Alguma coisa acontece

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O Conic sempre foi pra mim “o centro” de Brasília.

Como Sampa tem a República, Recife tem a cidade (caprichar no sotaque pernambucano em cada “d”) e o Rio tem a região da Praça XV, o pouco de tipicamente urbano que existe em Brasília se concentra, pra mim, entre a Rodoviária e o Conic.

Nem lembro quando, mas certamente tirei essa foto num sábado de manhã, enquanto tomava uma cervejinha, depois de ter visitado lojinhas de camiseta, de ter comprado bala e chocolate, de ter batido perna na plataforma superior da rodô. Vou pro Conic assim, sem nada. Só pra.

Esse findi, o papo é outro. Acontece por lá um super festival batizado de Kultur, em homenagem ao mês da Consciência Negra. Tem oficina de skate pra garotada, de lambe-lambe pros criativos, shows, djs, workshops vários, feirinhas, exposição, ocupação.

Começa amanhã e vai ser lindo.

Bora?
Kultur – Ocupação do Conic
Conic, no Setor de Diversões Sul
Programação completíssima no link

A chuva de ontem foi um teaser

chuvas

Não estranhem os dilúvios desta semana. São Pedro está fazendo propaganda de um pré-lançamento lindo que acontece no sábado: a coleção Chuvas, da Quero Melancia.

Quer algo mais brasiliense? No lugar de coleções primavera-verão, outono-inverno, a Quero Melancia é sincera com você: aqui, o que existe é seca e é chuva, e é esse o clima que pauta a inspiração da dupla de criadores mais fofa do Planalto Central. A coleção exclusiva, limitada a 25 modelos por estampa, é toda trabalhada nos insetinhos mais fofos do cerrado – quase morri de amor por essa gente que transforma em beleza nossas infestações pluviais.

“Dessa vez trazemos novos bichos, como a cigarra, que no folclore anuncia a chegada das águas, borboletas, besouros, libélulas e algumas formas geométricas dessa vez pintadas de forma caótica, e não simétrica como na coleção de lançamento, assim como a chuva acontece de forma inesperada nessa época do ano”, explica o Gustavo, todo cheio de poesia. A maioria dos modelos novos agora são carimbados a mão no linho, que é um tecido que ao mesmo tempo é rústico e elegante, e que também é bem fresco.

O ensaio da coleção, que deve ser lançada no começo de dezembro, tem uma atmosfera de aventura, curiosidade e descoberta, retratada pelo fotógrafo Vini Goulart, da Magneto Fotografia, todo em câmera analógica, uma Hasselblad com peças garimpadas ao redor do mundo. A inspiração? Adivinha pela foto do post – os filmes do Wes Anderson! ❤ Murri! Murri! ❤

Quer mais um motivo pra ir? Tem: Barata, do Criolina nas pick-ups. Quer mais outro? Tem: cem drinks de melancia pros primeiros a chegar.

Ah!, e nessa celebração das águas, é pra ir sem medo de chuva: tem lugar coberto pra todo mundo.

Bora?
Quero Melancia de Chuvas
Pré-lançamento da nova coleção Chuvas 2015
Sábado, 29 de novembro, das 14h às 19h
Verdemanga Loja – CLSW 302 Bloco B, Loja 60, Sudoeste
Entrada Franca

No sábado, as peças estarão só expostas pra gente se encantar e encomendar. A retirada das peças acontece no PicNik do dia 6 de dezembro, semana que vem.

Tão legal que te salva de apuros

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Domingão de chuvinha preguiçosa, onze horas você consegue enfim sair da cama, meio-dia está pronta pro churrasco de aniversário do seu amigo querido. Só que. Falta o presente. Só que. É domingo.

Você não quer esperar duas da tarde pro shopping abrir – até porque shopping dia de domingo só não é mais depressivo do que Faustão. Até porque você não quer ficar andando aleatoriamente atrás de um presente sem personalidade.

É aí que entra A Loja das Camisetas Legais – que merece triplamente o nome que tem. Primeiro que ela tem a ótima ideia de abrir aos domingos, das 13h às 19h. Segundo que ela tem o bom gosto de ficar ao lado de uma adega que é coisa fina (precisa levar um vinho pro seu almoço?) e de uma super sorveteria (precisa de sobremesa?) – que também abrem aos domingos.

E terceiro que, realmente, todas as camisetas de lá são extremamente legais. Presente pra coroa, pra jovem, pra criança. Uma loja SOS que você vai me agradecer por te apresentar.

Sem falar que eles ontem estavam com essa vitrine beatlemaníaca aí da foto, o que ainda por cima me dá a desculpa pra postar a minha preferida do show de ontem – tá meio impossível não falar desse assunto.

Bora?
A Loja das Camisetas Legais
CLN 112 Bloco C
3349-1783

Geração baré-cola – o encontro

barecola

Eu tinha dezoito anos, tinha acabado de entrar na UnB, e Brasília era assim.

