O jantar mais legal do mundo…

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…que eu nunca fui.

Mas eu sou igual o Sílvio Santos, eu não fui, mas minha amiga número 3 foi. E escreveu o texto mais legal do mundo pra você saber porque não pode perder a próxima edição do Jantar Lá Em Casa.

Olha o texto lindo da Georgia:

“Sabe aquela amiga que tem a casa mais charmosa e recebe as pessoas com a mesa mais linda, a louça fofa e colorida, a toalha florida e aquela abundância de comida e bebida que te faz sentar ao redor da mesa e esquecer as chateações da vida num papo sem fim?

Essa amiga é a Mariana, que eu tenho o privilégio de conhecer há uns 17 anos. Ela organiza o amigo oculto de Natal da galera e cozinha um peru por horas; ela faz o cachorro quente com maionese de wasabi mais gostoso do mundo e a “pipoca do capeta”, com especiarias, que anima qualquer zero a zero na Copa.

Mas o mais legal é que você também pode ser recebido por ela com o mesmo carinho e esmero. Depois que ela casou com o Esdras, eles criaram o Coma Lá em Casa, que a Carol já falou por aqui. Além de um site com as receitas mais deliciosas, eles promovem jantares para grupos pequenos. Na quinta (dia 14) eu conferi a décima edição do evento, que contou com um cardápio especial com os melhores pratos das edições anteriores.

Você chega na linda cobertura na Asa Norte com cozinha aberta pro terraço, com horta cujos temperos são usados nos pratos e luzinhas românticas, e se sente em casa. Os discos de vinil e a vitrola estão num canto pra que os próprios convidados escolham a música. As bebidas ficam no balcão pra você se servir à vontade. O clima é tão descontraído que já já você está conversando com a menina ao lado como se ela fosse sua melhor amiga. Nessa quinta, eu conheci a Barbara, jornalista, que trabalha na Caesb e que garantiu que meu filho pode nadar sossegado no Lago Paranoá sem ficar doente. Também conheci a Luciana, uma das donas do café Objeto Encontrado, que eu já frequentava e adorava. O jantar lá em casa mudou o astral da minha semana. Em tempos em que qualquer discussão separa as pessoas, nunca uma mesa em que a gente senta pra compartilhar boa comida e conversar foi tão necessária…

Amanhã é o último dia dessa série de jantares comemorativos, que esgotaram nas primeiras horas. Siga o instagram do Coma Lá em Casa pra ficar sabendo em primeira mão quando vai rolar outro evento. Afinal, o site está fazendo cinco anos e a Mariana e o Esdras estão cheios de planos e receitas novas!”

Ficou com água na boca? Amou a vibe dessa galera?

Pois saiba que, pro dia das mães, o Coma Lá Em Casa realiza um piquenique e uma cesta de cafés da manhã especialíssimos pra você comemorar ou oferecer, na sua casa ou no jardim delicioso deles.

Corre pra reservar o de vocês, que o meu já tá confirmado.

Bora?
Jantar Lá Em Casa  e Coma no Jardim Especial Dia das Mães

Pra não dizer que não falei das flores

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Tem o pessoal do Objeto, que resolveu estender a Feira 102 Arte Política pra fazer do Café um espaço de luta.

Tem a exposição da Frida, na Caixa Cultural, que está linda demais – e inspiradora, porque mostra a correspondência dela com amigas e artistas de sua geração, pra lembrar a gente que fazer arte é melhor junto.

Amanhã tem duas lindezas: as meninas do Brasília Faz Design inauguram na livraria Don Quixote do CCBB uma vitrine de produtos de design feitos aqui, umas coisas lindas de viver que vão te salvar quando você quiser comprar um presente e não quiser ir num shopping.

É amanhã também tem o lançamento das Jamaichanas Brasileiras, homenagem que Esperando Rei Zula (tem esse nome bizarro mas é bom, juro) faz ao Villa Lobos e ao reggae. Vai acontecer no Quarta Dimensão e eu sei que essa mistura de Villas Lobos com reggae e com Conic está te parecendo estranha, mas confie e verás.

Na quinta, grande dia de aniversário dessa cidade do céu infinito, tem PicNik no Parque da Cidade, o primeiro da seca. Vai ser uma celebração, gente. Vai ter tudo de bom que sempre tem, e de novidade tem Vai Tomar no Cover e tem a Banca Sem Parede.

A Globo conversou hoje com a gente sobre a Banca e eu conversei sobre o Longe, sobre os livros e sobre a alegria de viver.

Há flores, sim. E eu vou continuar falando delas.

Bora?
Frida na Caixa
Até 5 de junho, de terça a domingo, das 9h às 21h
Caixa Cultural, ao lado da sede da Caixa Econômica
SBS

Brasília Faz Design
Inauguração amanhã, 20/04, às 18h
Livraria Don Quixote do CCBB

Quarta Dimensão
Amanhã, 20/04, 20h
Conic

PicNik
Quinta, 21/04, a partir das 13h
Estacionamento 4 do Parque da Cidade

Feira 102 Arte Política
Objeto Encontrado
CLN 102 Bloco B

O muro

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Sabe o que me entristece mesmo? Não é o resultado, qualquer que seja ele. Nem é a desinformação que faz com que amigos que eu julgava esclarecidos pensem, até hoje, que impeachment vai resultar em eleição antecipada (não vai, impeachment = Temer presidente, Cunha vice). O que me entristece mesmo é esse medo todo.

