionamento do Mané Garrincha. Parece que o show é dentro da minha quadra. EU QUERO RESPEITO!!!! SOCORRO!!!! Alguém precisa nos ajudar!!!! Alguém conhece um lugar onde possamos reclamar? Alguém que tome as dores dos cidadãos que precisam dormir? Se souberem, por favor, postem aqui!!!!!
    Grata e boa noite para os que tem o privilegio de ter uma boa noite de sono!!!!

    • Se muda então vai morar na roça! você não tem perfil para morar em cidade nenhuma! que eu saiba o Mané Garrincha não fica em área residencial e eventos lá são permitidos desde a sua construção, se incomodar com barulho de bares próximos a residências eu até entendo agora… reclamar do Mané Garrincha e do setor de clubes como eu li em comentários acima já é piada! aliás eu gostaria de saber o segredo de envelhecer com uma audição tão apurada assim…

  25. Pingback: Lei do Silêncio e a turma do 8 ou 80 | quadrado

  26. Quem quiser ouvir sua música que ouça em local fechado! Existem pessoas que precisam de repouso, pessoas idosas e pessoas que não gostam das músicas tocadas ou que não gostam de ouvir milhares de vezes a mesma música todo dia! Não se pode condenar uma pessoa a ouvir o que ela não quer! Na hora que não quer! Ouço minhas músicas sem perturbar ninguém e penso que deve ser assim. Cada comerciante que providencie os meios acústicos para explorar sua atividade econômica.

  27. Gostei do comentário, tocchini. A melhor coisa é achar a casa desses musicos e comerciantes que tem esses bares e começar a fazer barulho durante o dia pra que eles não durmam. Só se aprende depois que sofre.

  28. Pingback: Obrigada, Balaio | quadrado

  29. gente, o debate está muito rico… não consegui ler tudo ainda, mas queria agregar alguns elementos (perdoem-me no caso de já terem feito a abordagem que segue). Quem tem mais de 35 anos talvez se lembre da novela que foi a regularização da questão “som na comercial”, no episódio Feitiço Mineiro. Os moradores da 306 norte entraram em pé de guerra com esse estabelecimento, porque ali sempre foi um reduto de artistas da cidade e de fora dela…super tradição, mega centro, enfim o Feitiço sempre bombou. E ocorreu que os moradores se incomodaram e moveram ações contra o estabelecimento, de modo que o Feitiço teve que fazer adaptações para adequar sua proposta, para permanecer na vizinhança de um núcleo de moradias coletivas (a superquadra 306 norte). Hoje, a casa continua na ativa, com bons programas musicais e artísticos e tem freguesia cativa… mas pra isso teve que criar condições acústicas, para o conforto de todos. Entendo que um dos pontos importantes desse problema reside na necessidade de investimento nos bares e restaurantes, pelos donos estabelecimentos, que precisarão melhorar a infraestrutura e os serviços oferecidos – ou seja, a questão não se resume a revisar o padrão sonoro permitido ou aceitável. Isso leva a outras questões que devem ser tratadas, como os modos de se utilizar os espaços públicos – entre eles, o piso das comerciais e as calçadas. Esses e outros pontos devem ser discutidos junto com a questão do som… do contrário, penso que arriscamos favorecer uma decisão que resolve apenas parcialmente o problema. sigamos! bjos a todos.

  30. …outra questão que vem a tona que alguns dos debatedores acima já indicou: os donos de estabelecimentos / empresários-promotores de festas e shows estão interessados em fazer investimentos para melhorar os serviços??? ou como está, está bom? acho que o empresário que preza pelo cliente tem interesse em melhorar os serviços oferecidos (aliás, serviço bom é o que mais falta na cidade…tudo é muito informal – mesmo que com aparência legal – tudo é preliminar, tudo é meia-boca na verdade).

  31. espaços informais e pouco preparados/ambientados não são bons pra ninguém, muito menos para os artistas (estou errada?). nesse sentido, eu me pergunto se não deveria ser feita uma grande discussão com os donos de estabelecimentos locais para compreender até onde eles estão dispostos a melhorar seus serviços e verificar, assim, o quanto é conveniente para aqueles que não se propõem a nenhuma adequação física acionar seus frequentadores para mobilizações, ocupações, manifestações… quando se fala em comércio – e no nosso caso, nos locais para o lazer noturno, ou seja, os bares e restaurantes (junto aos locais de moradia coletiva) – fala-se em oferta de serviços!!! de outro modo, o que parece prevalecer (e não estou inovando no argumento, pois outros já disseram aqui) é a exploração inadequada do espaço público sim – que é de responsabilidade de todo mundo!

  32. O músico tem direito de trabalhar, mas, a maioria não é músico.
    Os “trabalhadores músicos”, não se preocupam com ninguém, quanto mais alto o volume do som pra ele ainda é pouco, não interessa horario seja.
    E vocês que defendem o barulho, estão esquecendo das pessoas que estudam e dos que trabalham de noite pra que outros se divirtam.
    Sem essas pessoas ninguém iria se divertir de noite nem fim de semana.
    Quer escutar som alto, façam abaixo assinado para que seja criada uma lei que force os donos de bares criarem um ambiente com isolamento acústico, ou usem um fone de ouvido no volume máximo.

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