Liberdade, 2016

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Que as liberdades individuais de cada ser humano sejam sagradamente respeitadas.

Que nossa liberdade de amar quem a gente bem entender seja preservada.

Que sejamos livres para cantar, para dançar, para tocar violão.

Para sair com nossos amigos até tarde. Até a manhã seguinte, se a gente quiser.

Que a liberdade religiosa seja garantida.

A liberdade de pensamento. A liberdade política. A liberdade de expressão.

Liberdade pro corpo, pra alma.

Nunca podia imaginar que em pleno 2016 eu fosse desejar tão ardentemente algo tão fundamental, tão essencial, tão típico dos tempos democráticos que pretensamente vivemos.

E no entanto, é meu único presente – é a única coisa que peço pra Brasília em 2016.

Liberdade, Brasília. Abra as asas sobre nós.

Quando o lugar te dá um motivo a mais para comprar

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Este é um post de dica de presente de Natal, mas é também uma sugestão para o ano inteiro: quando for comprar alguma coisa, tente pensar em lugares bacanas. E por bacana entenda-se um lugar que te dê mais motivos para comprar do que a qualidade do produto.

Esse motivo a mais pode ser várias coisas. O fato de ser uma pequena empresa, de estar numa batalha contínua e pesada para manter o negócio e fazer um sonho crescer. O fato de ser produto local, que movimente a economia da sua cidade, criando oportunidades aqui, na sua vizinhança. O fato de ser uma empresa engajada em alguma causa que você defenda, solidária, criativa.

Um exemplo do que é um motivo a mais para mim é o grupo SQS – Só Que Sim. Criado no meio do ano, esse movimento tem hoje a participação de cinco lugares da cidade: Cobogó Mercado de Objetos, Endossa, A loja das camisetas legais, BSB Memo e Espaço Moulage.

Eles criaram essa campanha para celebrar uma cultura de não concorrência. São empresários que não acreditam na disputa de mercado, ao contrário. São parceiros, se visitam, compram entre si e divulgam uns aos outros. Se tem algo que pode ser chamado de bacana, é isso aí.

Bora resolver o presente de Natal?

Cobogó Mercado de Objetos

Endossa

A loja das camisetas legais

BSB Memo

Espaço Moulage

Quer fazer sucesso com a sobremesa de Natal? Pergunte-me como!

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Você foi convidado para uma ceia de Natal e está em desespero, sem saber o que levar? Mais grave: você é o responsável pela ceia inteira da família e está encostado na parede, deslizando pouco a pouco até o chão, completamente atropelado por 2015? Eu tenho a solução para todos os seus problemas.

  1. Recentemente descobri a LIMA – Flour & Flower, marca de doces feitos sob encomenda pela Adriana Lima. Eu a conheço superficialmente, mas dá pra sentir a doçura dela à distância, pelo olhar. Provei o gâteau de chocolate e amendoim com recheio de caramelo salgado e meu deus… Não me lembro de ter comido um bolo tão delicado antes. Dá uma olhada nas fotos desses doces, peloamordedeus: clique aqui.

Como:
Ela aceita encomendas para o Natal até sábado (19), no email: adriana@limaflourandflower.com.br
Entrega na Asa Sul/Norte, Lago Sul/Norte e Sudoeste

2. A minha padaria amada e idolatrada La Paniére teve a audácia de criar uma receita especial de panetone. Não tem química, a fermentação é natural e dura três dias. Foram dois meses de testes até chegar à receita ideal, e ficou per-fei-to. Tem de chocolate e de frutas cristalizadas. Você pode aproveitar e encomendar rabanadas fritas ou assadas, feitas com aquele pão francês insuportável de bom.

Como:
Encomendas até terça-feira (22), pelo telefone 3245-6280
A padaria funciona até o dia 24, às 17h
211 sul, bloco A

3. No Lá em Casa Cuisine D’Amis, você pode encomendar não só a sobremesa, como a ceia inteira. O cardápio especial de Natal e Ano Novo tá lindo, e ainda tem as tortas doces e salgadas do cardápio tradicional. Já soube que uma convidada da minha família encomendou as tortinhas folheadas, pra levar como entrada da ceia, e decidi que essa pessoa será chamada todos os anos. Zero interesse, puro amor.

Como:
Encomendas até segunda-feira (21), pelo telefone 3710-9700
Cardápio de Natal e Ano Novo – clique aqui
208 Sul, bloco C

Foto acima: Rafael Facundo/Divulgação LIMA – Flour & Flower

Obrigada, Balaio

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Poucas vezes vi tantas mensagens de solidariedade na minha timeline como hoje, com a repercussão do fechamento do Balaio Café. E o mais importante é que não são mensagens só de lamento. Quase todas têm o mesmo conteúdo: o de agradecimento. Um lugar fecha as portas e as pessoas se levantam imediatamente para dizer “muito obrigada por tudo”. Não pode ser um lugar qualquer.

