Arte erótica junta o bom ao melhor ainda

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A Carol, que é muito mais culta do que eu, publicou aqui um roteiro de exposições bacanas na cidade. É claro que sobrou pra mim, alguém cuja reputação ficou em algum lugar do passado, acrescentar à lista essa dica ótima: sábado tem feira de arte erótica no Objeto Encontrado, e você não pode perder.

Primeiro, porque tem muita, mas muita gente boa: A Casa da Luz Vermelha, Bruno Bernardes, Coletivo Transverso, Kazuo Okubo, Nicolas Behr, Patricia Bagniewski, Patrícia Del Rey – só pra começar.

Segundo, porque o erotismo existe desde que os primeiros peixes primitivos habitaram esta Terra. O Museu Larco, em Lima, que tive o prazer de conhecer, é prova disso. Eles têm um extenso acervo de cerâmicas eróticas, datadas de 1.200 antes de Cristo. Se você se acha moderno e transgressor, precisa ver o que o pessoal já fazia na era pré-colombiana.

Também desde que o mundo é mundo, muita gente estranha e com problemas psiquiátricos não tratados faz um esforço enorme para convencer o resto da humanidade de que o sexo é feio, sujo e malvado. Nós, não.

Nós, que somos pessoas legais e com problemas tratados, não acreditamos nisso. E adoramos a ideia da feira, porque ela coloca o erotismo onde ele deve estar: no campo da beleza.

Bora?
II Feira de Arte Erótica
Sábado, dia 8, das 17h às 23h
Galeria Objeto Encontrado (102 Norte, Bloco B)
Evento no face: aqui
Foto: Escultura de Patricia Bagniewski

A itinerância brasiliense

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Chilli no trailer, camisetas na kombi, som na kombi. Esta era a comissão de frente da inauguração da 5Norte, ontem à noite. Mais que boas-vindas. Além das lindezas e delícias que dali saíam, essas preciosidades sobre rodas deixavam no ar uma itinerância retrô que combinava com o por-do-sol de inicinho da seca. Fiquei ali olhando essa cena – e minha cabeça viajou em mil sentidos.

Como a gente gosta dessa impermanência, né, Brasília?

Fiquei pensando em quantos milhares de bares, lojas, restaurantes, boates já abriram as portas nessa cidade, se consolidaram com força, com os dois pés, por anos a fio – e a gente se disse “ah, esse é pra sempre”, “ah, é que nem o Beirute”, e daí a um ano ou dois, a decadência, portas fechadas.

Fiquei pensando em como Brasília tem moda. Hoje é essa quadra que bomba, amanhã é outra, depois de amanhã o charme é em outro canto. E o “antenado”, o “descolado” (como dizem meus filhos) é aquele cara que sabe o que está rolando, sabe em que sentido está indo o fluxo, sabe “onde está bom”.

Daí pensei que o brasiliense não sai simplesmente de casa, não sai assim impunemente pra ir num restaurante ou bar qualquer – o brasiliense quer saber “onde está bom”. “O que está rolando”. Tirando o Beirute, claro. O Beirute sempre “está bom”.

Fiquei pensando na nossa onda de festas. Brasiliense não vai pra boate, gente. Vai pra festa. Um dia num canto, um dia no outro. Uma proposta nova, uma decoração diferente. Até quando não é boate, mas é festa sempre no mesmo dia, no mesmo lugar, o brasiliense enjoa. Não é mesmo, Criolina?

Fiquei pensando que isso tem a ver com a transitoriedade mesmo da cidade. Essa chegada e partida constante desde sempre, os candangos chegando meio-que-de-passagem-meio-que-pra-sempre, gente que mora aqui um ano, dois anos, e se manda. Que é outra versão da impaciência que tem todo brasiliense nascido e criado de querer experimentar, de morar pelo menos um tempinho em outras paragens.

Fiquei ali, olhando um trailer e duas kombis carregados de alegria, e pensando nessas coisas todas. Uma cidade sobre rodas.

PS: Foto perfeitamente perfeita devidamente roubada da 5Norte.

PS1: Quer saber “o que rola”? Baile do Almeidinha hoje e Feira 102 especial UnB amanhã, além dos eventinhos moda de que já falamos. Ah, e nos dois dias rola também a Feira do Mel do Jardim Botânico, das 9h às 17h – um evento delicioso e muito divertido pras crianças.

Brasília? É você mesmo?

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Passei uma semana em Buenos Aires – e, sempre que mergulho assim numa outra cidade, volto imaginando uma Brasília diferente. Sonhando com ruas entrelaçadas de barzinhos, cafés, galerias e lojinhas, com um museu incrível sempre lotado de gente, turistas, turmas inteiras de alunos tendo aulas diante de quadros imensos…

Desembarco e, de olho na minha caixa de entrada, descubro a vernissage da Clarice Gonçalves, hoje no Elefante, e o começo de um projeto muito legal no Objeto Encontrado, onde dois artistas vão realizar, já no local, as obras de uma exposição que começa no dia 17 de maio.

Sou fã da Clarice e tenho tudo pra gostar do trabalho que Renato Rios e Rodrigo Cruz vão realizar no Objeto – mas, muito além das exposições em si, fico feliz de ver pipocando pela cidade pequenos celeiros de arte. Espaços interessantes onde, mais do que apenas comer um bolinho e tomar um café, ou ir a uma festa, ou beber algo, as pessoas tenham acesso a obras que emocionem, façam pensar, levem a gente a um outro universo longe desta rotina eterna carro-trabalho-cama.

Voltei a Brasília mas nem parece que voltei – mais tarde vou viajar com a Clarice e, nos próximos dias, com Rios e Cruz.

