Das vantagens de morar na capital do país

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Em que outra cidade do Brasil a gente encontraria uma placa como esta? Aqui em Brasília, o resto do mundo é logo ali.

É um tema recorrente pra mim: entre as maravilhas de ser a capital do país, o privilégio de viver numa cidade multicultural é algo que celebro todos os dias.

Das opções gastronômicas que temos à riqueza de termos sempre um amigo que agrega pontos de vista totalmente novos às discussões, à beleza que é ver meus filhos crescerem em contato com outras culturas – receber as representações estrangeiras na nossa cidade é pra mim um privilégio.

E este final de semana uma super festa, a maior que eu já vi desde que voltei, vai mostrar toda a força que essa convivência pode oferecer.

A 11a. Feira das Embaixadas vai trazer estandes de comidas, bebidas, artesanato, arte, roupas e comidas típicas de mais de cem países participantes, num evento que vai ser tipo uma volta ao mundo. Como se a gente ainda precisasse de motivos, doações e vendas de produtos típicos vão ser revertidas a instituições brasileiras de caridade.

Bora?
Amanhã, sábado, 28/11, das 9h às 18h
Estádio Nacional Mané Garrincha
Entradas 14 e 17
Ingressos R$ 10 (adulto), R$ 5 (criança)

Mó astral

folkies

É meu evento musical favorito na cidade. Acho que assim começamos a conversar.

Eu amo o Green Folkies. Amo o repertório desse rock leve e descompromissado, com essa pegadinha folk. Amo a fineza do som dos caras. E amo os caras, também, que estão entre os mais gente-boas daqueles amigos que você encontra menos do que deveria.

Também eu amo o Ernesto Café. E amo a vizinhança do Urban Arts – que diverte os olhos e a alma com inspiração e beleza.

Amo mais ainda que o Folk & Café acontece de tardinha, no gramado, com luzinhas – e quem me conhece sabe que luzinhas configuram um diferencial inescapável da minha escala de amor e preferências.

Acho que tá dito. Acontece no último sábado de cada mês – e este sábado, é a última edição do ano. Eu amo. E ponto.

Bora?
Folk & Café
Banda Green Folkies no Ernesto Café
Sábado, 28/11, a partir das 18h
CLS 115 Bloco C Loja 14

A Festa dos Estados está de volta

bandeiras-estaduais

A minha melhor lembrança da Festa dos Estados é de muitos anos atrás (não vou fazer contas): eu era criança, e minha mãe e minha tia estavam representando o Piauí, vendendo gostosuras que fazem parte da minha raiz: Maria Isabel e paçoca de carne de sol.

A década era de 80, e a Festa dos Estados era O evento de Brasília, aguardado ansiosamente a cada ano. Era realmente uma festa, mais do que uma feira, e era também uma oportunidade de todo mundo matar saudades da terra natal. Afinal, naquela época, todos os adultos em Brasília eram migrantes – olha que loucura.

O evento que nasceu junto com a cidade e já teve mais de 50 edições volta diferente neste ano. A chef Renata Carvalho, do Ancho Bistrô e Loca Como Tu Madre, foi chamada para escolher os chefs de Brasília que vão representar a culinária de cada Estado, e o resultado é uma gula antecipada.

Vai ter New Koto e Pizza Parque (São Paulo), O Bistrô Escondido (Pernambuco), Jambu (Amazonas), Recanto do Camarão (Ceará), Acarajé da Rosa (Bahia), Sabor Maranhense (Maranhão), Centro de Tradições Gaúchas (Rio Grande do Sul), Olivae (DF), só pra citar alguns. Os pratos serão vendidos por até R$ 25.

Ah sim, vai ter artesanato e música também, claro. É que eu só penso em comida neste momento, e não são nem 11 horas da manhã.

Bora?
ExpoEstados 2015
25 a 29 de novembro
Estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha
Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira)

Com sotaque chileno

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Tá procurando uma novidade pra deixar sua terça feliz? Vai conhecer o Maestra Vida, um restaurante todo cheio de charme e comidas supreendentes que minha amiga Andrea estreou junto com o chef chileno Alex Cavada.

Depois de comandar restaurantes na Tailândia, Argentina, Nova Zelândia e no Chile, o Alex resolveu transformar o espaço do antigo Segundo Clichê, na 107 Norte, num refúgio de sabores novos que combinam perfeitamente com os bons vinhos que são a marca do país dele.

Fiz questão de experimentar logo na primeira semana – e provamos de tudo. Do pato mestre – essa delícia da foto, que lembra um magret – a especialíssimos cogumelos recheados, o prato que mais me surpreendeu. Quer dizer: empatado com a sobremesa, lindamente batizada de alfajor de colher. Só o nome dá vontade de voltar lá hoje.

Por enquanto, eles abrem durante a semana só para jantar. Aos sábados, a delícia começa mais cedo. Vale a pena ficar de olho na programação musical que de vez em quando tem umas pérolas dando canja no palquinho daquela quadra tão charmosa.

Bora?
Maestra Vida Restaurante
SCLN 107 Bloco C
3034-4466
Ter. a sex., 17h30 à meia-noite, sáb, 12h. às 15h30, 18h à 01h

A arte de viver

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Eu ia escrever um post pra vocês sobre viajar. Há coisa de três semanas, fiz uma viagem de quatro dias da qual eu ainda não voltei totalmente.