Não, nesses 10 anos de funcionamento, o Balaio nunca foi um lugar qualquer, e não haveria de ser com uma dona como a Ju Pagul, mulher poderosa, de presença e ideias francas, militante cultural, feminista, agitadora de muitas áreas. Ali, na pracinha da 201 Norte, ela não instalou só um café. O Balaio sempre foi um espaço de resistência, de discussão. Vários seminários e oficinas de movimentos sociais tiveram o café como abrigo.

E também tinha a diversão, claro. Quem frequentou aquele lugar tem alguma(s) história(s) marcante(s) pra contar. A programação musical era a mais diversa que você pode imaginar, e a gente se misturava em todos os ritmos, de carimbó a música eletrônica, de forró pé de serra a pop, rock, jazz e… carnaval. Ah, os carnavais do Balaio. A festa, qualquer uma, sempre foi divertida, livre, diversa. Era uma casa aberta a todas as idades, gêneros, prazeres, amores – em uma cidade encaretada, era um lugar também necessário.

Nesta gestão do GDF, do governador mais boêmio de nossa história, um autoproclamado defensor da cultura, o Balaio sofreu as mais pesadas intervenções. Houve bomba de gás, fechamentos e multas e mais multas. O problema do café com a vizinhança não é segredo – o barulho é alegadamente a principal questão, mas o motivo real sempre foi contestado pela Ju.

Ela afirma ter feito reformas para adequar a casa à Lei do Silêncio e, ainda assim, continuar sofrendo sanções. Sexualidade, religião e militância: Ju afirma que suas características pessoais serviram de motivo para intolerância. Com mais de R$ 30 mil em multas, o funcionamento do café ficou inviável.

Quando começamos a escrever aqui sobre a necessidade de revisão da Lei do Silêncio, algumas pessoas entenderam isso como uma defesa à barulheira generalizada no ouvido alheio. O diálogo, ultimamente, tem se dado nesse nível de exagero. A questão é bem mais complexa e ponderada, quem acompanha a discussão do movimento “Quem Desligou o Som?” sabe disso.

A nossa preocupação sempre foi, além da asfixia cultural da cidade, a fiscalização seletiva: só o Balaio Café incomoda a esse ponto? A lei atual, mal feita e irreal, coloca no mesmo balaio (não resisti ao trocadalho) um barzinho, uma rave, um matagal inóspito e um hospital. A cidade inteira está fora da lei. E uma lei que coloca todos fora dela está dizendo o seguinte ao Poder Público: já que não dá pra punir todo mundo, pode escolher que tipo de lugar/evento/manifestação/movimento você vai cercear, fique à vontade. Critério para quê?

Dito isso, queria te fazer dois convites. O primeiro é se despedir do Balaio, que fica aberto só até domingo. Vamos lá, brindar ao fim de ótimos momentos e ao início de outros. É triste que a cidade perca um lugar feliz assim, mas a cidade se mexe constantemente. Espero que a energia do Balaio se espalhe em outros novos e velhos lugares.

O outro convite é para o Carnaval Silencioso, evento maravilhoso que acontece na sexta-feira, dia 18. Não sabe o que é? Escrevi aqui na última edição. Se a ideia já é ótima, na situação atual das coisas, então… Vai ser a melhor forma de exorcizar esta semana. Como diz a Ju do Balaio: “A nossa resposta sempre foi e sempre será beijos, risos, tambores, bailados e todo prazer!!!!”

Bora?
Balaio Café
Aberto até domingo, dia 20. Vamos lá dar um abraço coletivo!
(Depois da publicação deste texto, foi marcado um evento de despedida do Balaio. Vai ser no domingo, a partir das 14h, com muita arte, muita música e muita gente já com saudades. Evento no face: aqui)

Carnaval Silencioso
Sexta, dia 18
Concentração às 19h, no Beirute Norte (107N). Saída do bloco às 20h30 em direção ao Pinella (408N)
Evento no face: aqui

Não muito local – mas muito legal

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É a primeira e talvez mais grave concessão que abrimos ao nosso mantra de comprar localmente. Nossa sugestão hoje é… a Rua dos Outlets! Você nunca ouviu falar nisso? Pois existe! Pelo menos na minha cabeça, existe!

Eu sempre me encantei com essa mania de Brasília de criar ruas-de. Um ser humano abre uma elétrica, o que faz outro ser humano? Abre uma ao lado. E outra e outra e outra, criando assim a brasiliensíssima Rua das Elétricas, na 109 Sul. A mesma coisa com a Rua das Farmácias (102 Sul), Rua dos Restaurantes (que hoje são várias, mas originalmente era a 405 Sul), Rua dos Tecidos (tadinha, tá desfigurada, mas era a 306 Sul), e assim vai.

