O jardim é todo nosso

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Temos muito orgulho deste texto que escrevemos quando lançamos este blog – é um manifesto, um marco, uma tomada de posição sobre a importância de ocupar os espaços públicos de Brasília, assinado há quatro anos, numa época em que isso ainda não era evidente como é hoje.

Hoje o piquenique virou marca da cidade – e nosso encontrinho tinha que ter essa cara. Então preste bem atenção: pra festa ser perfeita, traga sua canga, sua toalha de piquenique, sua esteira, seu paninho.

O Ernesto vai garantir nossas delícias com um mini-posto avançado: um barzinho pegue-pague que estará instalado lá no jardim, pra facilitar as compras e não sobrecarregar o café.  Uma grande novidade é que por lá você vai ter a oportunidade de provar em primeira mão o Aha! café, produzido e torrado aqui em Brasília especialmente pela Bebel Hamu, que vai preparar cafés fresquinhos e coldbrews, que são bebidas geladinhas de café. O Piquenique-se da Sueli Estrela vai garantir essa ambientação fofíssima com alguns lugares charmosos, que serão lindos mas não serão muitos.

Por isso, lembre-se: o mais importante é sua alegria e vontade de celebrar juntinho com a gente. De preferência do jeito que a gente mais ama: com um paninho, sentado no chão, curtindo o sol gostoso, curtindo a sombrinha, batendo papo com suas pessoas preferidas. Ouvindo o som delícia da Quitanda durante a tarde, e aproveitando o show incrível do Green Folkies quando a noitinha chegar.

Não há dúvidas: vai ser lindo.

E atenção, florzinhas e florzinhos:

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Ultimíssimas vagas para os workshops. Corram, corram, corram. Quem fez pedido mas ainda não fez o depósito, corra, corra, corra mais ainda pra segurar a vaga.

Bora?
Feirinha do Quadrado
Sábado, 3/9, das 15h às 21h
Ernesto Café
CLS 115 Bloco C Loja 14

Conselho para quem quer fugir para as montanhas

esdras

Aquele momento em que você pensa que a única solução é fugir para as montanhas. Quer um conselho? Fuja.

Foi isso que fez uns tempos atrás o Esdras Nogueira, saxofonista do Móveis quando estava, segundo ele, vivendo aquele clichê de buscar o campo e ficar longe do corre dessa vida ultraconectada.

Ele foi pra Barriguda, a fazenda da família dele, pra se dar tempo pra fazer música, pra deixar a música nascer. O resultado é um disco lindo, com músicas autorais deliciosas, que conseguem transportar a gente pro cenário que inspirou tudo isso. Você ouve e sente aquela felicidadezinha de vento, sol frio de fim de tarde, de barulho das folhas nas árvores. E olha que eu estou escrevendo isso hoje, hein?, com a TV Senado ligada aqui na minha frente. Ah, o poder da música.

Então anota aí em algum lugar da sua mente: tem a hora da luta, tem a hora de estar no mundo, e tem a hora de estar com a gente mesmo – é daí que nascem as criações importantes, significativas, que mostram o melhor que a gente tem aqui dentro. Retiro criativo na fazenda da nossa infância (seja ela real ou imaginária) é estratégia de sobrevivência.

E pra ser invadido pela beleza que nasceu dessa experiência do Esdras, amanhã tem show de lançamento do CD Na Barriguda, no Clube do Choro. Oportunidade de ver esse moço mostrando um dos talentos dele, que é comandar esse sax incrível.

O segundo talento, que é comandar o Coma Lá Em Casa junto com a Mari, você vai aproveitar junto com a gente no sábado – tem comidinhas deles e um workshop em que eles vão ensinar a gente um menu inteiro pra gente se deliciar.

Bora?
Na Barriguda – Esdras Nogueira
Show de lançamento no Clube do Choro
Setor de Divulgação Cultural, Bloco G
Amanhã, 30/08, 21h

Nossos criativos preferidos vão criativar você

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É disso que este blog se trata: de botar o povo pra aproveitar Brasília e de fazer coisas lindas, entre elas novos amigos. Então nosso evento oficial que vai celebrar nossa relação fora da internet tinha que passar pelos amigos que fizemos por causa deste blog. E somos tão legais 🙂 que queremos que vocês também entrem nesse bonde.

