Rosquinhas, go home

cupcakesgohome

O Beto me disse e eu não quis acreditar: sete e meia manhã e tem fila quilométrica pra comprar rosquinhas numa franquia da americana Dunkin Donuts que abriu na Asa Sul. Eu passei outro dia por lá no meio da tarde e… fila quilométrica. Pior: eu estava num barzinho massa na Asa Norte no dia seguinte e chegou alguém com um pacote de Dunkin Donuts distribuindo pros amigos, tipo trouxe-presentchy-da-gringa, pessoal.

Pesquisando agora na internet, descobri que é mais grave ainda: teve gente que vi-rou-a-noi-te na fila no dia da inauguração pra ganhar um ano de rosquinhas de graça na promoção que a marca fez (perguntar não ofende: a promoção inclui o remédio pro colesterol ao final dos 365 dias?).

Gente, por favor. Não me mata de vergonha.

Quando eu era pequena e Brasília tinha um complexo de vira-lata inacreditável, a gente se estapeava por uma mesa no McDonald’s do Parkshopping. A gente se sentia salvo do subdesenvolvimento porque agora tinha McDonald’s em Brasília.

Mas, pelamor, este tempo acabou. Vamos recapitular? A gente tem personalidade. A gente inventou nosso estilo de vida brasiliense. Tá assim de gente talentosa nessa cidade, com o nosso DNA, que se dedica a fazer delícias com produtos de verdade, com ingredientes frescos, com um ambiente original, bem-cuidado, com a nossa cara. Bora fazer fila lá?

Não cabe mais esse complexo de vira-lata, esse mico gigante de ficar cultuando o que é de fora, fazendo fila gigante pra comprar um negócio frito, cheio de conservantes e ingredientes de nomes ininteligíveis, entupido de açucar, que tem não tem gosto de nada.

Nada contra você comer rosquinhas, se você gosta. Tudo contra ficar fazendo disso um objeto cult e de desejo. Com todo respeito: mico.

PS: A Mavi postou essa foto linda muito tempo atrás e deu a ela a legenda “cupcakes, go home”. Acho que vale também pras rosquinhas.

69 respostas em “Rosquinhas, go home

  1. Mas gente, deixem o povo ser feliz, quando você disse “nada contra você gostar de rosquinhas…”, eu pensei, qual foi o propósito desse texto? Acho que você deveria ter dito “tudo contra esse povo que gosta de comer rosquinhas…”

    • Não tenho nada contra, juro! Quem quiser ir deve ir, deve continuar indo! Eu só expressei que acho que essa parada não merece as filas. É modinha. É fazer porque todo mundo tá fazendo. Mas foi só uma reflexão bem minha mesmo.
      Mas concordo com você: se isso te faz feliz, vai, sim! Tudo pela felicidade!

      • Poxa, eu entendo sua reflexão, não está totalmente errada mas.. Não é pq é novidade? Eu mesmo ainda não fui pq não tenho um tustão furado. Dou nada em rosquinhas, nunca comi e creio que deve ser sem graça. Mas quero provar, oras. A maioria das pessoas viu rosquinhas na TV e nunca provou, agora tem oportunidade de fazê-lo.

        Eu até tinha pensado inclusive em virar a noite lá, pela zueira, com os amigos. Tenho certeza que não iria resgatar nem 100 das rosquinhas grátis. Pô, nem 50 provavelmente. Mas seria divertido e teria um prêmio no final. O prêmio não é exatamente a comida deliciosa de Food Truck que eu provo volta e meia, ou um prato do Chefs do Eixo. Mas poxa, é novidade e eu queria provar.

        Sei que você não está errada sobre o complexo de vira-lata, mas não é o único fator. Super pegaria fila pra provar uma coisa que (pra mim) é novidade. Provavelmente nunca nem passaria lá de novo depois, mas faz parte.

      • Acho que devemos respeitar o gosto dos outros, só porque querem fazer fila na porta de uma loja não é motivo pra tanta revolta. Deixe as pessoas serem felizes do jeito que bem quiserem, pára de se considerar a dona da razão. Que feio!