Se você sabe do que eu estou falando, nos vemos no sábado.

(Quando o papo é muito sério, ninguém precisa se alongar a respeito.)

Bora?
Lançamento Filme Geração Baré-Cola
Sábado, 17h no Cine Brasília
EQS 106/107

Arte e história em cima da mesa

Almoço (3)

Com as lindezas da Célia Estrela, foi amor à primeira vista. Começou exatamente um ano atrás, quando visitei o ateliê dela pela primeira vez e fiquei babando por todos – TODOS – os pratos pintados lindamente à mão.

Ela veio parar no blog, eu fui parar na casa dela outras vezes e, pouco tempo depois, ela me fez o convite mais querido dos últimos tempos: o de escrever a abertura do livro que ela estava fazendo, com fotos de decoração de mesas, uma de suas paixões.

Na verdade, não foi preciso nem escrever, bastou reunir as ideias que a Célia já tinha e costurar. Um texto curto que rendeu uma carinhosa e superlativa gratidão – o que diz muito sobre quem ela é.

Desde as primeiras fotos que vi, a minha suspeita foi se confirmando: os olhos da Célia são diferentes de um ser humano comum. Sim, ela não é normal.

Você vai esperando aquelas decorações clássicas de mesas de festa, com flores, flores e flores, aí vem a Célia e enche a mesa de cebolas, de galhos secos catados na sua superquadra, de folhas de partitura musical, de rabanetes, de flocos de algodão que ela encontrou à beira de uma estrada.

Já falei pra ela: “Célia, me dá um quilo de cebola pra você ver a decoração linda que eu vou fazer”. Porque é inacreditável. É impressionante que ela reúna objetos tão inesperados e o resultado seja sempre deslumbrante. São os olhos. Os olhos da Célia não são normais, eu te disse.

Ainda que você não tenha nascido com o mesmo olhar, o livro vai te inspirar (e muito) a fazer suas próprias lindezas em casa. E usando objetos que estão ao seu redor, reaproveitáveis e nem um pouco óbvios.

O livro, que será lançado hoje no CasaPark, ficou tão lindo quanto eu imaginava. Porque, além de serem obras de arte, aquelas mesas guardam histórias. Quem já teve a sorte de jantar na casa da Célia, sabe que aquilo tudo faz parte da essência dela e do marido, Márcio. Não é forçado, não é feito para ostentar. Faz parte de um prazer sincero de receber amigos e de compartilhar beleza com eles.

Bora?
Lançamento do livro “Um Brinde ao Encontro”
Hoje (18/11), 19h30, no CasaPark
Ao mesmo tempo, será inaugurada a exposição “Mesas de Natal CasaPark”, produzida por Célia
Se você não puder ir hoje, pode encomendar seu livro direto com ela:
celiaestrela@fracari.com
Tel: 3226-5064
Preço: R$ 90

Capa - Um Brinde ao Encontro copy       Jantar - (541)       Natal (190)

Moço da moldura e curador de arte

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Talvez fosse até meio estranho começar a semana dando a dica de um lugar para emoldurar quadros (se bem que é exatamente o tipo de pendência que espera a segunda-feira para começar a piscar na lista cotidiana do a-fazer) – mas é que indicar o seu Edmilson é bastante mais do que isso.

Cheguei até ele por indicação de um dos meus artistas preferidos da cidade (piscando na lista do a-fazer: um post sobre o Virgílio), que foi inflexível sobre quem emolduraria a peça que eu tinha acabado de comprar – tinha que ser com o Edmilson.

Bastou entrar na Real Moldura para entender. O cara sabe o que está fazendo. Acabamento incriticável, opções que vão bem além do óbvio (e brega) que estamos acostumados a ver por aí, conselhos sob medida. E tanto carinho pela obra de arte que, de moço da moldura, ele se tornou também revendedor de arte.

No dia que eu fui, logo na entrada da loja tinha Volpi e tinha Potero – com preços bem competitivos.

Quer finalmente tirar aquela arte do tubinho e colocar na parede? Vai lá. Está procurando uma peça legal? Vai lá também.

Bora?
Real Moldura
CLN 302 Bloco A loja 11
3326-3949

Pise a grama e ajude

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piseagrama

Essa iniciativa não é de Brasília – e talvez seja a primeira vez que a gente posta algo tão não-de-Brasília assim.

Acontece que essa galera de Belo Horizonte fala de temas e defende bandeiras que são tão a nossa cara que meu deu muita vontade de devorar todas estas revistas, muita vontade de que esse projeto vá pra frente, que mais gente pense, leia, reflita sobre mobilidade urbana, vida sustentável, ocupação do espaço público – e, quem sabe, um dia todos nós tenhamos acesso a cidades melhores.

Assista o vídeo deles, apoie o Piseagrama. Bora plantar essa sementinha por aqui também.

Bora?
Catarse do projeto Piseagrama