Muito italianíssimo mesmo

lafornacella

Ontem à noite fui resolver uma pendência urgentíssima da minha vida que eu estava adiando há tempo demais: conhecer o La Fornacella.

Você já comeu pizza na Itália? Se já, vai matar a saudade. Se não, pode me agradecer, estou te economizando um dinheirão em passagem, hotel e etc: porque é igual.

A massa fica no meio do caminho entre esse pão que a gente chama de pizza aqui no Brasil e aquela massa ultra-crocante do Dona Lenha – gosto do pão e da massa croc-croc, mas o certo, o correto, o italiano é esse meio do caminho aqui, crocante ma non troppo.

Destaque para o queijo, que o Luigi traz da Itália (um pizzaiollo que se chama Luigi, amor eterno amor verdadeiro). Destaque para o presunto serrano que eu comi ontem. Destaque para o funghi. Destaque para o vinho. Destaque para a pizza de nutella. Destaque pra tudo! Comi, comi, comi e dormi feliz.

Nem dez horas da manhã e essa conversa já está me dando fome.

Bora?
Pizzaria La Fornacella
CLN 312 Norte Bloco B lj.43
3033-2345

PS: Dani, a gente só fala de comida. 🙂

Sábado eu vou tomar um djorous

maskavo

Foi um dos primeiros CDs que eu comprei, para ouvir no três-em-um que tinha ganhado de aniversário dos meus pais. Ouvi até furar, levei pras festinhas e churrascos até perder o encarte, sei até hoje todas as músicas de cor – se não me falha a memória. Só não dá pra acreditar é que já faz vinte anos.

Sábado acontece na Asbac um show que vai me transportar pra um dos capítulos mais divertidos da minha vida. A festa em homenagem aos vinte anos de um dos discos mais maneiros que o rock de Brasília já produziu: o primeiro álbum do Maskavo Roots.

O rock Brasília vivia um momento de renascimento – que se não tinha a genialidade ou a originalidade da turma de quinze anos antes, tinha mais cara de Brasília, tinha gíria de Brasília. E tinha a magia incrível – pra mim – de ter minha turma da faculdade na linha de frente.

Era o pacote completo: eu nem tinha vinte anos, tinha acabado de chegar na FAC/UnB, ia pra faculdade de chinelo e meus amigos tinham uma banda que tocava na MTV. Eu nem sabia naquela época, mas eu tive a juventude que eu pedi a Deus.

E sábado a gente vai revisitar tudo isso. Pode me chamar de velha, nem ligo. Ou, então, se você for esperto, pode vir com a gente.

Bora?
Maskavo Roots 20 anos
Asbac – Setor de Clubes Sul
Sábado, 30 de maio, 22h
Ingressos nas lojas Koni

O verdadeiro, o original, o incrível brownie de bacon

11009089_440588436115439_6357422705432715301_n

Os brownies da Mari Velasco faziam tanto sucesso com os amigos que, há dois anos, ela se rendeu aos pedidos e decidiu vendê-los. Foi um sucesso. O Brownie Bites, como foi batizado seu negócio, passou a frequentar vários eventos da cidade e ganhou fãs ardorosos: os bolinhos desapareciam em poucas horas.

Um ano depois, Mari conheceu Priscilla, que já estudou gastronomia e passou por cozinhas de restaurantes de São Paulo e Brasília. Do amor das duas, surgiu o rei de todas as gordices do universo: o maravilhoso, o estratosférico, o bombástico brownie de bacon.

O brownie é feito em casa, e a receita é uma overdose de felicidade desprovida de culpa. Gotas de chocolate belga 70% cacau, pedacinhos de bacon misturados ao chocolate em pó e à farinha, e a gordura do próprio bacon usada no lugar da manteiga. Pra terminar, uma fatia de bacon enfiado majestosamente no bolinho.

Se você está com cara de interrogação neste momento, sugiro que ligue pra Mari, veja com seus próprios olhos e sinta com suas próprias papilas gustativas. Pode ser estranho, mas é incrível. Eu, que não gosto de doce muito doce, achei muito bom o salgadinho do bacon misturado em todo aquele açúcar. É tão bom que já tem marca conhecida imitando a delícia por aí.