Três das nossas iniciativas criativas preferidas desta cidade vão ensinar vocês a embarcar no universo incrível deles com workshops muito, mas muito especiais. E o mais massa: essa galera talentosíssima vai fazer as oficinas pelo preço de custo apenas – simplesmente porque eles amam o Quadrado e amam vocês que amam o Quadrado.

Tá sentado?

Coma Lá Em Casa

Não será um nem dois pratos: será um menu completo! A Mari e o Esdras vão te ensinar três pratos incríveis!

De entrada, um crostini de rabanate, feito à moda dos pintxos que eles descobriram no País Basco. Prato principal, o internacionalmente famoso sanduba de porco do Coma Lá Em Casa. Sobremesa: morangos no balsâmico com chantilly de um jeito que só eles sabem fazer.

Nos jardins do Ernesto, vocês vão conhecer esses dois lindos, vão meter a mão na massa e aprender a fazer delícias e impressionar pessoas – e de quebra vão se deliciar com seus feitos. Bom, a menos que vocês queiram me dar os seus feitos – eu vou estar por lá e estarei aceitando.

Oficina com os três pratos: R$ 50, tudo incluído. O workshop começa às 15h, lá nos jardins do Ernesto, no meio do alto astral da nossa Feirinha.

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Flô

Senhoras e senhores, vocês podem me agradecer, porque eu mereço: vai rolar workshop de tiaras de flores com a Flô na nossa Feirinha. A Mari vai colocar em prática com a gente um projeto antigo que ela tem: de ensinar a fazer os arranjos inspiradíssimos que emocionam noivas e enchem de alegria quem tem a sorte de ganhar um dos buquês que ela faz.

Eu sou tão fã dessa moça e tão fã dessas tiaras lindas que basta dizer que passei meu último aniversário toda maravilhosa com esse arranjo incrível nos cabelos. Isso porque o mundo ainda é um lugar careta onde achariam estranho eu ir trabalhar na TV Câmara com essa tiara, porque caso contrário eu andaria assim todos os dias.

Você quer aprender a fazer esse acessório que vai te transformar numa ninfa dos quadros românticos? Eu quero. A primeira inscrição dessa oficina é minha. Pelas outras vocês podem se digladiar a partir de agora.

Oficina pra sair divando com sua tiara de flores: R$ 50, material incluído. O workshop começa às 17h e depois você pode curtir o show do Green Folkies na nossa Feirinha devidamente maravilhosa.

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Luda Lima

Preciso dizer que eu sou fã absoluta dessa aquarelista talentosa, que me emociona com seus desenhos, com a energia boa que ela coloca em cada imagem?

Quando eu soube que a autora desses desenhos bonitos e sensíveis morava em Brasília, eu corri pra ficar amiga dela. Juro, este post que eu fiz pro blog foi uma mera desculpa (quase sempre é): eu queria era ficar amiga da Luda e saber como ela faz tudo isso!

Pois agora vou dividir a amizade (e as dicas preciosíssimas) da Luda com vocês. Ela vai fazer um delicioso bate-papo com a gente: mostrar o material que ela usa, contar as etapas das suas ilustrações, fazer um panorama sobre seus autores preferidos, mostrar a evolução do trabalho dela. Pra quem curte desenho e ilustração, é uma oportunidade e tanto de conhecer um trabalho de perto e evoluir muito no seu próprio percurso.

Esta não será uma oficina de aquarela, até porque a Luda vai ministrar uma oficina mesmo na semana que vem. Será só um bate-papo mesmo, mais íntimo até – oportunidade bem legal até pra Luda te dar toques pessoais.

O bate-papo é gratuito, mas as inscrições são obrigatórias. Começamos nossa roda de conversa às 16h, durante nossa Feirinha.

A gente agradece de coração a disponibilidade desses fofos de fazer essas oficinas pra gente. Vocês são simplesmente demais.