Viajei pra Itaparica, tive a sorte de aproveitar três dias e meio da alegria e da hospitalidade da Neusa e do Christian, e ia escrever sobre viajar e se entregar, viajar e se envolver – sobre como a gente nunca mais volta o mesmo de uma viagem que se faz com o coração. Quando se entra na casa e na vida de outras pessoas, quando se prova outra experiência de vida, quando se olha o mundo através de olhos totalmente diferentes dos seus.

Mas aí um atentado atroz atingiu bem em cheio os meus planos. O Christian é francês – e eu não consigo mais falar da beleza dos dias que passamos juntos sem pensar na art de vivre, no jeitão francês de aproveitar a vida, que foi atingido em cheio na sexta-feira passada.

Esse saber-viver feito de sabores simples, da alegria banal de conversar, de resolver o futuro da humanidade ao redor de um bom prato de comida e uma bela taça de vinho, esperando solenemente a lua cheia iluminar nosso jantar. E falar da lua, e falar da comida, e explicar, com palavras que quase têm cheiro e sabor, como cada prato foi feito.

Essa teimosia francesa de insistir em viver bem, de envelhecer indo ao teatro e ao cinema e a concerto de música, de não deixar nunca de celebrar a vida com os amigos – um rouge numa mão, um queijo gorduroso na outra. Era mais ou menos isso que cada uma das pessoas assassinadas estava fazendo quando foi morta.

Eu ia escrever sobre as suas férias de fim de ano: para que você se lembre que viajar é descobrir outras vidas, é conhecer pessoas, entender a vida sob os infinitos outros pontos de vista possíveis. Fazer novos vínculos – e, se possível, novos amigos.

Mas resolvi escrever sobre a vida, apenas. Aproveite a sua. Faça dela sua obra de arte particular.

Sobre mudar de endereço e remexer o baú

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Olho com curiosidade para as pessoas que acumulam objetos em geral. Prateleiras imensas cheias de livros, gavetas lotadas de cartas, revistas antigas, recortes de jornal, diários da adolescência, agenda de 1992. Jogo tudo fora ou dou de presente sem nenhuma dor no coração.

E ainda assim, mudar de endereço e remexer meu baú – pequeno, mas cheio de significados – foi uma experiência intensa. No meio de tanto encaixotar e desencaixotar, você invariavelmente vai revisitar todas as suas fases, todas as pessoas que você foi e quis ser, os amigos que ganhou e que perdeu pelo caminho. E vai se tocar que, nossa, o tempo tá passando.

O meu desprendimento com objetos costuma ser compensado com um apego nada budista a lugares. Dizer adeus a um espaço é muito mais delicado. É como se eu me despedisse de quem fui ali dentro, e desgarrar-se de si, ainda que seja de uma versão ultrapassada e menos acabada de si, não é simples.

Pode não ser simples, mas é ótimo. Mudar, de endereço, de fase, de opinião, é saudável quando o modelo anterior se esgota, por ser insuficiente ou corrosivo. Não falo de mudança como um ato involuntário, de ser levado pela maré – isso se chama instabilidade, confusão mental. As minhas melhores mudanças vieram a partir da consciência de quem eu queria ser naquele momento e do quão afastada eu estava desse objetivo. E esse tipo de consciência só é possível quando se está presente na própria vida.

Tudo muito bonito de se ler, mas se despedir de si mesmo não é sempre poético. Às vezes é preciso se quebrar e colar tudo de novo, tirar as coisas velhas do armário, jogar fora e ir embora.

Eu, que nunca gostei de mudar de endereço, mudei a mim mesma. Achei que seria difícil deixar meu antigo espaço, mas não foi, nem de longe. Foi bom seguir em frente. Porque estou presente na minha vida e porque, nossa, o tempo tá passando.

Meu almoço

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Me jurei que ia postar isso A TEMPO de garantir o almoço de vocês hoje ainda, mas me atrasei. Anota a dica que fica pra amanhã.

Há algum tempo que eu sigo no insta o Joaquina Emília Café e fico babando nas fotos caprichadas que eles postam. Ficava me prometendo mentalmente conhecer aquelas delícias mas até hoje nunca consegui encaixar na dupla jornada animada uma visitinha à ponta da Asa Norte, onde eles ficam.

Até que sexta-feira veio a informação que mudou tudo: eles entregam almoço. E sem taxa de entrega. E com maquininha de cartão. E com alegria de viver, porque as pessoas que vieram trazer meu almoço na sexta eram de uma simpatia de dar gosto. E A COMIDA É INCRÍVEL. Não é mentirinha vida fake de instagram: não só parece incrível. É incrível.

Almocei esse arroz negro com trigo, shitake e damasco que despertou a cobiça de toda a turma que divide a copa comigo. Chegou sua vez. 🙂

Inclua aí essa opção deliciosa na lista dos almocinhos pra pedir – só com um detalhe: eles só aceitam encomenda até às 11h. Então corre. Ou deixa pra pedir amanhã.

Bora?
Joaquina Emília Café
SCLN 116 Bloco F Lojas 21 a 25 (é a SCLN 116 do Setor Hospitalar, não da EQN 115/116)
3033-8988
Seg a sáb, 7h às 19h
Pedidos pra almoço até 11h – entrega (gratuita) apenas na Asa Norte