Além do de bacon, você pode encomendar brownies de chocolate belga, de chocolate ao leite e de doce de leite argentino. Eles também estão à venda no 5uinto Bar, na 102 Norte.

Vai fundo, sem medo de ser feliz. A vida está exageradamente difícil? Brownie. De bacon.

Bora?
Brownie Bites
Encomendas: 8219-2255 e brownie.bites.br@gmail.com
Página no face: aqui

As plantinhas que a internet me deu

11156374_1593432007598345_5408654795352773354_n

Das maravilhas da internet: você entra no instagram de alguém, que te leva pro insta de outra pessoa, de outra, de outra, e sabe-se lá como você vai parar nos vasinhos lindos de morrer da Thaissa e da Sara, duas brasilienses de 29 anos, amigas desde os 12, que num belo dia resolveram vender plantas. E nasceu o Concreto Urbano.

“Estávamos procurando alguma coisa diferente para fazer, até que achamos uma referência de vaso no Pinterest. Ficamos apaixonadas”, conta Thaissa. Foram dois meses de testes até chegar nos moldes perfeitos – elas produzem e pintam os vasos de concreto em casa.

As suculentas vêm de uma fornecedora em Planaltina, com quem aprenderam todos os cuidados necessários com as plantinhas. Quem leva um vaso pra casa ganha um mini manual de conservação das lindezas.

Você pode encomendar seu vaso por e-mail ou ir ao CasaPark nesta semana, de quinta-feira a domingo. Vai ter uma feirinha bacana lá, com muitas coisas legais (inclusive uma exposição de arte do Elefante Centro Cultural).

Bora?
Concreto Urbano
Encomendas: concretourbano.bsb@gmail.com
Preço: de R$ 25 a R$ 50
Página no face: aqui

Piquenique com q-u-e

FullSizeRender (1)

Não sei se vocês já se deram conta, mas venho por meio desta anunciar formalmente o início oficial da seca em Brasília! Êêêêê! E, este ano, incluindo o especial bônus friozinho! Êêêêê!

Quer dizer, friozinho na sombra, né? – porque está aquele clima de deserto que amamos: 40 graus no sol, 15 na sombra. Amplitude térmica super-giga-plus, a gente vê por aqui.

Este que passou foi o segundo final de semana seguido que eu só tive um programa em mente: piquenicar. Mas dessa vez não estou falando dos super mega-eventos que se multiplicaram pela cidade afora, não. É piquenique com q-u-e mesmo.

Continuo adorando o PicNik e seus congêneres que animam nossos findis – mas confesso que, no meu deboísmo, ando vendo mais vantagem em ir aleatoriamente para qualquer espaço público da cidade, só e eu e minha galera mesmo, e passar a tarde toda por lá, de boa, curtindo o combo grama-céu-sombra-comidinhas.

Portanto, venho até vocês para partilhar algumas das minhas descobertas recentes:

1. O Jardim Botânico tá lo-tan-do. Se quiser comemorar o aniversário de alguém ou se faz questão de uma mesa na área de piqueniques nos finais de semana, chegue cedo. Por cedo eu quero dizer 6h30 da manhã, a hora que abre.

2. A Ermida Dom Bosco tem pouquíssimas sombras, mas continua sendo uma opção deliciosa. A vista do Lago é incrível e pra quem se amarra em dar um mergulho, é um dos lugares mais legais.

3. Vi no cardápio do café do CCBB uma parada que eu nunca soube: eles têm cestinhas de piquenique pra quem quer se jogar no gramadão mas está com preguiça de trazer tudo de casa! Tem duas opções de tamanho, R$ 60 para duas e R$ 90 para quatro pessoas. Não é exatamente de graça, mas quebra um galho. Tem que reservar pelo 3108-7029.

Tirando isso, quero reforçar um ponto no qual a gente martela desde que o quadrado é o quadrado, há quase três anos: Brasília inteira é um parque. Nada, absolutamente nada, te impede de descer a fazer um piquenique aí mesmo na sua quadra, ou em qualquer quadra linda que bem te apeteça.

