Abaixo a fakelândia

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Três semanas de férias, sete cidades. Vi um monte de gente, fui em um monte de lugar que eu nunca tinha ido na vida. Voltei pra Brasília com saudades da rotina, com saudade das minhas pessoas, dos meus lugares e de Brasília.

De tudo o que vi, uma coisa me chamou a atenção. Lugares demais parecidos com o Pinterest, como bem definiu minha irmã. As mesmas cores, as mesmas roupas, os mesmos penteados, as mesmas músicas. As mesmas luzinhas coloridas românticas, as mesmas estampas de marinheiro, o kitsch como novo chique, a glamurização do popular – mas de um jeito bem, mas bem distante mesmo, do que realmente é popular.

De Pesqueira, no interior de Pernambuco, a Nova Iorque, a gente anda fazendo um esforço desgraçado para ser… igual.

Meu pedido a mim mesma pra esse ano que começa, na sequência dessa oportunidade de ouro para abrir os olhos chamada férias: que a gente seja mais a gente mesmo.

Primeiro porque ser a gente mesmo já é coisa à beça. Segundo porque como diz aquela frase que é a cara das auto-ajudas que pululam em letterings charmosos Pinterest afora, todas as outras posições estão ocupadas.

7 respostas em “Abaixo a fakelândia

  1. Não desculpa a ignorância não. Reforça ela!!! Ai que burro, dá zero pra ele. 🙂

    hahahaha.. Falando sério, Renatão, não se puna. Costumo dizer que não há espaço pra ser diariamente ativo em mais de duas redes sociais das pessoas. O Pinterest é uma rede social extremamente visual em que você marca painéis de interesse próprio (exemplo: viagens, comidas, moda, trekking no Cazaquistão, carros velhos, redes sociais). Eu acho muito legais os infográficos e as imagens de paisagens e lugares que penso em visitar. Não sou um usuário ativo, mas acho que o que a interpretação (minha pelo menos) do texto é que, como o Pinterest é onde se mostram imagens primorosas – portanto irreais, já que o mundo é muito mais que isso -, existe uma falta de espontaneidade. Talvez motivada pelo excesso de vaidade ou de aparecer como um personagem que, definitivamente, não condiz com a realidade.

    Abraços.

  2. Também sou a favor da individualidade e das diferenças.

    Infelizmente, a cada dia, estamos mais perto da sociedade do “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley…

    Que as viagens continuem abrindo os nossos olhos para o que realmente somos!

    Grato pelo artigo,
    Lucas Palhão.

  3. Gostei bastante do texto. Concordo com vc. Mas como ser nós mesmo, ser diferentes, quando é tão difícil saber quem somos de verdade? E será que essa verdade tb não se modifica ao longo da vida? Talvez só o tempo, só a vivência…

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