Um muro com polícia e cachorro para separar quem pensa assim de quem pensa assado. Carros proibidos na Esplanada, as artérias de Brasília entupidas, as vicinais enfartadas, um derrame. Polícia para dizer onde pode ir, onde não pode ir. Nas ruas, nas quadras, nos corredores do Congresso. Essa generalização completa de um medo tristíssimo que já prende em shoppings, em camarotes, em carros mono-ocupados quem deveria estar na rua, vendo o outro.

Amigos que não vão sair de casa. Amigos que vão sair de casa com medo, mas vão. Amigos que vão sair de casa com ódio – e ódio é medo com outras palavras.

É só gente, gente. É só gente que pensa diferente de você. Não precisa agredir, não precisa ter medo de que ninguém te agrida. Não precisa ter medo de conversar, de discutir. Se vocês discordam, chama pra um sorvete – ou pra um passeio no Olhos d’Água, no Parque da Cidade, nas sombras das quadras da Asa Sul.

A cidade que foi construída sobre pilotis para que a gente pudesse circular livremente por seus espaços, a cidade que foi construída como um jardim, como um parque não combina com esse muro. Não combina com esse medo.

Vamos entrar em contato com o outro, vamos conviver.

* A imagem linda, que virou a foto do dia, é assinada pelo Lucas Levitan. Face: https://www.facebook.com/lucaslevitan/
Insta: @lucaslevitan

Sobre criar asas

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Fazer 40 anos foi todo um processo e no meio dele, sem que seja consciente, comecei a me interessar por borboletas.

A fragilidade e a fome da lagarta, o casulo, as transformações que acontecem lá dentro. O casulo como fase de liquefação completa do corpo, para que seja possível o renascimento com asas. A delicadeza de saber que borboletas não podem ser ajudadas a sair de seus casulos – o esforço de se livrar da casca é que dá às asas o tônus necessário para que elas possam voar. A profundidade que é descobrir que um trauma físico na fase de lagarta (a perda de uma pata, por exemplo) não influencia nada na estrutura física da borboleta – enquanto um trauma “psicológico” (uma ameaça ligada a um determinado perfume) não se apaga da memória com a metamorfose. Sério: essas bichinhas são uma fábrica de metáforas para a vida.

A primeira vez que fui a um borboletário, no Pantanal Matogrossense, morri de emoção de ver casulos se abrindo, acompanhar aquele milagre ali, diante dos meus olhos. Daí que agora, na minha fase borboleta, quis saber se existem borboletários em Brasília.

E eis que encontrei essa lindeza:

Fica no Zoológico de Brasília – e é lindo. Um jardim cheio de gotinhas coloridas, refrescante, cheio de paz. Flores por todos os lados, várias espécies de borboletas que eu nunca tinha visto na vida. Um pedacinho de jardim mais escuro, onde as borboletonas olhos-de-coruja estavam lindamente pondo seus ovos sem a menor cerimônia, pra quem quiser ver. Pra onde a gente olha, aquele voo feliz e colorido, a nos lembrar que sempre vale a pena renascer.

Um refúgio de lindeza. Um presente.

Bora?
Borboletário do Zoológico de Brasília
Avenida das Nações, Via L 4 Sul, s/n
Aberto de quinta a domingo, das 9h às 17h

Mil coisas pra fazer

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A gente anda sumido, sim, e nesse meio tempo eu:

  • Fui pra Inhotim
  • Fiz quarenta anos
  • Fiz uma festa incrível, inesquecível, com uma amiga que me acompanha há 26 anos
  • Encontrei um amigo que não via desde o último dia de aula de 1993
  • Fiz um ateliê de livros infantis pra crianças que me deixou cheia de vontade de fazer outros (livros infantis e ateliês; crianças, não necessariamente)
  • Ganhei a visita de uma borboleta-folha linda em pleno apartamento do quinto andar da Asa Norte
  • Comecei a meditar
  • Fui em duas manifestações
  • Comecei a ler “Cidades Invisíveis”, do Ítalo Calvino
  • Continuei preparando, com a Dani e mais duas pessoas especiais, com muito amor, uma surpresa pra vocês

Significa que às vezes a gente some, mas é por boas causas. E melhor: que daí a gente volta com vontade de agradar vocês. Então lá vai.

Hoje tem Festival Inquietação Pela Democracia, no Teatro de Arena da UnB, com Cantigas Boleráveis.

Amanhã começa a exposição A Arte Monumental de Mariane Peretti, a linda autora dos vitrais da Catedral e da belezura Araguaia, meu cenário preferido no Salão Verde da Câmara.

Quinta tem a primeira edição de Vagô Dançô, um festival ao ar livre que vai ocupar o Setor Comercial Sul. Sob o comando da Corina Cervejas Especiais, toda quinta-feira vai ter apresentações, oficinas, música, feirinha de empreendedores locais, comiditas e claro cervejitas.

Tipo de evento que me lembra algo: vocês tão ligados que a seca tipo já começou, né? Esse céu aí, esse sol, essa boa vibe. Não há tempo a perder. Piquenique no eixão esse findi já.

Bora?
Festival Inquietação Pela Democracia
Hoje, a partir das 17h
Teatro de Arena da UnB

A Arte Monumental de Mariane Peretti
De amanhã (6/4) a 5 de junho
Museu Nacional da República

Vagô Dançô
Toda quinta-feira, de 7/4 a 19/5, das 16h às 23h
Setor Comercial Sul, Quadra 4, Bloco A
Em frente ao Museu Nacional dos Correios