  2. Que besteira esse texto, sério.

    Me diga o quê que tem se o povo quer ir lá? Por que tá te matando de vergonha? Se o povo quer engordar, que engorde. Se quer comer os donuts porque é modinha, que coma. Você tá muito crítica, isso é desnecessário. Pessoalmente acho que tá cheio porque é novidade e modinha, que logo passa. Não há necessidade de criticar toda nossa “brasilidade” (ou falta de) por causa disso. Qual foi o propósito desse texto? Nos repreender por ir a uma inauguração de um restaurante em nossa cidade? Achei muita besteira sua, principalmente nesse blog que traz algo positivo sobre brasilienses (era o que achava até ler seu artigo).

    • Você também tá muito crítica, isso é desnecessário. 🙂
      Sério, agora: é só meu comentário, xará. Mas quem quiser continuar indo lá e fazendo filas gigantes pra comer rosquinha, deve continuar indo, tem todo o direito. Mesmo. Foi fiz um comentário sobre que eu acho que a gente tem coisa mais legal pra fazer na cidade. Minha opinião. Outras são bem-vindas! Continua comentando que o debate só enriquece!

      • Olha só..eu acho que fila já basta a de banco! FAzer fila para comprar celular..rosquinhas..rss..ou qualquer coisa que possa ser feito depois uma puta perda de tempo.Geralmente as pessoas dormem nas filas para serem atendidas em um hospital ou para matricular o filho na escola…mas se o cara quer perder tempo para comprar rosquinhas… eu tenho o direito de achar rídiculo e rir sim…e ele tem direito de não achar e ficar lá.Ponto.Liberdade de expressão e chega de retrucar tudo que postam =))

    • Falou e disse! Se a pessoa quer pegar fila para comprar rosquinha, problema é dela! Se for assim, fale mal do OutBack, do Babacoa, do Dom Francisco…. Vai ter colesterol do mesmo jeito, vai entupir suas veias do mesmo jeito! Crítica mal feita! Vai lá comer uma rosquinha que passa! kkkkk

    • discordo dos comentários de vcs… o que ela criticou foi a “pagação de pau” pra abertura do Dunkin Donuts. eu, apesar de gostar bastante das rosquinhas da rede americana, acho o texto válido. só acho que, pra aproveitar a oportunidade, ela poderia ter listado gente que faz guloseimas bacanas em Brasília. Recentemente, por exemplo, abriu a Louzia, uma doceria argelina que quero muito conhecer.

      • Oba Bruno!! Já vou atras dessa doceria! E também achei super válido a crítica às filas quilométricas da DD. Quero muito experimentar, mas só apareço por lá quando a situação “normalizar”. Valeu pela dica!!

    • Você discordou dela, apenas. Ou seja, cada uma tem uma opinião. Mas ninguém falou que a sua opinião é “besteira”, perceba. Eu concordo com o texto porque pra mim não faz o menor sentido esse culto. Se você acha, vá com fé, sem precisar se defender de quem discorda. É quase uma justificativa prévia pra ninguém achar que o que você faz está errado. Pois saiba que sempre vai ter alguém achando que o que você faz está errado (como sua crítica ao texto). Vá com fé ser feliz com seus donuts e deixe quem acha besteira em paz, não precisa se defender. Quando a gente se enxerga numa crítica é tão difícil assim aceitar de boa? Tem que atacar a outra pessoa?

      • Gente, acho besteira generalizar um povo inteiro (os brasilienses) e falar que somos complexados porque um restaurante americano ficou lotado em sua inauguração aqui. Ok, tenha sua opinião, mas não ofenda assim uma cidade inteira dizendo que idolatramos tudo do exterior e tal, porque é ofensivo. Sim temos nosso DNA, mas ele é uma mistura de tudo. Entendo a opinião dela, mas escrever “go home” no título é ofensivo, é talvez até xenofóbico. Eu não estou defendendo quem foi nem quem deixou de ir, isso nem é a questão, mas sim o fato de minha xará ter ofendido nós brasilienses. E outra, nosso mundo tá tão globalizado que ficar tentando prezar por nossas identidade apenas é tolice, pq usufruimos de tudo de todo lugar. Mas bora conversar, acho válido.

