Trabalho sujo na Moranga – ou: as voltas que a vida dá

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Meio ridículo colocar as coisas desta maneira, mas é verdade: o Matias é tipo um dos meus mentores musicais.

Admitir que você acompanha os gostos musicais de alguém exige humildade para alguém da minha geração – mas pior que isso é admitir que você acompanha os gostos musicais do irmão nerd da sua amiga. Experiência própria.

Eu acompanho o Matias desde os idos da internet. Nem lembro quando nem como o blog dele virou uma referência de música pra mim. O cara trata a cultura pop com um certo respeito, uma seriedade, e ao mesmo tempo com um tom crítico que não conhece fronteiras: ele pode falar bem de uma cantora mega pop podre e esculachar a banda indie da vez sem dó nem piedade – e isso te abre os olhos, te sacode um pouco dos teus preconceitos roquenrol. Além de mostrar umas novidades maneiras que estavam aí do seu lado e você nem sabia que existia. Ou seja: há muitos anos que o Matias cumpre virtualmente a função daquele amigo mais velho que te passa as cassetes com um conselho maduro, “ouve isso aqui, vai ser importante pra você”.

Daí que um dia eu estava morando fora, e precisava de frilas. E eu sabia que o Matias era, na época, editor do Link, o caderno de informática do Estadão. Daí que, como de hábito, comecei a chatear o editor vendendo pauta. A gente trocou uns emails aqui, outros ali, eu descobri que ele era de Brasília, virei amiga dele no Facebook. E foi assim que, em estado de choque, eu descobri que o Matias era o irmão da Camila Matias, minha amiga do Marista – o que tecnicamente significava que o Matias era o Bicudo!

A profecia nerd se cumpria debaixo do meu nariz: o Bicudo, cara!, irmão da Camila, o cara totalmente estranho que pichava carteiras e banheiros, e que tinha o cabelo mais esquisito da escola – e eu digo esquisito porque aqui neste blog a gente não fala palavrão. As voltas que a vida dá, o mundo é um ovo, blablabla, e eu sei que isso não importa pra mais ninguém além de mim mesma, mas eu demorei a me acostumar que o Bicudo do Marista era meu mentor musical. Demorei do tipo estou fazendo isso até hoje.

Tudo isso apenas pra contar que o Matias – ou o Bicudo, como preferir – vai trazer pra Brasília esta semana a festa Trabalho Sujo, que movimenta a noite de São Paulo há um bom tempo. Mais: a festa vai acontecer dentro da Moranga, que já é há tempos a balada preferida da xuventude deixcolada desta cidade.

Então, um conselho? A menos que você madrugue no trabalho às 7h na quinta-feira: não perca.

Bora?
Moranga Trabalho Sujo
Quarta, 26/08, a partir das 22h
Outro Calaf – Setor Bancário Sul, Quadra 2
Térreo do Edifício João Carlos Saad
R$ 20 até 23h30, R$ 30 até 1h, R$ 40 após (mas quem entra numa festa de quarta-feira depois da 1h, pelamor?)

2 respostas em “Trabalho sujo na Moranga – ou: as voltas que a vida dá

  1. Parabéns pelo texto. Eu me identifiquei com ele pq tb teve um momento em que descobri que meu amigo Bicudo, o qual vc descreveu muito bem, estava influenciando pessoas. Muito bacana mesmo. Parabens!

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