Quem te representa?

impeachment

Eu e a Dani temos um lado B. Que talvez seja um lado A.

Embora a gente passe nossos dias aqui falando de restaurantes, cafés e eventinhos do final de semana, a gente trabalha mesmo é com política. A gente acompanha política muitas horas por dia, a gente lê sobre política e conversa sobre política a maior parte do nosso tempo. A gente se preocupa com o Brasil, com Brasília, com os rumos que as coisas tomam – como se isso pudesse fazer a diferença.

Acontece que pode. O mais incrível é que pode mesmo.

Uma coisa que tem me impressionado muito é que, enquanto eu passo o dia literalmente sofrendo pelos bastidores do que acontece atualmente no nosso país, a maior parte dos meus amigos continua vivendo suas vidas como se nada de grave estivesse acontecendo. As pessoas leem as manchetes por cima, acreditam nas letras grandes, não escarafuncham blogs e articulistas, não estão profundamente tentando entender e discutir e fazer a diferença.

Acontece que deveriam. Vivemos momentos muito peculiares no Brasil atualmente. Se você não sabe exatamente o que está acontecendo, saiba que deveria.

Leia, se informe, discuta com as pessoas perto de você. Política não é ruim e político não é tudo igual. Sobre isso, aliás, tem sido bem divertido descobrir quem pensa como você – já testou o Quem me representa?

Tem uma frase muito atribuída aqui no Brasil a Platão mas que eu desconfio seriamente que não seja dele, pois nunca encontrei versão para ela em outra língua – o que não muda nada a força que ela tem: “não há nada de errado com os que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

4 respostas em “Quem te representa?

  1. OI, Carol!
    Gostei da iniciativa do “quem me representa”. Valeu pela dica! 😉
    A frase de Platão, mal traduzida pro português, é “Now the worst part of the punishment is that he who refuses to rule is liable to be ruled by one who is worse than himself.” Dessa você vai encontrar mil e uma citações em publicações over seas.

    Inté!

  2. isso! político não é tudo igual. pra comprovar isso, bastaria dar uma olhadinha em quem vota a favor de financiamento público de campanha, quem vota pela aprovação do estatuto da “família”… pra dizer o mínimo. mas é tão cômodo, né?, dizer que é tudo igual, que não adianta nada… aliás, a gente, que tem acesso a educação, não poderia se dar ao luxo de dizer que não se interessa por política… é feito dizer que não se interessa por gente, por direitos… enfim, bacana a postagem!

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