  3. Adoro vcs pois, afinal, este quadrado é a minha cidade natal. Gostei muito deste ultimo post. Ai.. E eu aqui morando na terra destas rosquinhas puro açúcar e sem graça, faria fila onde eu pudesse comprar uma boa broa de milho, sequilhos de nata, biscoitos de queijo, pamonha ou as nossas
    rosquinhas de leite.
    Definitivamente o Brasil (e Brasília) tem guloseimas bem mais gostosas pra tomar com café! Apareçam lá no meu blog. Eu também falo de ser mãe fora do país mas sem esse oba-oba de que tudo fora é melhor. http://www.tudosobreminhamae.com
    Sucesso!
    Fabiana Santos

  4. Achei os comentários frustrantes… Ainda bem que cada um pode expressar sua própria opinião, a minha é de que o texto está muito bom e a reflexão super válida. Sucesso!

    • Exato! Frustradaaa com esse comentários, fala sério! E outra coisa… a loja de rosquinha VAI CONTINUAR LÁ! Não precisa dessa fila toda agora não!

    • De tudo que eu li aqui, achei o comentário da Bruna o mais sensato.
      Carol, por favor, não edite seu texto. Não mude o título. me parece que eles são uma expressão do seu pensar e você tem direito de pensar assim. Gostei do seu mea culpa. Realmente todo mundo tem direito de gostar do que quiser e não é legal impor nossa opinião. Mas assim, quando eu leio esse blog, estou procurando coisas bacanas, essas jóias que são as lojas de entrequadra, esses pequenos cafés que se escondem aqui em Brasília.
      O donut não faz parte deste universo. Por que donut é trash mesmo. Não existe alimento, nutrição, sabor ali. Só uma cultura. Mas isso é mais difícil de ver.
      Eu achei a reflexão super válida!

      • Brigada, Janaína e Bruna e todo mundo!! A Dani também não quer que eu troque o título de jeito nenhum! 🙂
        Era uma piada, uma referência engraçadinha a outra piada que outra amiga minha já tinha feito, mas tem gente lendo como se eu quisesse fechar a loja! Eu NÃO quero fechar a loja!
        Bom, quem realmente estiver interessada por esse debate palpitante vai ler os comentários e, se quiser, vai entender o que eu penso sobre isso, apesar da leitura que algumas pessoas querem fazer.
        Enfim, quanta polêmica por donuts! 🙂

      • tem gente lendo como se você quisesse fechar a loja porque essas pessoas 1º ficam ofendidinhas ao se enxergar no que foi criticado e, em 2º lugar, porque muitas pessoas faltaram às aulas de interpretação de texto.

        Obrigada pela crítica – alguém precisava fazê-la. Moro do lado e aquilo, aquela fila já de manhã, (assim como outros lugares em Bsb que tem filas) é a expressão máxima do ridículo… (mas… cada um com suas escolhas né… prefiro fugir correndo de filas sempre…)

  5. Imaginem quantas pessoas em Brasília ainda não foram aos EUA e querem provar essas rosquinhas. Imaginem as pessoas que já foram lá, comeram e gostaram e querem comer de novo. Não estou aqui para defender ninguém, nem atacar. Mas cada um que faça o que quiser com o seu dinheiro, com o seu tempo e sua saúde, principalmente. Achei o máximo escolherem Brasília para implantarem a primeira loja. Isso valoriza o nosso mercado, gera emprego na cidade. Eu, sinceramente, prefiro comer um bom pão artesanal, feito com carinho e fermentação natural. Mas vai ter o dia que vou querer comer a rosquinha. TPM explica! Aliás, roubei metade essa semana de uma amiga. Só não vou pegar fila, porque ODEIO fila. Não pego fila nem no melhor restaurante da cidade. Mas entendo quem queira experimentar pela primeira vez ou novamente e tenha tempo para ficar lá por duas horas esperando.

  6. Deixa o povo curtir!!! Atividade lícita, gerando empregos e , por ser rede grande, com impostos em dia!! Não tenha vergonha dos fãs de rosquinha… Tenha vergonha pessoal da esplanada!!

  7. “A gente tem personalidade. A gente inventou nosso estilo de vida brasiliense. Tá assim de gente talentosa nessa cidade, com o nosso DNA, que se dedica a fazer delícias com produtos de verdade, com ingredientes frescos, com um ambiente original, bem-cuidado, com a nossa cara.”

    Qualquer convicção enviesa.

