A maior doçura do mundo

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Presente para a sexta-feira de vocês: instalar no seu rosto aquele sorriso bobo de delicadeza que só bebês e crianças pequenas conseguem despertar em nós.

Primeiro, um convite para o teatro. Teatro para pequenos, dica trazida por duas amigas queridíssimas e com o coração doce: Achadouros, uma peça de teatro para bebês (ohnnn…) toda baseada na poesia do Manoel de Barros (ohnnnnnnnnn…). Fiz questão de falar da Achadouros hoje porque é o último final de semana da peça e porque as minhas duas amigas foram unânimes: realmente funciona com bebês e crianças pequenininhas. Não é o teatrinho que você vai levar mais pra você do que pra elas. Elas entram em contato, sentem, participam.

Segundo: aproveita que está na vibe delicadeza e confere este vídeo que uma amiga querida me indicou ontem.

Pronto! Pode ir viver sua sexta-feira com essa leveza aí no seu coração.

Bora?
Achadouros, teatro para pequenos
Amanhã e domingo, 29 e 30 de agosto
16h30
Espaço Pé Direito
Rua 1, lote 23 – Vila Telebrasília
Entrada franca
Os ingressos são distribuídos uma hora antes do espetáculo. O público é reduzido, então é necessário chegar cedo para garantir o lugar.

Um convite para seu sábado: uma feira do amor

love wins

É sério, não sei como começar este texto. Estou parada há um tempão aqui, em frente ao computador, sem saber direito o que falar dessa feira, de tão especial que ela é, de tão bonito que é esse tanto de gente se juntando pra dizer: nós somos a favor do amor; chega de ódio, por favor.

Lembra do documentário sobre homofobia no Congresso, com foco em uma família de duas mães e três crianças, do qual falei aqui há dois meses? A campanha de financiamento coletivo pra realizar esse filme está na reta final, faltam só cinco dias, e estamos neste exato momento com 90% da meta alcançada (muita coisa! mas falta um tiquinho pra completar).

Nesse meio tempo, a Mariana, dona do Cobogó, me procurou com uma ideia: uma feira beneficente, com venda de produtos doados e renda revertida para a produção do filme. Uma forma de ajudar no financiamento e, principalmente, de aumentar o alcance da reflexão que o filme propõe. Mais gente participando, mais gente discutindo o assunto.

Desde então, a Mari, que eu já conhecia, mas sem grande intimidade, vem trabalhando voluntariamente pra essa feira acontecer. Desde então, mais de 40 artistas, coletivos e empresas de Brasília (veja a lista linda lá embaixo) se dispuseram a doar produtos para o evento, que vai acontecer sob a sombra da já conhecida “árvore mais linda da cidade”, com direito a food truck de comidinhas de boteco, cervejas especiais e discotecagem do DJ gente fina Zé Maria.

Entendeu por que eu travei no começo desse texto? Acho que nunca, em toda a minha vida, repeti tantas vezes a palavra “obrigada” como neste mês de agosto, e tenho consciência de que nunca será suficiente. No texto de dois meses atrás, eu agradecia a esperança que o filme estava provocando em mim. Mas nunca imaginei que essa onda seria assim: tão grande, com tanta gente boa entrando junto, com tanta generosidade e disposição pra ajudar.

Então, aqui vai um convite pra você participar dessa feira do amor. Comprando ou tomando um café com a gente, compartilhando na sua rede social, fazendo dessa história algo muito maior do que o filme. Pra gente se lembrar de que a vida não é feita só de manchetes negativas, de pessoas com ódio espumando pela boca. Festejar o amor, além de ser justo, faz bem à saúde.

Bora?
Feira – Juntos em Defesa da Família
Sábado, dia 29/08, no Cobogó Mercado de Objetos
704/705 Norte, bloco E, lojas 51/56
Das 10h às 19h
Evento no facebook: aqui
Para contribuir com o financiamento coletivo: aqui

Durante a feira, vamos vender os produtos doados por esse time:
1 Fundação Athos Bulcão
2 Aqui em BSB
3 La Panière
4 Petit Jardin
5 Quitanda Estúdio Galeria
6 Savant Editora
7 Ernesto Café
8 O Bistrô Escondido
9 Pântano de Manga
10 Célia Estrela
11 Pizza Parque
12 Thelma Aviani
13 Objeto Encontrado
14 Rodrigo Nardotto
15 Glas
16 Bolinhavai bolinhavem
17 Luda Lima
18 NPosters
19 Espaço Moulage
20 Coletivo Transverso
21 C.Cury Pratas Brasília
22 Luiza Hagah
23 A Casa Da Luz Vermelha
24 PiauÍndia Bodega
25 Concreto Urbano
26 Galeria Almeida Prado
28 Estúdio Anzol
29 Suika
30 Camaleoa Acessorios
31 Cintia Taira
32 Dani Acioli
33 Zupa Store
34 Flô
35 Deia Barros
36 Sr. Mor
37 Quintal do Toya
38 O Novo Guia de Brasília
39 Cobogó Mercado de Objetos
40 Fusbier
41 Zuleika de Souza
42 Experimente Brasília

Vamos voltar ao jardim?