E, cara, as reações de todos os leitores do blog ao anúncio do nosso encontro e do nosso site novo me deixaram sem palavras ontem. Se eu começar a tentar descrever vou falar em onda de amor, em #gratidão, em micareta da fofura – melhor evitar. Apenas saibam: o crush é recíproco. Amamos vocês e amamos fazer isso aqui.

Bora?
As inscrições para os workshops serão feitas pelo meu email pessoal (carolnogueira@gmail.com), por ordem de chegada dos emails.

Por favor, coloque o nome da oficina em que você quer se inscrever no assunto do email, tá?

São dez vagas para cada workshop, impreterivelmente (até porque a Ju e o Gio, do Ernesto, estão se desdobrando pra gente ter espaço pra todo mundo, brigada seus queridos). Então corram. Eu envio pra cada pessoa a confirmação da inscrição e os dados pro depósito.

Feirinha do Quadrado
Sábado, 3/9, das 15h às 21h
Ernesto Café
CLS 115 Bloco C Loja 14

Música boa, fim de tarde, quintal

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Cada vez que o Dudu Maia, talentoso bandolinista que capitaneia o Estúdio Casa do Som, conta dos house concerts das turnês que faz pelos Estados Unidos, eu vou fazendo um filme na cabeça: gente chegando curiosa pelo som do Brasil, aquele clima intimista de casa, os músicos se preparando, todo mundo em silêncio esperando o primeiro acorde – e, de repente, o som invade e transforma todas aquelas pessoas numa só, respirando e pulsando no mesmo ritmo.

E ficava me perguntando por que esse clima delicioso, com nossos músicos e nossa música, estava ali ao alcance dos gringos – e não ao nosso. Até que ele resolveu consertar isso. Ou concertar isso.

Domingo acontece no quintal do Dudu (que também é o quintal da minha mana Ju, da Lulu e da Bia) o delicioso house concert Somset – um concerto íntimo e com clima de casa, que vai conjugar por-de-sol, amigos e música instrumental da melhor qualidade.

Os convidados dessa primeira edição são o acordeonista Junior Ferreira, o som maneiro do Passo Largo e a banda AE Underground. Dá play em qualquer parte de qualquer um desses links aí pra sentir a energia que esse encontro promete.

Quer mais? Tem. As comidinhas serão garantidas pela turma do Coma Lá Em Casa, esses dois queridos e saborosos que vão curtir o som com a gente e garantir barriguinhas forradas.

Bônus track: as revoadas de passarinho que sobrevoam o quintal dessa galera todo fim de tarde.

Bora se sentir em casa com a gente?
Somset House Concert
Domingo, 28/8, 16h
Ingressos a R$ 30
Reservas e endereço: infosomset@gmail.com

Apenas deixe ela em paz

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É uma das faces mais visíveis do machismo, mas que até bem pouco tempo era tão naturalizada que muita gente nem via como um problema: o assédio à mulher no espaço público.

Do assovio à passada de mão, do elogio malicioso e descontextualizado ao ato nojento de se masturbar diante de uma mulher dentro de um ônibus, da perseguição ao estupro. O assédio tem vários níveis, vários jeitos de acontecer e nos vitima de várias maneiras – não só com a agressão em si mas plantando dentro da nossa cabeça a semente do medo, da falta de liberdade, que cria raízes e é impossível de ser arrancada de lá.

A boa notícia é que hoje há várias iniciativas de visibilidade e de combate ao assédio – uma das minhas preferidas nasceu no Recife pelo coletivo de mulheres Deixa Ela Em Paz.

O nome já diz tudo. É isso. Sério, eu não vou falar mais nada sobre essa mudança urgente de comportamento porque está tudo dito no nome dessa campanha. Deixa ela em paz. A menos que haja o mais tênue sinal de que a garota esteja na sua, guarde a merda do seu desejo para você. Apenas. É muito difícil?

Só que agora, além de jogar luz sobre a injustiça, o absurdo do assédio, essas meninas guerreiras estão levantando grana pra ouvir mulheres nas cinco regiões do Brasil para assim mapear as necessidades urgentes da mulherada de diferentes realidades. Feito o diálogo, as meninas vão propor ações que respondam a essas necessidades.