  8. SE FICAR NA FILA PRA COMPRAR UMA CAIXA DE ROSQUINHAS AÇUCARADAS FAZ ALGUÉM FELIZ, QUE VENHAM AS ROSQUINHAS! SE FICAR EM UM BAR, BEBENDO CERVEJA GELADA DEIXA ALGUÉM FELIZ, QUE VENHAM AS CERVEJAS GELADAS!! VAMOS SER FELIZ!!! E VIVA AS ROSQUINHAS!!!

  9. AMEEEEEEEEEEEEEEEI o texto! Concordo em gênero, número e grau! Mta pagação de pau pra uma rosquinha que é puro açúcar e corante! O povo do Brasil não da valor pro q é da nossa terra!

  10. Hahahaa! Rindo muito das rosquinhas (que nem sabia que tinha loja aqui agora) e dos comentários.
    Adoro pamonha e pão de queijo. Hahahhaha

  11. sei lá, moro em Brasília a pouco tempo mas sinto que a cidade sofre com falta de “cultura própria”… desconheço comida tipica…o rock parou na década de 80… ficou marcada como legado do JK e Niemeyer … a cidade me parece um adolescente tentando se descobrir, enquanto copia o modismo dos adultos.
    quanto as rosquinhas, aposto que são congeladas e nem deve ser tão “gostosas” quanto as feitas lá fora. se for pra entrar na onda de americanização prefiro passar no Sam´s Club e comprar um cheesecake da cheesecake factory e postar uma bela foto no insta ahahah
    Detalhe, não estou dizendo que odeio a tal rosquinha, quem sabe um dia, depois que a moda esfriar, não entro na loja e provo… mas por enquanto compartilho e entendo a indignação de quem escreveu o texto.

  12. Fui um dos que virou a fila, ganhei um ano de graça daquilo e em verdade vos digo, Sempre tem quem gosta, quem não gosta e quem não gosta que os outros gostem.
    Qual será a vibe desse texto?

  13. Se a modinha é modinha, tem algum motivo para isso! Esse post só me parece mais inveja do que um comentário inteligente! Qual o problema de seguir moda? Agora só porque intitulam “modinha”, eu não vou poder gostar! ME POUPE.

  14. A única coisa q não entendo da fila é q essa mesma loja já existiu em Bsb e fechou pq não dava o lucro desejado e agora todo mundo ficou com saudade? rs

    • Não fechou por falta de público. Fechou porque o proprietário não tinha apoio na parte de marketing da rede internacional Dukin Donut’s, ou seja, além de pagar o marketing da rede (que não funcionava aqui no Brasil, pois alguns produtos são diferentes), o proprietário tinha que contratar outra agência. Por falta de competência na gestão, ou amadorismo, o proprietário não conseguiu seguir em frente com o negócio e acabou fechando.

  15. Gente, vocês não vão acreditar! Acabei de mostrar o texto pros meus filhos e eles super acham que vocês têm razão (os que são a favor de pegar filas pras rosquinhas blablabla)! 🙂 “É normal,
    mamãe, eu também pegaria fila pra comprar algo que eu gosto como um xbox 360 ou um iphone 6!”. 🙂

  16. até comeria e provavelmente vou comer esse donuts num dia de larica desesperadora, ou acordando com aquela ressaca, ok ele é para isso né? mas essa fila é o muito vergonha alheia, e mostra que a gente valoriza muito pouco o que temos aqui, uma pena. #SomosTodosSonhodePadaria

  17. Só acho engraçado desses comentários as pessoas que “nunca tiveram oportunidade de comer e por isso vão pela curiosidade” sendo que há alguns anos tinha dunkin donuts em Brasília, lembro bem claramente do pátio Brasil. Existe sim uma nova cultuacao do que vem de fora, mas acho que existe um pessoal que faz um marketing mt bem feito. Vide exemplo da Forever 21, caravanas e filas quilométricas. Achei a crítica um pouco agressiva e desnecessária em alguns pontos, mas concordo muito com a reflexão sobre esse novo movimento
    junto com esse movimento de consumo local.