Quer dicas? Amor especial pela 305 Norte e sua churrasqueira pública (alguém sabe se é reservada aos moradores?), à entrequadra 104/105 Norte e sua pracinha ao lado da quadra de esportes, frequentemente ocupada por um grupo de chorinho, e pelo gramadão ao lado da 416 Norte.

Complementem a lista aí: em que lugares aleatórios da cidade vocês mais amam jogar suas cangas? Bora desde já começar os planos para uma seca bem piqueniquenta?

Que continuem as gordices

mrbrownie

Eu não sou contra gordices! Eu não sou contra rosquinhas! Eu não quero que a Dunkin Donuts vá embora, meu título era só um trocadilho! Eu sou a favor que cada um faça o que quiser!

Eu sou um pouco contra filas desnecessárias só pela modinha, mas é só um pouco, e depois de toda a reação da polêmica mais incrível deste blog em torno das rosquinhas, depois de ser acusada de querer interferir no direito de ir e vir dos seres humanos brasilienses, eu agora quero militar a favor das comidas engordativas em geral.

E parece que o universo conspira nesse sentido, olha esse evento que rola no final de semana: Festival Bacon e Brownie! Queria gordice? Toma gordice, pessoal!

O pessoal do Mr Brownie convidou um monte de gente que trabalha com chocolate e bacon, as duas maiores unanimidades do mundo do prazer descomplexado, pra fazer um eventinho neste sábado, na 103 sul.

No line-up, Naked Barbecue DFRibs on the truckLos Batateiro’sCerveja Colombina, o próprio Mr. BrownieBrauny’s Doce Sabor e outras gordices afins. 

Observa as hashtags do evento: #VoltaPraTerraCenourinha #ChupaRabanete #RevoluçãoDoGlutén #‎ChupaBatataDoce

Anota aí: sábado de manhã. É bom que diversifica a oferta, talvez até diminua a fila dos donuts.

Bora?
Festival Bacon & Brownie
Sábado, 10h
103 Sul, na comercial virado pra residencial

Rosquinhas, go home

cupcakesgohome

O Beto me disse e eu não quis acreditar: sete e meia manhã e tem fila quilométrica pra comprar rosquinhas numa franquia da americana Dunkin Donuts que abriu na Asa Sul. Eu passei outro dia por lá no meio da tarde e… fila quilométrica. Pior: eu estava num barzinho massa na Asa Norte no dia seguinte e chegou alguém com um pacote de Dunkin Donuts distribuindo pros amigos, tipo trouxe-presentchy-da-gringa, pessoal.

Pesquisando agora na internet, descobri que é mais grave ainda: teve gente que vi-rou-a-noi-te na fila no dia da inauguração pra ganhar um ano de rosquinhas de graça na promoção que a marca fez (perguntar não ofende: a promoção inclui o remédio pro colesterol ao final dos 365 dias?).

Gente, por favor. Não me mata de vergonha.

Quando eu era pequena e Brasília tinha um complexo de vira-lata inacreditável, a gente se estapeava por uma mesa no McDonald’s do Parkshopping. A gente se sentia salvo do subdesenvolvimento porque agora tinha McDonald’s em Brasília.

Mas, pelamor, este tempo acabou. Vamos recapitular? A gente tem personalidade. A gente inventou nosso estilo de vida brasiliense. Tá assim de gente talentosa nessa cidade, com o nosso DNA, que se dedica a fazer delícias com produtos de verdade, com ingredientes frescos, com um ambiente original, bem-cuidado, com a nossa cara. Bora fazer fila lá?

Não cabe mais esse complexo de vira-lata, esse mico gigante de ficar cultuando o que é de fora, fazendo fila gigante pra comprar um negócio frito, cheio de conservantes e ingredientes de nomes ininteligíveis, entupido de açucar, que tem não tem gosto de nada.

Nada contra você comer rosquinhas, se você gosta. Tudo contra ficar fazendo disso um objeto cult e de desejo. Com todo respeito: mico.

PS: A Mavi postou essa foto linda muito tempo atrás e deu a ela a legenda “cupcakes, go home”. Acho que vale também pras rosquinhas.