O nome do projeto é Circuito de Enfrentamento Urbano – o CEUparaMulheres – e elas precisam da ajuda de cada um e cada uma de nós. Bônus incrível é que as recompensas da ação são bem legais mesmo. Divulgar esse cartaz, essa camiseta, essa mensagem por aí já é fazer sua parte na urgência de fazer pensar sobre o assédio.

Tem mais: quem aderir à campanha até sexta-feira ainda ganha um lambe-lambe tamanho A3 com a ilustração feita especialmente para CEU para Mulheres da artista Nathalia Queiroz.

Bora?
Campanha CeuParaMulheres da Deixa Ela Em Paz

A rede de mães (por mais mães na rede)

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Na teoria, eu me sinto super num momento de amadurecimento em relação ao meu papel de mãe, compreendendo que eles estão crescendo e que são indivíduos separados de mim etc. Na prática, todos os meus posts são sobre maternidade.

Lá vai mais um. Sábado o coletivo de mães Dona Raposa realiza na Komboleria um evento muito lindo, com artigos para bebês feitos por mães empreendedoras.

A maternidade é transformadora em muitos sentidos. É muito comum as mulheres serem tão modificadas pela experiência que decidem abraçar uma nova perspectiva profissional, que contemple realizações próprias, prazer em realizar o que amam e tempo para estar com suas crias. O resultado são empresas cheias de sentido.

É nesse espírito que a Komboleria, que teve a sensibilidade de colocar este aviso aí na parede, recebe as mamães.

Que essa rede possa acolher as mulheres que passam por este momento tão especial de suas vidas, de várias maneiras diferentes. Inclusive dando uma forcinha pra elas descansarem, relaxarem e lembrarem que são mais do que mães.

Bora?
Coletivo Dona Raposa – Empreendorismo Materno
Sábado, 20/08, das 9h30 às 16h
CLN 106 Bloco C Loja 38

A mãe que eu quero ser

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Quando nasce um bebê, nasce uma mãe, diz a frase batida. Muito rápido você entende que não controla quem esse bebê será. O que eu levei mais tempo pra entender é que também não controlo quem seria essa mãe.

Ontem eu tomei um café com a Irmina, que se parece muito com a mãe que eu achei que seria. Yasmin, essa criança linda aí da foto, tem cinco anos e é desescolarizada. E isso não porque ela faça aulas de cerâmica, pintura rupestre e mandarim em casa – como costumam sonhar os pais moderninhos que sonham com a desescolarização. Ela não vai pra escola (ainda) porque ela brinca. O dia todo. No quintal.

Yasmin é uma legítima representante da infância livre. Ontem, com a mãe dela, conversamos sobre o tempo da infância, a curiosidade (e não a ansiedade paterna e materna) como motor do aprendizado, sobre relação com a natureza, com a comida, com a tecnologia, com a sociedade. Falamos sobre livros, sobre fotografia, sobre como uma vida multicultural abre fronteiras poéticas na linguagem e na alma das pessoas.

Eu descobri a Irmina, a infância livre da Yasmin e o livro que ela vai publicar sobre isso na campanha do Catarse que ela está realizando. Bastou este vídeo pra que eu perceber que entendia tudo o que estava dito ali. Que com suas fotos, seus pequenos vídeos e sua poesia (que caminham na fronteira do polonês com um português muito sensível), ela fala de tudo o que eu sei aqui dentro, embora aqui fora eu nem sempre viva muito perto disso.

Meu consolo: ter o quintal da Irmina, da Yasmin, do Sávio e do Kajetan comigo, todos os dias, no livro que ela vai, sim, realizar.

Até porque você, que um dia já foi criança, que está todo confuso com esse mundo mudando tão rápido, que também sabe, aí dentro, que a vida pode ser muito mais simples, vai ajudar.

Bora?
Retratos pra Yayá
Financiamento coletivo do Catarse para livro de retratos sobre a infância livre