  18. Gente, vamos celebrar nossa antropofagia!
    Concordo em parte com seu texto, Carol, mas não acho que isso seja algo restrito a brasilienses ou a brasileiros. No mundo todo é assim, isso é intrínseco ao nosso sistema capitalista, em que o marketing muitas vezes supera a noção de qualidade e/ou conteúdo. Portanto, minha opinião vai ao encontro da sua no que diz respeito a esse culto pelo que é de fora só por ser de fora, isso realmente é MICO, dos grandes. Porém, em relação a algo novo, muitas vezes já fixo em nosso inconsciente coletivo, acho válido, apesar de detestar filas mesmo que fosse para tomar um tacacá ou açaí. Os eventos feitos em Brasília costumam lotar e encher de gente com filas quilométricas (Chefs no Eixo, Mimosa, Piknik e vários outros), mas nem por isso significam qualidade exemplar em todos. Já me decepcionei por deveras e me surpreendi bastante também, de forma positiva.
    Enfim, valeu a reflexão.
    Abs

    • Diego, adorei seu comentário. Eu tenho antipatia generalizada de qualquer coisa modinha, que a gente fique se estapeando pra conseguir. Inclusive chefs no eixo, inclusive as paradas com nosso DNA – se tiver fila, cara, foi mal, mas eu não vou.
      São só coisas, sabe?, é um negócio, é business, você não vai ficar mais cool comendo ou vestindo, ou sei lá, frequentando o lugar que a onda da moda está falando pra você fazer.
      Era isso que eu queria dizer, mas você me fez ver que, ao tratar disso CONJUGADO com um produto que eu não gosto, pode ter parecido pra algumas pessoas que eu estava apenas expressando minha antipatia palpitante pelos donuts. O próprio título ficou mesmo desrespeitoso: eu nem quero que as rosquinhas go home, não, era só uma piadinha, eu quero que elas fiquem aqui pras pessoas que gostam de rosquinhas possam comprar rosquinhas! Isso é ótimo pra elas!
      Assim que tiver um tempo vou trocar o título. E desde já ficam minhas desculpas pra quem se sentiu ofendido por um ataque pessoal pelo seu gosto por rosquinhas. Não foi isso que eu quis dizer. Foi só lembrar as pessoas: você é livre pra amar o que VOCÊ ama, não precisa ficar numa fila a noite toda porque uma marca está te dizendo que isso é legal.

      • 1- não mude o título;
        2- sentir-se ofendido com um texto leve desse diz mais sobre quem se sentiu ofendidinho de graça do que sobre quem escreveu o texto;
        3- sorteie bolsas pra cursos de interpretação de texto que a galera tá precisando viu…

  19. Você deveria se preocupar menos com quem tem ‘desejos’ e ‘vontades’ diferentes das suas. Deixe as pessoas fazerem filas onde quiser. A marca fez uma divulgação incrível e essas filas foram resultados disso. Ninguém tem que fazer fila na lanchonete de ciclano só porque ele é brasileiro, arrumou o local bonitinho e bla bla bla… As pessoas fazem fila onde as interessam, no local em que elas tem vontade de comer ou experimentar o produto, então para de julgar quem tem uma opinião diferente da sua, dizendo que é ‘vergonhoso’.

    • Oi, Luiza! Eu acabei de fazer um mea-culpa no comentário aqui em cima. Acho que meu jeito apaixonado de dizer as coisas pode ter dado margem mesmo à má interpretação. Não foi minha intenção. Vou editar o post assim já já. Beijoca.

  20. Muito pior do que perder tempo numa fila para comer donuts, é perder tempo para escrever sobre quem perde tempo numa fila para comer Donuts!
    Eu fico é feliz de ver que as pessoas que moram no DF estão tendo cada vez mais acesso às marcas e produtos globais e mais feliz ainda de ver um negócio abrindo e dando certo, em meio a uma situação econômica tão difícil no país!

  21. Gentes..o povo é meio sem memória.. já teve dunking donuts no piso térro do Conjunto Nacional.. sem filas! kkk Passei na frente outro dia e pensei que estavam distribuindo de graça naquele dia.. dai passei na frente de novo e olha lá a fila.. achei engraçado! Mais engraçado ainda porque o povo acha que é novidade, mas não é! Ah.. pra quem quer provar donus sem fila, tem uns bem bons no Wal Mart, viu pessoal! E viva a discussão!