Outro dia me dei conta que a 308/9 Norte está cheia de outlets legais. Temos a Original Outlet, que é minha primeira dica porque eu acho dificílimo encontrar presente pra homem. E lá tem roupa masculina legal (mauricinha mas legal) por preços altamente compráveis.

Na sequência vem a Outlet Lingerie – uma opção ousada mas bem legal de presente, quando se tem intimidade pra isso. Tem ainda uma loja chamada Lavínia Outlet, que vende uma geleia geral de roupas femininas – uma seleção meio misturada, mas que conta com peças de marcas famosas por preços menos loucos. O destaque da loja é o café que vem acoplado: a primeira loja física da Brauny’s, marca de gordices que existe há três anos e que agora tem uma sede oficial do pecado gastronômico.

Confesso que este post ficou meio mauri e não muito compre-localmente. Mas vale pelo ponto de vista econômico e porque a quadra está com um astral legal, de passeio, compras e comida boa. E também porque tudo isso fica do lado da loja fofa da Flô, minha floricultura preferida. Não é outlet mas é local e combinemos: flores são a sugestão de presente mais linda que tem.

Bora?
Rua dos Outlets – 308/9 Norte
Original Outlet
CLN 308 bloco B loja 13
Outlet Lingerie
CLN 309 bloco C loja 21
Lavínia Outlet e Brauny’s Café
CLN 308 bloco D loja 11
Flô
CLN 309 bloco C subsolo loja 2

Já que é inevitável: vamos às compras!

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Mas como nosso foco aqui é que você seja legal e dê presentes mas não ceda desesperadamente aos apelos consumistas, façamos desde logo um acordo: 1. nada de mega-shoppings: aquilo não faz bem pra sua pele, não faz bem pro seu humor; 2. compremos localmente, sempre que der; 3. bora economizar, que não está fácil pra ninguém.

Nossa primeira dica é o lançamento da loja Natural de Brasília, tocada pelas nossas parceiríssimas do Experimente Brasília, que vai reunir nossas marcas preferidas com certidão de nascimento brasiliense. A loja fica dentro do Liberty Mall – e embora a gente prefira a luz do dia, abrimos essa exceção pra este microshopping fofo e com os cinemas mais legais da cidade.

A loja é temporária: abre hoje e funciona até o último dia do ano, com criações dos criadores locais que a gente mais ama. Quero Melancia, Gurulino, Coletivo Transverso, Fabricado, o poeta Nicolas Behr – vai estar todo mundo por lá.

E destaque pra coleção linda que as meninas do Experimente fazem e que é a cara da cidade. Essa canga-faixa multiuso é a lembrancinha perfeita e do amor, mas tem vestido, camisetas e outras peças incríveis.

Bora?
Natural de Brasília
Loja temporária com os melhores criadores da cidade
De hoje a 31 de dezembro, no Liberty Mall
Via W1 Norte

Não pira

troca

Acredite: se é que você não entrou ainda, você vai entrar no modo consumista-doido nos próximos dias. É inevitável. Ou quase. Mas antes disso, vou te fazer o convite mais importante de dezembro. Prestenção.

Sábado acontece na UnB a primeira feira de Troca de Valores. Como o nome mesmo diz, o que está em jogo aqui não são apenas peças de roupas, livros, sapatos – o que você tem e não quer mais. A ideia não é apenas fazer um brechó e fazer a energia circular – o que já não seria nada mau.

A questão mais massa dessa feira é que aqui não entra dinheiro. De jeito nenhum. Nem espécie, nem cartão nem nada. As trocas da feira vão acontecer na base do papo, da conversa, da amizade, da negociação. Minha bolsa pela sua blusa. Meu livro pelo seu colar. E um abraço selando o negócio.

Não precisa reservar, não precisa pagar espaço, não precisa se preocupar com nada. É chegar lá, estender sua canga, seus cabides, o que quiser – e se preparar pra trocar e fazer amigos.

O mantra da feira – olha que coisa mais linda – é: a gente não precisa de dinheiro, a gente precisa de amigos.

Muita coisa doida e péssima aconteceu neste ano de 2015. Mas alguma coisa ótima, e fora da curva de ótima, aconteceu também – e os alunos de São Paulo, com essa sua força revolucionária inacreditável, são o melhor exemplo disso.

Outro bom exemplo é a iniciativa dessa galera: continuar sonhando, continuar batalhando, continuar acreditando que uma sociedade mais justa, mais igual, mais divertida, mais solidária e mais maneira é, sim, possível.

Bora?
Feira de Troca de Valores
Sábado, 12/12, das 13h às 18h
UnB, ICC Norte