O que é o Retrato Brasília

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Quando resolvemos procurar o CCBB para entender o Retrato Brasília, quem nos recebeu foi o diretor criativo do projeto, Jackson Araújo, jornalista nascido no Ceará e radicado em São Paulo. Ele trabalha para a Mindset, consultoria brasileira especializada em pesquisa de tendências.

No ano passado, a empresa foi comprada pelo grupo britânico WGSN, um dos maiores do mundo em antecipação de moda. Seu negócio é vender informações e pesquisas para ajudar empresas a tomar decisões e apresentar produtos com maior chance de sucesso comercial.

Jackson nos conta que elaborou o conceito do Retrato Brasília por encomenda do Correio. O jornal, por sua vez, apresentou o projeto ao Banco do Brasil, que aprovou o patrocínio de R$ 2,5 milhões – o valor está no Diário Oficial da União do dia 14 de agosto. Depois disso, o CCBB entrou como segundo realizador, ao lado do Correio, devido à afinidade com o tema.

“A gente quer dar visibilidade a essa cena alternativa, que vem acontecendo com efervescência”, disse a diretora-geral do CCBB, Paula Sayão, ao abrir nossa conversa com Jackson.

O projeto é estruturado a partir de entrevistas realizadas com 90 jovens considerados inovadores, escolhidos dentre aqueles que estão transformando a cidade em quatro áreas: arte, design, empreendedorismo e cultura urbana.

Ao mesmo tempo, é feita uma pesquisa de campo, com observação de comportamentos em bares, festas, parques, lojas, etc. Esse trabalho é coordenado pela antropóloga Leticia Abraham, diretora da Midset/WGSN.

O projeto também inclui quatro palestras, realizadas uma vez por mês, no CCBB, sobre as quatro áreas pesquisadas no Retrato. A primeira palestra (sobre arte) aconteceu no início de setembro, com uma curadora e um artista plástico que vieram de São Paulo.

Após cada palestra, os painelistas realizam um workshop com os chamados “novos pioneiros”: nome que batiza um grupo de oito pessoas, que participam do Retrato Brasília como representantes das quatro áreas pesquisadas. Esse grupo deverá apresentar, no início do próximo ano, uma proposta de ação inovadora em cada área.

Jackson afirma que este é o principal resultado do Retrato: as propostas de projetos que serão “entregues para a cidade”. Não há, porém, garantia de que esses projetos serão executados. “Se a gente conseguir um patrocínio para executá-los depois, vai ser o paraíso”, ele diz.

Ao término da pesquisa, em 2015, deverá ser publicado um livro e lançado um “aplicativo geosocial” – um tipo de serviço que reúne recursos de geolocalização e redes sociais, e que vem despertando o interesse de muitas empresas. A revista Veja lançou um aplicativo como esse no ano passado: saiba mais.

Também fazem parte dos resultados do Retrato, segundo Jackson, os suplementos mensais que o Correio Braziliense vai publicar com dados da pesquisa. O primeiro caderno, com a temática arte, chegou às bancas no último domingo.

O suplemento é encerrado com a apresentação de nove nomes, chamados de “os influenciadores da arte”: um grupo considerado formador de opinião, com poder de influência sobre o setor artístico de Brasília.

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