Bora?
Clarice Gonçalves: sutilezas e ilusões
Lançamento da exposição hoje, 5/5, às 19h
No Elefante Centro Cultural
706 Norte, Bloco C, Loja 45 (atrás das Óticas Brasilienses) – acesso pela W3

Rios + Cruz = Mapa
Ateliê aberto e exposição no Objeto Encontrado
Realização das obras em ateliê aberto de 7/5 a 14/5
Exposição a partir de 17/5
CLN 102, Bloco B

O melhor de dois mundos

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Você já imaginou, um dia, ter ao alcance das mãos, na hora que desejar, um livro sobre tradições de outro lado do mundo, lindamente ilustradas, que te façam mergulhar numa realidade distante, mágica e inspiradora?

Eu sou uma fã declarada destes nossos tempos, de tecnologia ao alcance dos dedos. E quando vejo um trabalho como o que a Luda Lima fez com o ebook Arjuna, o guerreiro notável, fico ainda mais encantada.

Já pensou colocar a delicadeza da aquarela, com suas cores suaves e sua textura quase palpável, dentro da tela de uma tablet? Pois a Luda fez isso. E, transformando seus desenhos leves e sonhadores em ilustrações animadas, contou a história épica hindu que vai te teletransportar diretamente pra Índia, com suas cores, seus mantras, sua cultura.

O lançamento deste trabalho lindo desta que é uma das artistas mais incríveis da cidade acontece daqui a pouco, no Objeto Encontrado.

Bora?
Lançamento do ebook Arjuna, o guerreiro notável
Hoje, 25 de março, às 18h, no Objeto Encontrado
CLN 102, Bloco B (nos fundos da Drogasil)
Vai ter mostra dos originais das ilustrações e venda de cartazes com os desenhos do livro.

Tchibum!

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Conta pra mim: cê tá com saudade, não tá? Das fantasias, de encontrar a galera na rua, dançar como se não houvesse amanhã… Eu tô super.

Pois sábado tem carnaval no Objeto – e dessa vez é carnaval com piscina.

Eu já contei pra vocês, né?, o povo de lá não bate muito bem. Eles inventaram essa moda de colocar piscina de plástico no gramado e chamar caminhão pipa pra encher. Pool party em plena entrequadra. O pior é que funciona. E é divertidíssimo.

Dessa vez, eles estão ousando. Vai rolar uma piscininha exclusiva pras crianças. E serão mais de oito mil litros de água no caminhão pipa. Ou seja: todo mundo que tiver piscininha em casa pode e deve levar seu exemplar.

Já pensou? Você pagando de diva na sua private-pool? Ou, melhor ainda, convidando o amigo pra esse programaço: na sua piscina ou na minha?

Clube é tãããão ano passado, né, gente? 

Bora?
Pool party de ressaca de carnaval
Sábado, 15 de março, das 10h às 22h
Objeto Encontrado
CNL 102 Bloco B loja 56
3081-8383

Longe dos shoppings, perto do coração

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Já que nessa época do ano é difícil mesmo se livrar do consumismo, da correria, da ansiedade boboca de compensar com um presente o amor de quem você quer bem, vou te pedir um favor: pelo menos não faça isso entupindo a sua árvore de Natal de coisinhas sem graça, sem alma, made in China, que você comprou com sua paciência completamente esgotada pelas filas dos shopping centers.

Há opção. Há super opção.

Os designers de Brasília estão a postos para os presentes de última hora em dois eventos completamente deliciosos este final de semana.

No Objeto Encontrado, o Liga Pontos traz todas as lindezas do Pântano de Manga e de outros designers convidados, como o Aqui em Bsb. Na Casamarela, tem Frida Sem Calo, Fernanda Ferrugem, os acessórios de madeira da Bia Saffi e as delícias do Sweet Sayuri.

Edição: Novidade! Vou estar lá na Casamarela no sábado de tarde, fazendo dedicatórias e desenhos da Rua de Todo Mundo pra quem quiser dar livrinhos de presente pra crianças fofas. Ou pra adultos fofos. 🙂

Bora?
Liga-pontos no Objeto Encontrado
Sábado, das 15h às 22h
CLN 102, Bloco B

Casamarela
Sábado, das 13h às 20h
707 Norte Bloco Q casa 37

Vamos todos cirandar

ciranda

Meus finais de semana são uma eterna negociação: ok, a gente vai pro clube, mas na volta podemos almoçar num restaurante bonitinho (sem vocês fazerem muita bagunça)? Ou: eu passo rapidinho da feirinha fofa ao ar livre, rapidinho mesmo, juro – e de lá a gente corre pra brincadeira na casa das primas. Eles me demandam uma estratégia de convencimento que deixaria perplexos os líderes partidários do Congresso.

Por isso é que, pra mim, a alegria do findi é encontrar um eventinho que agrada todo mundo – e a Ciranda, ao que tudo indica será assim.

Pra mim e pro Beto, feirinha com mil lindezas, delícias e nossa sacrossanta cervejinha do sábado de tarde. Pros meninos, pula-pula e as bolhinhas de sabão. Ainda vai rolar um bate-papo muito fofo, apelidado de “sessão desabafo sobre os dilemas da maternidade” e, pra quem tem pequenininhos realmente pequenininhos, o conforto de um fraldário legal.

Tudo isso no café mais querido de todos, que tem aquele astral, aquele ar livre lindo e o cheesecake mais delícia da cidade. Acho que vai ser massa.

Bora?
Ciranda no Objeto Encontrado
Sábado, 30 de novembro, de 14h às 20h.
Objeto Encontrado – CLN 102, bloco B, loja 56
3326-3504
Inscrições para as palestras pelo email ciranda@objetoencontrado.com.br