  22. Carol! A gente adorou (e inclusive compartilhou no nosso face) e muuuuuuuita gente adorou seu texto. Entendo algumas pessoas levarem pro lado pessoal – “não me venha dizer onde devo ou não fazer fila”, beleza, cada um faça o que quiser, e sim, as tais rosquinhas tem seu lado lariquento que tem seu valor, mas a crítica maior do seu texto é super válida. A gente supervaloriza o que vem de fora. Não é de hoje. E infelizmente muitas vezes esquece o daqui, despreza o nosso, e essa é a grande pena. Que bom que as tais rosquinhas estão por aí, só não esqueçam do que já tem por aqui há muito tempo e é muuuuito do bom. É isso, como disse o Esdras lá em cima #SomosTodosSonhoDePadaria 😉

    p.s. estou há dias ensaiando uma receita de sonho justamente por esse bafafá todo e seu texto me deu o gás necessário. até o fim de semana sai 😉

    • Era uma piadaaaaa, era pra rir, era só pra pensar sobre modinhas e talz, mas os rosquinha-lovers saíram em defesa de suas rosquinhaaaas! 🙂
      Como bem definiu a Dani, rosquinhas-lovers x rosquinhas-haters é o novo PT x anti-PT.

      • O povo anda muito mal-humorado! Sigo o blog e conheço seu jeito – pelas leituras, claro – de abordar os assuntos e não houve maldade, preconceito, perda de tempo ou nada de negativo. Enfim, como em tantas outras vezes, houve reflexão sobre como reagimos aos produtos, às modas, ao consumo, à propaganda, à mídia, ao fanatismo e tantos outros pontos, principalmente, com tanta coisa com mais conteúdo na vida para se fazer, ouvir, ver, curtir e tal. Claro, há a galera que foi por zoação, diversão com os amigos, paixão por rosquinhas da Dunkin donuts (?). Tudo como já foi dito, válido. Afinal, somos todos livres. Mas, ir ou não ir, achar bacana ou não, não nos impede de refletir sobre o porquê de fazermos o que fazemos. Isso é o melhor de sermos humanos: pensar, refletir, ponderar…
        Além disso, seguir um blog é isso mesmo. Há opiniões e reflexões que encontram eco na gente e outras não. Faz parte!
        No fim, muito “mimimi”! Como diria Shakespeare “Much Ado About Nothing”

  23. Adorei o seu ponto de vista Carol Nogueira. E…viva a liberdade de expressão.
    Mas padecemos dessa mal mesmo. E o seu post me levou a outra reflexão. Tudo que acontece fora do nosso Brasil é superestimado, tanto no que tange às tragédias quanto ao próprio consumo. As roupas das marcas gucci, as bolsas Louis Vitton são sensacionais. As guerras que acontecem lá são piores do que costumamos passar por aqui. Nós vivemos na guerra e não nos damos conta disso. Diariamente presenciamos cenas indecentes de centenas de crianças passando fome, cheirando cola, jogando bolinhas no sinal em troca de alguns centavos. Viajamos para o interiorzão do nordeste e lá o cenário é lastimável. Mas…a guerra e a falta de infraestrutura básica lá fora são bem piores, não é mesmo?! Aí, o que me indigna são os vários posts, a cobertura exaustiva da mídia e os sentimentos aflorados que surgem com fatos externos quando na verdade a precariedade está bem aqui em frente aos nossos olhos. Mas daí, poucas pessoas abraçam a causa e emitem opiniões calorosas e com tanto sentimentalismo.
    Você como sempre ponderada, altamente reflexiva e sensível as causas humanas. bjo Carol.

  24. Do mesmo jeito que você não quer que te imponham a comer rosquinhas americanas, tem gente que não quer que você as imponha que não comam.

  25. Achei o texto meio sem propósito. Se tivessem colocado várias dicas de lugares pra ir aqui em BSB, pra comer doces ou sei lá, acho que teria entendido o porquê do texto. Afinal, nós temos mesmo opções brasilienses e melhores de comida… Ou se vocês tivessem falado da grande falta de educação do caminhão da Donuts (que ficou estacionado na calçada, não sei se vocês viram…). Mas desse jeito só ficou a cagação de regra mesmo. Pra mim, pior do que síndrome de vira-lata é ter vergonha de quem é mainstream.

