Suvaco lindo, vou te dar um cheiro!

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Vem, Suvaco!

Com seus clarins, seu frevo e a sua alegria. Com as suas fantasias, com purpurina pra todo lado, com suas cores e brilhos, confete, serpentina. Vem, Suvaco, com bem muita espuminha de criança metida em roupa de heroi ou de princesa, fazendo aquela confusão toda quando a gente tenta conversar com o amigo ou simplesmente existir enquanto pessoa limpa.

Vem com todos os meus amigos, vem com todos os meus amores. Aqueles encontros que só acontecem nesse dia – aquele “gente!, por onde você anda?”, cheio de abraços e de beijos, e de amor e de saudade, daquelas promessas de ser ver mais, que talvez nem sejam cumpridas porque ano que vem tem Suvaco e a gente vai, sim, se ver de novo.

Vem também com os amigos novos, com os amigos de folia, com aqueles que a gente conhece ali na hora porque um filho brincou com o outro e o carnaval transformou todo mundo em família. Vem com alegrias novas, com a energia dos lindos encontros.

Vem sem toda essa polêmica, vem só com o amor que é sua cara, vem com vontade de fazer um carnaval melhor, mais bonito, ainda mais com a cara de Brasília. Vem com seu hino, que agora a coisa organizou de vez – até hino oficial esse Suvaco cheiroso tem.

Vem com a beleza da solidariedade, de gente incrível que consegue transformar uma festa feliz numa festa mais feliz ainda, e cheia de sentido.

Vem, Suvaco, lembrar a gente que a vida é cheia de motivos pra morrer de rir, pra cantar e dançar, vem com a energia e a alegria do frevo.

Bora, gente, que o Suvaco já chegou. Aqui no meu peito já é carnaval.

Bora?
Desfile especial de dez anos do Suvaco da Asa
Sábado, dia 23/01, a partir das 10h (com o Suvaquinho)
Na Funarte, em frente à Torre de TV

Faxina geral

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“Bagunça organizada”. “Só eu entendo minha lógica”. “O caos necessário à criação”. NOGUEIRA, Carolina, desde sempre.

Pois ontem peguei minha resolução de ano novo com as duas mãos e botei tudo abaixo. Tirei todo meu material de desenho das caixas: tintas, canetas, goivas, blocos, pinceis – tudo o que eu uso muito menos do que deveria, e que desconfio que seja justamente porque andava demasiadamente escondido, dos meus olhos e do meu coração.

Confesso que foi em leituras meio fúteis que me dobrei aos mantras que minha mãe repetia desde que nasci (e que repito em vão pros meus filhos): as meninas do Oficina de Estilo me convenceram de que é melhor ter menos, mas totalmente à mão, do que ter um monte do que você nem lembra que tem.

Voltei meu foco instintivamente pras minhas caixas e caixas de material de desenho. Ao contrário da balela do caos criativo onde sempre me escondi, passei a achar que a urgência da organização ali é ainda maior: se já é trabalho danado transformar a ideia em desenho, imagina se a canetinha que ele pede estiver dentro de uma caixa, atrás do grampeador, debaixo do rolo de fita crepe, com o barbante levemente apoiado sobre ela. Na criação, a técnica inspira a obra – então as ferramentas simplesmente têm de estar por perto.

Feito o inventário da minha vida artística, caí neste texto incrível do meu querido João Rafael Torres. Pronto. Oportunidade perfeita pra dividir com você as lindezas que esse moço escreve e deixar o convite: bora dar uma faxina na vida?

A falta que faz o lugar afetivo

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Sábado de manhã saí animadona pra tomar café na rua. La Panière: fechada até 20 de janeiro. Dylan Café: fechado até 29 de janeiro. Ernesto Café: fechado também (só até anteontem, já reabriu). Confesso, bateu o pânico.

Lembrei disso e ri quando meu amigo José Maria Palmieri escreveu, ontem: “Janeiro em Brasília – 5 anos de análise. Vitamina central fechada até o dia 17 – 50 anos de análise”.

Eu, que nunca fui muito de frequentar aquele templo apertadinho da geração saúde na W3, resolvi perguntar pro Zé quais os bons motivos que fazem ele esperar mais dez dias pra poder ser feliz novamente.

“Porque aquele lugar existe desde a década de 70, quase sem mudar o cardápio. A vitamina vem numa jarra que enchem dois copos: Adrenalina, Bomba Atomica, Mafiosa, Saborosa são apenas algumas da extensa lista. Os salgados não param de sair e estão sempre quentes. O pão de batata com queijo de minas é o grande hit. Este período, em que a vitamina central entra de recesso, me traz uma certa melancolia, mas para ser exato, me traz um desamparo. Já morei em São Paulo e no Rio onde casa de suco é coisa comum. Mas, como um bom candango, nunca deixei de ser fã e frequentador assíduo da Vitamina Central. Passei uns 12 anos fora de Brasilia e sempre que voltava, era certeiro um pulo até lá, até mesmo para rever amigos. O curioso é que o lugar passou por uma reforma e continuou apertado mas nunca vi caber tanta gente sedenta! De volta a Brasília desde 2008, bato o ponto nos fins de tarde e agora que vou ficar por aqui em janeiro, só me resta esperar o dia 18”.

Houve um tempo em que Brasília ficava realmente deserta em janeiro – e a gente realmente se deprimia com isso. Hoje acho isso mais fofo do que ruim. Me faz lembrar da importância dos nossos lugares afetivos, celebrar até a ausência deles – e a volta, quando eles voltarem.

Resgatei do fundo do coração o que sentia em Paris em agosto: quando morei lá estranhava à beça, até as farmácias fechavam nas férias. Eu estranhava mas achava bom – ficava pensando que os meus comércios de bairro eram feitos de gente de verdade, que estava feliz e se divertindo, e que voltaria cheia de energia em setembro.

Aproveitem, pessoas dos lugares afetivos. Encham-se de sol e de energia. Esperamos por vocês até o fim de janeiro.

Bora?
Vitamina Central
CRS 506 Bloco A loja 63
3244-2866

SOS crianças em casa

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O Beto costuma dizer que, com os meninos de férias, a conta de telefone lá de casa dá um salto: com a gente no trabalho, os meninos ligam a cada cinco minutos. “Posso descer?”, “posso jogar?” e “meu irmão está me provocando” são as intervenções preferidas, expressão do tédio das longas horas sem nada pra fazer.

Se você sofre do mesmo mal e quer fugir das mesmas colônias de férias de sempre – o batidíssimo combo zoológico-cinema-piquenique – tenho aqui uma carta na manga.

O Fab Lab, incrível laboratório munido de impressora 3D que tem dado asas à imaginação de muito artista da cidade, realiza na semana que vem o Maker Kids, um ateliê de criação que inclui novas tecnologias no processo criativo e de descoberta das crianças. A ideia é colocar a turminha em contato com impressoras 3D, eletrônica, robótica e modelagem digital, botando a mão na massa para criar pequenos projetos que vão definitivamente jogar o tédio pra longe dessas férias.

E, de quebra, deixar a linha de telefone da sua casa um pouco menos congestionada.

Bora?
Maker Kids, do Brasília Fab Lab
CLN 305, Bloco B, Subsolo
3034-7073 e 9124-2302

Turma I – 11/01 a 14/01, dàs 9:30 às 12:30
Turma II – 18/01 a 21/01, dàs 9:30 às 12:30
Turma III – 25/01 a 28/01, dàs 9:30 às 12:30
Custo do curso semanal: R$ 585