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A melhor notícia deste fim de seca: sabe o evento Coma no Jardin, fofo, lindo e especial de que a gente já falou por aqui? Agora ele acontece aos fins de semana! E no fim de semana inteiro!

Tem duas edições previstas – e a primeira é este findi. Sábado e domingo, fim de tarde, pra não concorrer com outra lindeza de que vocês ainda vão ouvir falar por aqui.

O cardápio é todo especial – e dessa vez a Mari e o Esdras pensaram numa pegada oriental, repetindo o bahn mi vegano que segundo eles fez o maior sucesso na edição passada. Além dele, vai ter um bahn mi com patê de bacon. Eles também prepararam sandubas de barriga de porco, belisquetes e cookies variados para adoçar. E vai ter dindin! Pra grandes e pequenos!

Os pães são todos fornecidos pela maravilhosa Varanda Pães Artesanais – e eles já anunciam que vai ter novidades, com uma loja linda na 215 norte.

Mari e Esdras repetem o alerta pra gente chegar cedo, porque o número de porções é limitado. Bora aproveitar esse fim de seca?

Bora?
Coma no Jardin
Sábado e domingo, 29 e 30 de agosto, das 16h às 21h
SHCGN 715 bl B casa 30 (se for de noite, basta seguir as luzes subindo da W3 para as 900, se for de dia, procure a casa azul)
Ah! Quem for de bike ganha o primeiro cookie por conta desses dois queridões.

Trabalho sujo na Moranga – ou: as voltas que a vida dá

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Meio ridículo colocar as coisas desta maneira, mas é verdade: o Matias é tipo um dos meus mentores musicais.

Admitir que você acompanha os gostos musicais de alguém exige humildade para alguém da minha geração – mas pior que isso é admitir que você acompanha os gostos musicais do irmão nerd da sua amiga. Experiência própria.

Eu acompanho o Matias desde os idos da internet. Nem lembro quando nem como o blog dele virou uma referência de música pra mim. O cara trata a cultura pop com um certo respeito, uma seriedade, e ao mesmo tempo com um tom crítico que não conhece fronteiras: ele pode falar bem de uma cantora mega pop podre e esculachar a banda indie da vez sem dó nem piedade – e isso te abre os olhos, te sacode um pouco dos teus preconceitos roquenrol. Além de mostrar umas novidades maneiras que estavam aí do seu lado e você nem sabia que existia. Ou seja: há muitos anos que o Matias cumpre virtualmente a função daquele amigo mais velho que te passa as cassetes com um conselho maduro, “ouve isso aqui, vai ser importante pra você”.

Daí que um dia eu estava morando fora, e precisava de frilas. E eu sabia que o Matias era, na época, editor do Link, o caderno de informática do Estadão. Daí que, como de hábito, comecei a chatear o editor vendendo pauta. A gente trocou uns emails aqui, outros ali, eu descobri que ele era de Brasília, virei amiga dele no Facebook. E foi assim que, em estado de choque, eu descobri que o Matias era o irmão da Camila Matias, minha amiga do Marista – o que tecnicamente significava que o Matias era o Bicudo!

A profecia nerd se cumpria debaixo do meu nariz: o Bicudo, cara!, irmão da Camila, o cara totalmente estranho que pichava carteiras e banheiros, e que tinha o cabelo mais esquisito da escola – e eu digo esquisito porque aqui neste blog a gente não fala palavrão. As voltas que a vida dá, o mundo é um ovo, blablabla, e eu sei que isso não importa pra mais ninguém além de mim mesma, mas eu demorei a me acostumar que o Bicudo do Marista era meu mentor musical. Demorei do tipo estou fazendo isso até hoje.

Tudo isso apenas pra contar que o Matias – ou o Bicudo, como preferir – vai trazer pra Brasília esta semana a festa Trabalho Sujo, que movimenta a noite de São Paulo há um bom tempo. Mais: a festa vai acontecer dentro da Moranga, que já é há tempos a balada preferida da xuventude deixcolada desta cidade.

Então, um conselho? A menos que você madrugue no trabalho às 7h na quinta-feira: não perca.