    Vocês vivem fazendo propaganda de eventos que tem fila por aqui. “Modinha” de foodtruck pode mas de rosquinha não? Quando foi ter Chefe nos Eixos vocês até falaram que “a comida do Evandro é o incentivo especial que vai me tirar cedo de casa e madrugar no primeiro lugar da fila.”.

    Nem curto rosquinhas e tal e acho que faz super mal pra saúde (portanto, não se trata de rosquinhas haters x rosquinhas lovers, falar isso é reduzir as críticas que fizeram aqui…). Cada um come o que quiser e faz fila lá pro que quiser sem que isso seja da vida de ninguém (motivo por que ninguém deveria estar com vergonha da fila alheia).

    Bom, essa é minha opinião… E foi mal se o texto era pra ser uma piada e eu não saquei. Pra mim pareceu mais uma crítica sem muito fundamento.

    Beijos.

  26. Achei o máximo esse texto.
    AMO DONUTS e não sou muito fã de bolo de rolo, mas não como mais nenhum porque descobri que sou celíaca (glúten never more).
    Ainda assim adorei o texto, a lógica dele é: virar a noite numa fila pra comer donuts de graça é pagar mico. Simples, fácil de entender o posicionamento. A partir daí podemos refletir de diversas maneiras. Investir esse tempo numa horta, na leitura de jornais, nas noticias do congresso, num telefonema , na atenção com a família, na descoberta de novas docerias candangas ninguém quer,né?!

    Galera a loja abriu, vai ficar aberta e vocês podem ir comer sempre…olha só!!

  27. O que percebi no dia foi que as pessoas estavam na fila mais pela farra. Vários adolescentes com grupos de amigos, barracas curtindo uma virada de noite juntos.
    A cultura de Brasília desmoronou desde o fim dos anos 90. Não tem nada pra fazer aqui. Cidade escura, toque de recolher.

    O que me incomodou realmente foi a invasão de área pública pela loja e o caminhão parado na calçada da quadra.

  28. Sobre rosquinhas: Só gosto das que minha mãe faz.
    Sobre Brasília: Detesto.
    Brasilienses se acham melhores do que o resto do mundo.
    Vão comer feijão com arroz que passa.

  29. Carol, eu gostei do texto. Não concordo 100%, mas acho a reflexão muito válida.

    Agora, o que eu amei mesmo, foi a sua postura nos comentários. Todo o meu respeito por ler e considerar a opinião de todos, mesmo daqueles que não foram tão respeitosos.

    Continuo acompanhando e adorando o blog 🙂

    Beijo!

  30. A Carol é minha ídola porque ela consegue transformar o assunto “Rosquinha” em tema de debate nacional. Maravilhoso. Nunca na minha vida imaginei que houvesse tanta gente ligada emocionalmente a uma rosquinha. Tão ligada que se sente pessoalmente ofendida com uma piadinha. Como se diz no Ceará: meu povo, melhore! 😉

  31. Carol, com um pouco de atraso.. Quanta polêmica hein? Eu sofria quando sentia que ofendia alguém no meu falecido blog, mas hoje, para se sentir ofendido, basta viver e ter wifi.

    Você já conheceu os doces portugueses da 14 norte? Não mando voltarem para terrinha de jeito nenhum e recomendo MUITO o talento da doceira que já está faz um tempão em Brasília.

    A ideia de falar dos bons doces da cidade é ótima. Doce pasteurizado com receita fast food, sai pra lá.

    Team bolo de rolo. Team sonho de padaria. Team doces cristalizados do Goiás.
    Sai pra lá gente chata que come rosquinha ultradoce mas não sabe ser doce no viver.

  32. Se atualizar é legal antes de publicar algo, uma das maiores empresas no ramo, tem a qualidade e produtos que até hoje nem nos EUA não tem concorrentes a altura. Sou apenas um que gosta do produto, e até critiquei o planejamento fuleiro e sem respeito ao consumidor da franquia brasileira. Mas se acha tão simples, faça algo melhor e ganhe na qualidade do produto. Na Alemanha abriu na mesma época que em Bsb, acha que eles tem sindrome de vira lata tbem. Vai achar uma maneira de ganhar dinheiro e enpere na fila como todo mundo. Só porque não conseguiu comprar até hoje, posta um texto lixo desse.

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