Minha crítica do Jambu: três vezes em duas semanas

JAMBU

Demorei um pouco demais pra conhecer o Jambu e, mais uma vez, pra escrever sobre ele. A respeito disso, uma explicação sucinta e lógica: só comprei uma agenda ontem; oficialmente, meu ano começa agora.

Mas bem, tudo começou com uma reunião de pauta do blog, com a Carol. Onde se lê “reunião de pauta”, entenda-se “conversa sobre a vida, o planeta Terra e o cosmo” – uma desculpa pra conhecer o restaurante da Vila Planalto que mistura ingredientes da Amazônia e do cerrado.

O resultado foi que, dois dias depois do primeiro almoço, já estava de volta com a família inteira. E duas semanas depois, voltaremos pela terceira vez. Uma informação que vale mais do que uma crítica gastronômica, não?

A combinação de ingredientes exóticos com a cozinha contemporânea – da qual eu tinha certo medinho – funcionou perfeitamente no almoço. Provei pato no tucupi pela primeira vez, e amei. Comi o camarão com molho de tomate cereja e purê de macaxeira, e rezei. Não pedi o ceviche de semente de jaca (eca) verde, e milagrosamente me arrependi.

No almoço executivo, uma entrada, um prato principal e uma sobremesa sai por R$ 49. No jantar, é diferente: você pode escolher oito ingredientes e o chef Leandro Nunes prepara uma sequência surpresa de oito pratos (R$ 130 por pessoa). Para selecionar os ingredientes, é preciso fazer reserva 10 dias antes. Mas dá pra aparecer em cima da hora e experimentar o cardápio de outra pessoa ou a sequência de quatro pratos da “carta branca” (R$ 92), que significa: o chef decide o que você vai comer.

Por causa do menu interativo é que vou voltar pela terceira vez em duas semanas. Os ingredientes foram escolhidos após um almoço familiar e algumas garrafas de vinho, então ocorre que não lembramos exatamente qual foi a nossa seleção. Recordo-me, vagamente, de algo entre camarão e carne de porco, taioba e banana. E seja o que deus quiser.

Adendo (atualizado em 07/02)
Esta que vos escreve é a pessoa que acordou ligeiramente de ressaca do jantar de ontem. Fiz questão de vir aqui acrescentar esse parágrafo porque a ressaca não foi do vinho, foi da cozinha contemporânea experimental. Achei que o jantar seguiria mais ou menos a linha do almoço (comida de verdade), mas o que encontramos foi o minimalismo da culinária pós-moderna, que definitivamente não é a minha praia. Portanto, só uma dica: almoço muito bom; jantar, só se você for adepto da formiga com gosto de capim limão. Eu sou mais um arroz com feijão.

Bora?
Jambu
Rua dos Conselheiros, lote 2, Vila Planalto (em frente ao balão principal de entrada da Vila)
Tel: 3081-0900
Segunda, só almoço. Terça a sábado, almoço e jantar. Domingo fecha.
Cardápio atual: aqui

9 respostas em “Minha crítica do Jambu: três vezes em duas semanas

  1. Muito bom mas bastante caro. E um detalhe: Se for com mais pessoas para o jantar, todos tem que pedir o mesmo prato. Não podem dois quererem a sequência surpresa e dois a carta branca. Não vejo nenhuma explicação para isso que não seja o estrelismo ou a confusão no serviço. Adoro o restaurante mas nunca mais irei para o jantar. O resultado foi que levantamos da mesa pela falta de acordo entre os comensais. Um constrangimento.

  2. Eu fui uma vez no jantar e comi do menu a la carte. Achei a proposta ambiciosa, mas peca na execução e no sabor dos alimentos.
    Há problemas no porcionamento dos pratos: uns vêm com pouca comida e outros, com muita, apesar de os preços serem semelhantes no cardápio.
    E, pra mim, o que mais decepcionou, foi o pato no tucupi. Dada a origem paraense do chef e o fato de que ele se propõe fazer pratos gourmets (seja lá o que isso signifique), o prato deixa a desejar no sabor (quando comparado ao que se come em Belém), na execução (as fatias do pato não vêm em pontos de cozimento uniforme) e na apresentação (que destoa completamente dos demais pratos do local)!
    Espero, honestamente, que o restaurante evolua, pois casas com propostas como a do Jambu (comida brasileira, localização fora do eixo descoladinho de brasília, pratos mais elaborados, etc…) fazem falta na cidade.

  3. Fui ontem pro almoço com um amigo. Tinha uma turma (uns 15!) de engravatados barulhentos (ok, ok, não é culpa do restaurante mas já deu uma impressão ruim) e o serviço deixou muito a desejar. Achei caro, os pratos demoraram um monte (almoço executivo em dia de semana. com horário pra voltar ao trabalho) e a comida… decepção. a entrada (batatinhas) estava divina, é verdade mas o peixe com crosta de açaí e a sobremesa deixaram muito a desejar. Não volto mais.

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