Bora?
Moranga Trabalho Sujo
Quarta, 26/08, a partir das 22h
Outro Calaf – Setor Bancário Sul, Quadra 2
Térreo do Edifício João Carlos Saad
R$ 20 até 23h30, R$ 30 até 1h, R$ 40 após (mas quem entra numa festa de quarta-feira depois da 1h, pelamor?)

Vamos, meninas?

vamosjuntas

Era meu último dia de férias numa cidade totalmente desconhecida e eu voltei pra casa um pouco mais tarde do que imaginava, pela estação de metrô que toda vez desafiava meu senso de direção: algumas vezes, durante o dia, eu peguei o caminho oposto achando que sabia onde estava indo.

Dessa vez era de noite, eu estava sozinha, tinha vários malucos estranhos no trem e eu estava sem bateria no celular pra ficar checando o gps. Faltava uma estação pra minha quando eu vi aquela menina de vestido azul: ela falava alto, estava toda arrumada, tinha aquele jeito de quem sabia o que estava fazendo e, por sorte minha, desceu na mesma estação que eu.

Cheguei perto e perguntei se ela podia me ajudar a encontrar meu endereço. Ela sacou o celular, viu que a gente ia pro mesmo lado e, sem que eu conhecesse ainda o movimento que se alastra pelo facebook, me perguntou: vamos juntas?

Esse movimento tocou meu coração porque todas nós temos uma história dessas pra contar. Todas nós já sentimos medo alguma vez. Todas já vimos algum dia uma menina com jeito acuado. Todas precisamos saber que podemos e devemos contar umas com as outras.

O grupo no facebook compartilha histórias cheias de empatia e cuidado e estimula meninas das diferentes regiões a se reunir em grupos locais, para poder se ajudar com mais frequência. Uma mocinha daqui de Brasília, a Suzanne, está organizando um grupo de whatsapp (6191440259) pra reunir as meninas de acordo com rotas e horários.

Impossível ler isso sem lembrar da menina cheia de atitude e de vestido azul – Jordan era o nome dela. Falamos rapidamente sobre nossas vidas, sobre minhas férias, sobre andar sozinha de noite, nos despedimos com dois beijinhos. Brigada, Jordan, pela carona a pé nesse pedacinho de caminho.

Onde tudo começou

ultimocinedrivein

Vocês lembram quando a Dani escreveu este post? Pois chegou a hora.

Quase dois anos depois, o filme chega a Brasília com uma bagagem de responsa: premiadíssimo em Gramado, premiadíssimo fora do Brasil, elogiado pela crítica, ele vem devolver para a cidade uma história humana e sensível que tem como pano de fundo o cine drive-in que é a cara da gente, da nossa infância, do que é ser de Brasília.

Amanhã, “O Último Cine Drive-In” estreia nas salas de todo o país. Mas hoje acontece no próprio cine drive-in uma sessão muito especial: no cenário do filme, com a equipe presente, com a emoção de viver duplamente as emoções da tela.

A Dani já tinha visto algo do material bruto, mas eu hoje vou colocar meus olhos totalmente virgens na tela. O que não me impede de já estar morrendo de orgulho do Iberê, da Nanda, da Carol e da Cecília – e de toda essa equipe que ganhou lindamente contar no cinema uma Brasília bem a nossa cara, mas bem capaz de surpreender e emocionar.

Bora?
Pré-estreia do filme “O Último Cine Drive-In”
Hoje, às 20h (portões abertos às 18h)
Cine Drive-in – Área Especial do Autódromo
Centro Desportivo Presidente Médice – Asa Norte
Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia). Quem estiver em carros antigos paga R$ 5.

Dia de se encontrar consigo mesmo

paura

É incrível o poder da arte. Desde que escrevi este post sobre o livro da Dani, da Lara, do Zé e da outra Dani, na semana passada, amigos de vários lugares me escreveram pra dizer: eu também passei por isso. Gente que saiu do seu perfil fofo, cool ou descolado do instagram e me contou: a vida, às vezes, sufoca.

Eles ainda nem leram o livro – e vão se surpreender. Mas só saber que há pessoas compartilhando sua vivência com essa experiência difícil, só perceber que é possível transformar em fala, em texto, em fotografia, em arte o que é tão doído que tantos de nós prefere apenas esconder, já criou novos laços, já os empoderou, já deu coragem.

É hoje, às 18h. Em exposição, as fotos do Zé e os bordados da Dani Ktenas que ilustram o livro. E, por todos os lados, uma garantia: um montão de gente de verdade.

Bora?
Paúra – Um mergulho na síndrome do pânico
Noite de autógrafos e exposição das fotografias e bordados
Hoje, 18 de agosto, das 18h às 22h
Beco da Grand Cru
412 sul, bloco B, loja 6